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25/04/2018

Dia da Liberdade



Sabes o que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974? Os populares juntaram-se aos militares e deu-se a revolução dos cravos. Recorda como tudo aconteceu!

25 de Abril de 1974. De madrugada, militares do MFA ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e, através da rádio, explicaram à população que pretendiam que o País fosse de novo uma democracia, com eleições e liberdades de toda a ordem. E punham no ar músicas de que a ditadura não gostava, como Grândola Vila Morena, de José Afonso.
Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições junto dos ministérios e depois cercou o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.
Durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que era um golpe de Estado transformou-se numa verdadeira revolução. A certa altura, uma vendedora de flores começou a distribuir cravos. Os soldados enfiavam o pé do seu cravo no cano da espingarda e os civis punham a flor ao peito. Por isso se falava de Revolução dos Cravos. Foram dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu nem foi ferido.
Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola, que, embora não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma maneira que o governo acerca das colónias.
Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os portugueses votaram pela primeira vez em liberdade desde há muitas décadas.




28/04/2016

ABRIL 11


   Desses primeiros dias recordo a festa, uma espécie de plenitude, um estado de graça. E também uma irresistível subversão que mudava os hábitos, a linguagem, os comportamentos. Todos eram revolucionários, todos tinham feito a sua opção de classe. Lembrei-me do que tinha dito Garrett, depois da vitória da Revolução Liberal: os revolucionários que a tinham dirigido pareciam conservadores, os que pouco ou nada tinham feito arvoravam-se em mais liberais do que os liberais. (...)
  O certo é que estávamos de novo em casa, na Pátria libertada, a viver um momento único, como se a História tivesse acelerado e irrompesse dentro de cada um de nós, para mudar a vida e abrir um horizonte onde tudo parecia ser possível. Isso foi o essencial dos primeiros dias da Revolução de Abril, cuja primeira dimensão é a liberdade.

Manuel Alegre, Uma outra memória

27/04/2016

ABRIL 10

 Entre1974 e 1979, no Brasil, era Presidente Ernesto Geisel. O cantor e compositor Chico Buarque, empolgado com a revolução dos cravos, escreve e grava Tanto mar. Mas a ditadura brasileira não permite que toda a letra seja cantada, apenas acontecendo na versão editada em Portugal, principalmente por causa dos versos:
 Lá faz primavera, pá, a revolução, Cá estou doente, a ditadura.


      Sei que estás em festa, pá
      Fico contente
      E enquanto estou ausente
      Guarda um cravo para mim

      Eu queria estar na festa, pá
      Com a tua gente
      E colher pessoalmente
      Uma flor do teu jardim

      Sei que há léguas a nos separar
      Tanto mar, tanto mar
      Sei também quanto é preciso, pá
      Navegar, navegar


      Lá faz primavera, pá
      Cá estou doente
      Manda urgentemente
      Algum cheirinho de alecrim




25/04/2016

ABRIL 9



O Dia da Liberdade
25 de Abril

    Este dia é um canteiro
    com flores todo o ano
    e veleiros lá ao largo
    navegando a todo o pano.
    E assim se lembra outro dia febril
    que em tempos mudou a história
    numa madrugada de Abril,
    quando os meninos de hoje
    ainda não tinham nascido
    e a nossa liberdade
    era um fruto prometido,
    tantas vezes proibido,
    que tinha o sabor secreto
    da esperança e do afecto
    e dos amigos todos juntos
    debaixo do mesmo tecto.

José Jorge Letria, O livro dos dias

24/04/2016

ABRIL 8




             Ficaste na pureza inicial
             do gesto que liberta e se desprende.
             Havia em ti o símbolo e o sinal
             havia em ti o herói que não se rende.
             Outros jogaram o jogo viciado
             para ti nem poder nem sua regra.
             Conquistador do sonho inconquistado
             havia em ti o herói que não se integra.
             Por isso ficarás como quem vem
             dar outro rosto ao rosto da cidade.
             Diz-se o teu nome e sais de Santarém
             trazendo a espada e a flor da liberdade.

