Mostrar mensagens com a etiqueta 1º de maio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1º de maio. Mostrar todas as mensagens

01/05/2018

1º de Maio


1 de maio é o Dia do Trabalhador, data que tem origem a primeira manifestação de 500 mil trabalhadores nas ruas de Chicago, e numa greve geral em todos os Estados Unidos, em 1886.
Três anos depois, em 1891, o Congresso Operário Internacional convocou, em França, uma manifestação anual, em homenagem às lutas sindicais de Chicago. A primeira acabou com 10 mortos, em consequência da intervenção policial.
Foram os factos históricos que transformaram o 1 de maio no Dia do Trabalhador. Até 1886, os trabalhadores jamais pensaram exigir os seus direitos, apenas trabalhavam.


No dia 23 de abril de 1919, o Senado francês ratificou as 8 horas de trabalho e proclamou o dia 1º de maio como feriado, e uns anos depois a Rússia fez o mesmo.
No Brasil é costume os governos anunciarem o aumento anual do salário mínimo no dia 1 de maio.

No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores.

Em Portugal, os trabalhadores assinalaram o 1.º de Maio logo em 1890, o primeiro ano da sua realização internacional. Mas as ações do Dia do Trabalhador limitavam-se inicialmente a alguns piqueniques de confraternização, com discursos pelo meio, e a algumas romagens aos cemitérios em homenagem aos operários e ativistas caídos na luta pelos seus direitos laborais.
Com as alterações qualitativas assumidas pelo sindicalismo português no fim da Monarquia, ao longo da I República transformou-se num sindicalismo reivindicativo, consolidado e ampliado. O 1.º de Maio adquiriu também características de ação de massas.
Até que, em 1919, após algumas das mais gloriosas lutas do sindicalismo e dos trabalhadores portugueses, foi conquistada e consagrada na lei a jornada de oito horas para os trabalhadores do comércio e da indústria.
Mesmo no Estado Novo, os portugueses souberam tornear os obstáculos do regime à expressão das liberdades. As greves e as manifestações realizadas em 1962, um ano após o início da guerra colonial em Angola, são provavelmente as mais relevantes e carregadas de simbolismo.
Nesse período, apesar das proibições e da repressão, houve manifestações dos pescadores, dos corticeiros, dos telefonistas, dos bancários, dos trabalhadores da Carris e da CUF. No dia 1 de Maio, em Lisboa, manifestaram-se 100 000 pessoas, no Porto 20 000 e em Setúbal, 5000.
Ficarão como marco indelével na história do operariado português, as revoltas dos assalariados agrícolas dos campos do Alentejo, com o grande impulso no 1.º de Maio de 62.
Mais de 200 mil operários agrícolas, que até então trabalhavam de sol a sol, participaram nas greves realizadas e impuseram aos agrários e ao governo de Salazar a jornada de oito horas de trabalho diário.
Claro que o 1.º de Maio mais extraordinário realizado até hoje, em Portugal, com direito a destaque certo na história, foi o que se realizou oito dias depois do 25 de Abril de 1974.


O Dia do Trabalhador também tem sido turbulento na Turquia, muitas vezes violento e mortal. O ano de 2015 ficou marcado por uma originalidade: o regime não quis proibir diretamente a manifestação tradicional na Praça Taksim, mas impediu a concentração de trabalhadores e intelectuais naquele local emblemático.

No Japão, o 1° de maio é comemorado a 23 de novembro, desde 1948. É chamado de Kinrou Kansha no Hi ( きんろうかんしゃのひ / 勤労感謝 の日), que traduzindo seria “Dia da Ação de Graças ao Trabalho“.