Manuel Alegre

23/04/2016

APRIL 7

 No Dia do Livro convém sempre recordar alguns dos livros que estiveram proibidos.







  William Shakespeare, que morreu faz hoje 400 anos, também viu alguns dos seus títulos proibidos. Apenas como exemplo, em 1980, a peça O mercador de Veneza e, em 2012/13, Romeu e Julieta, um dos títulos que os pais tentaram retirar das bibliotecas escolares. Em que país do terceiro mundo? Nos ... Estados Unidos, no Michigan e no estado da Carolina do Sul...

22/04/2016

ABRIL 6

 Durante toda a semana falamos às turmas sobre o país e o mundo antes do 25 de abril. Escolhemos o primeiro  verso de um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen como título para a sessão - Esta é a madrugada que eu esperava.



  Falámos de ditadura, de repressão, de eleições, de polícia política, de censura, de guerra colonial, de crises académicas, de emigração, de maio de 68, de estadistas mundiais, da Coreia, do Vietname, etc. etc. Mas também conversámos sobre moda, automóveis, Woodstock, Vilar de Mouros, de televisão, da rádio, de festas, de eletrodomésticos e muitas curiosidades. Ouvimos relatos dos alunos sobre a participação dos avós em França, na guerra colonial e um testemunho muito interessante, e mais raro, sobre um avô que esteve prisioneiro na Índia. 
 As sessões estavam programadas para 90 minutos, mas algumas duraram bastante mais, como esta com o 12º ano.


21/04/2016

ABRIL 5


  A liberdade não é uma filosofia e nem sequer uma ideia: é um movimento de consciência que nos leva, em certos momentos, a pronunciar dois monossílabos: sim e não.
Octavio Paz

 É importante aprender o inglês. Mas antes de aprender o inglês é importante aprender o português. Falar e escrever correctamente a nossa língua é um acto de liberdade e de afirmação da nossa identidade cultural. Um acto de soberania, individual e colectiva. Um acto de resistência, de sobrevivência e de homenagem àquela «lusitana liberdade» de que falou Luís de Camões.
Manuel Alegre

 Não há meias liberdades. Quando se ameaça a liberdade de alguém, ameaça-se a liberdade de todos.
André Malraux

20/04/2016

ABRIL 4

 Já aqui escrevemos sobre Trovas do vento que passa, Hoje, vamos saber como nasceu esta canção de Adriano Correia de Oliveira, segundo Manuel Alegre, no livro aqui referido há dias:

  Recordo, por exemplo, a primeira vez que foi cantada a «Trova do Vento Que Passa», numa festa de recepção aos caloiros da Faculdade de Medicina de Lisboa, ..., pouco depois de eu ter saído da prisão. Foi a coragem do Adriano que tornou possível o lançamento da «Trova do Vento Que Passa», que viria a tornar-se numa espécie de hino do movimento estudantil. (...)  cuja música tinha sido composta na véspera, em Coimbra, pelo António Portugal, foi imediatamente adoptada pelos estudantes  que enchiam a sala por completo. O Adriano teve de repeti-la cinco ou seis vezes. Depois saímos para a rua a cantar em coro. 

19/04/2016

ABRIL 3


Liberdade

Viemos com o peso do passado e da semente
esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente
e a sede de uma espera só se ataca na torrente

Vivemos tantos anos a falar pela calada
só se pode querer tudo quanto não se teve nada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada
só se quer a vida cheia quem teve vida parada

Só há liberdade a sério quando houver
a paz o pão
habitação
saúde educação
só há liberdade a sério quando houver
liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir.


                                                                  Sérgio Godinho


18/04/2016

ABRIL 2


   Sobre este último livro de Manuel Alegre, Eugénio Lisboa, no Jornal de Letras último, escreve: « Sumo oficiante de uma arte poética moderna, Alegre é igualmente de uma prosa lavada, certeira, assertiva, musical, percetiva e... inevitável.»
  Poeta do antes e do pós 25 de abril, foi  na comemoração dos 40 anos que escreveu:
  É um caso único na História de que devemos ter orgulho.Revolução pioneira e precursora: pela primeira vez numa situação revolucionária, a democracia venceu.  O 25 de Abril mostrou ao mundo que era possível passar da ditadura para a democracia sem cair numa nova ditadura.
  A eles, autor e livro, voltaremos.

17/04/2016

ABRIL



   O meu pequeno país: nós não sabíamos,
   nós não acreditávamos que mudasse.
   Acreditar na Revolução é pedir o impossível
   E nós pensávamos que, como os nossos pais,
   iríamos continuar o resto da nossa vida
   a pedir o impossível. Ou aqui, na dura pátria,
   mãe pobre de gente pobre,
   usando a profissão liberal que nos fosse autorizada,
   para brincar ao gato e ao rato com a Polícia,
   ou no exílio, para fugir à guerra.
   Nós nunca percebemos
   o possível.

  Lendas da Índia, Luís Filipe Castro Mendes

27/04/2015

PARA NÃO ESQUECERMOS


(1944-1992)


Ele ia de Santarém
a caminho de Lisboa
não sabia se ganhava
não sabia se perdia.
Ele ia de Santarém
para jogar a sua sorte
a caminho de Lisboa
em marcha de vida ou morte.
E dentro dele uma voz
todo o tempo lhe dizia:
Levar a carta a Garcia.
Ele ia de Santarém
todo de negro vestido
como um cavaleiro antigo
em cima do tanque verde
com o seu elmo e sua lança
ei-lo que avança e avança
ninguém o pode deter.
Ele ia de Santarém
para vencer ou morrer.
E em toda a estrada o ruído
da marcha do Capitão.
Eram lagartas rangendo
e mil cavalos correndo
contra o tempo sem sentido.
E aquela voz que dizia:
Levar a carta a Garcia.
Era um cavaleiro andante
no peito do Capitão.
E o pulsar do coração
de quem já tomou partido.
Ele ia de Santarém

todo de negro vestido.

                                         Manuel Alegre

Um homem da Liberdade


A data de hoje justifica que se recorde o encontro de dois homens de carácter que se admiravam mutuamente: Francisco Sousa Tavares e Salgueiro Maia. Encontro que é contado pelo jornalista António de Sousa Duarte, num livro que vale a pena ler: Salgueiro Maia, um homem da Liberdade.


"É neste momento que o advogado Francisco Sousa Tavares, a pedido de Salgueiro Maia, dirigindo-se à população, pedindo respeito pelos vencidos e anunciando a «libertação do jugo fascista». O ex-candidato no acto eleitoral de 1969 nas listas da depois extinta Comissão Eleitoral da Unidade Democrática trava aí uma amizade com o capitão Maia. Mais tarde, o velho democrata recordará:
«Era um militar de bravura inigualável, mas também extremamente sensato e um homem de coração. Maia era um chefe nato e dele emanava a força serena dos homens habituados a dominarem-se e, sendo preciso, a dominar os outros. Foi assim que Salgueiro Maia, com os seus homens, dos quais a maioria sem qualquer experiência e praticamente sem instrução de tiro, venceu na Revolução e virou a página da História de Portugal.
Dominou calmamente o terreiro do Paço, o tenente-coronel Ferrand de Almeida, dominou o brigadeiro (!!!) que se lhe quis opor e, pela calma fixa do seu olhar, dominou um a um os homens que receberam ordem para disparar sobre ele. No Carmo dominou tudo e todos: dominou a guarda, dominou o Governo, dominou os ministros que choravam, dominou a multidão, dominou o ódio colectivo dos que gritavam vingança. E dominou o tempo e a vitória que veio ter com ele, obediente e fascinada»" (página 115).