Muito antes de ser considerado o Dia do Trabalhador, 1 de maio foi dia de outros factos históricos.
  • 1500: Pedro Álvares Cabral tomou posse da Ilha de Vera Cruz (atual Brasil), em nome do Rei de Portugal;
  • 1707: passou a vigorar o Tratado de União, que transformou os reinos da Inglaterra e da Escócia em Reino Unido;
  • 1786: a ópera ‘As Bodas de Fígaro’, de Mozart, estreou em Viena, Áustria;
  • 1834: foi abolida a escravatura nas colónias inglesas;
  • 1960: iniciou-se uma crise diplomática entre antiga União Soviética e os EUA, com o abate do U2, um avião espião norte-americano, pilotado por Francis Gary Powers;
  • 1994: o automobilismo sofre uma grande perda com a morte do brasileiro Ayrton Senna, no Grande Prémio de San Marino;.
  • 2004: a União Europeia cresceu, com a entrada de mais 10 países: República Checa, Hungria, Chipre, Eslováquia, Polónia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Malta.
  • 2011: beatificação do Papa João Paulo II, exatamente no mesmo dia em que Barack Obama disse “We got him”, referindo-se à captura e morte do terrorista Osama Bin Laden, numa operação norte-americana realizada no Paquistão.
  • O 1 de maio é também o dia de nascimento do escritor francês Jean de Joinville (1225), do poeta russo Aleksey Khomyakov (1804), e do quarto Presidente da República Portuguesa, Sidónio Pais (1872).
http://pt.euronews.com/2017/05/01/significado-e-historia-do-1-de-maio-dia-do-trabalhador

01/05/2016

NESTE DIA

   De noite
  ouvi barulho
  na cozinha.

  Levantei-me.

  Fui ver.

  A mãe passava a ferro
  os calções que eu devia
  levar à escola.

  Sentada, mal podia
  com o ferro. Longe
  um galo nos dizia "o dia aí vai".

  Esfrego os olhos estremunhado.

  E a mãe:

  - O que é, filho? Cuidado
  não acordes o pai.


Mário Castrim





27/04/2016

ABRIL 10

 Entre1974 e 1979, no Brasil, era Presidente Ernesto Geisel. O cantor e compositor Chico Buarque, empolgado com a revolução dos cravos, escreve e grava Tanto mar. Mas a ditadura brasileira não permite que toda a letra seja cantada, apenas acontecendo na versão editada em Portugal, principalmente por causa dos versos:
 Lá faz primavera, pá, a revolução, Cá estou doente, a ditadura.


      Sei que estás em festa, pá
      Fico contente
      E enquanto estou ausente
      Guarda um cravo para mim

      Eu queria estar na festa, pá
      Com a tua gente
      E colher pessoalmente
      Uma flor do teu jardim

      Sei que há léguas a nos separar
      Tanto mar, tanto mar
      Sei também quanto é preciso, pá
      Navegar, navegar


      Lá faz primavera, pá
      Cá estou doente
      Manda urgentemente
      Algum cheirinho de alecrim




01/05/2015

1º DE MAIO

 O gaulês Robert Owen, em 1817, defendia que o dia de um trabalhador deveria contemplar 8 horas de trabalho, 8 horas de lazer e 8 horas de descanso.




  Neste relato, vemos que as condições de trabalho das crianças estava longe deste propósito:

 Crianças de seis anos de ambos os sexos iam trabalhar para as minas, já que os corpos pequenos permitiam que chegassem a espaços apertados.  (...)
 As menos invejadas de todas as crianças trabalhadoras eram os limpa-chaminés. Começavam mais cedo, trabalhavam mais e morriam antes de qualquer outro grupo. (...).
 A Revolução Industrial apenas veio piorar as coisas, pelo menos no início. Antes da Lei das Fábricas de 1844 ter reduzido o dia de trabalho para as crianças, a maioria das produções funcionava doze a catorze horas diárias, seis dias por semana. (...) 
 Em 1810 descobriu-se que os aprendizes de uma fiação estavam nas suas máquinas desde as dez para as seis da manhã até depois das nove da noite, com uma única interrupção de trinta a quarenta e cinco minutos para o jantar, que por vezes era comido de pé, nas máquinas.

Em casa, Bill Bryson

 A escolha desta data para a comemoração do DIA DO TRABALHADOR é uma homenagem aos que morreram na manifestação, em maio de 1886, em Chicago, lutando pelos seus direitos.

 Sugestão - leitura de qualquer livro de Charles Dickens. A BE empresta.