 (retirado de Rerum Natura, Abril de 2008)

26/04/2015

RESULTADOS DAS ELEIÇÕES

  O escrutínio dos resultados, com uma votação pela primeira vez mesmo livre, necessitava de meios, também, novos. Foi comprado o computador IBM 360, modelo 40, com 128 kbytes de memória..., que custou, a preços atuais, 185 mil euros. Nunca mais se voltou a contar tantos votos, pois nunca mais houve tantos eleitores a votar.

IBM 360, modelo 40

  Ainda segundo o Expresso, No dia seguinte, à tarde, ainda faltavam os votos de uma freguesia e ninguém conseguia encontrar o presidente da respetiva mesa. Ele acabou por chegar, em pessoa, ao Ministério da Justiça, em Lisboa. Trazia a urna ainda fechada e tinha deixado à porta ... o cavalo.



  O PS venceu a nível nacional, com 37,87%. Os resultados do distrito de Viana do Castelo podem ser consultados em resultados da RTP, canal único da época, onde ganhou o PPD com 36,02.
 
 Foram eleitos estes deputados, por Viana do Castelo:
 Abel Augusto de Almeida Carneiro, PPD
 António Joaquim da Silva Amado Leite de Castro, PPD
 António Roleira Marinho, PPD
 Alberto Oliveira e Silva, PS
 Manuel Alfredo Tito de Morais,  PS
 António Pereira de Castro Norton de Matos, CDS

 É pena que muitos prefiram, agora, ficar em casa, em vez de irem votar. O 25 de Abril, também, se fez para isto - exercermos o nosso direito de escolha, mesmo quando não tenhamos nenhum candidato preferido. Há sempre o voto em branco. Ficar em casa, não. 


25/04/2015

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA CONSTITUINTE 1975

 Tudo estava preparado para este dia histórico. O papel para os boletins de voto veio da Suécia, 90 toneladas, uma oferta do primeiro ministro, Olof Palme. Os boletins foram distribuídos pela Polícia e pelo Exército, mas, na ilha do Corvo, tiveram de ser lançados de paraquedas por causa do mau tempo. As urnas de voto foram criadas inspiradas nas inglesas e mesmo as esferográficas e as cabines de voto foram alvo de atenções especiais. Em poucos meses foram feitos os novos cadernos eleitorais. A Comissão Nacional de Eleições explicava:
  Chegado à secção de voto, junta-se aos outros cidadãos eleitores numa bicha ordeira (...)
   como esta captada junto de uma secção de voto.


 O boletim de voto era este aqui reproduzido.




  Sugestão - aproveitem o feriado e, como o dia também não está convidativo, leiam ou releiam o episódio do dia das eleições, em A Morgadinha dos Canaviais, de Júlio Dinis, quando o Sr. Joãozinho das Perdizes, como bom dirigente local, dirige os seus homens para entregar o voto e o confronto com o Conselheiro. Tão atual...
 A BE empresta.

23/04/2015

PARTIDOS POLÍTICOS



PARTIDOS POLÍTICOS e COLIGAÇÕES
 ELEIÇÃO DA ASSEMBLEIA CONSTITUINTE DE
25 Abril 1975 ‰

PS- Partido Socialista ‰
PPD- Partido Popular Democrático ‰
PCP- Partido Comunista Português ‰
CDS- Partido do Centro Democrático Social ‰
MDP / CDE *- Movimento Democrático Português 
FSP *- Frente Socialista Popular ‰
MES *- Movimento de Esquerda Socialista ‰
UDP *- União Democrática Popular ‰
FEC *- Frente Eleitoral de Comunistas (Marxistas-Leninistas) ‰PPM- Partido Popular Monárquico ‰
PUP *- Partido de Unidade Popular ‰
LCI *- Liga Comunista Internacionalista

* - partidos já desaparecidos. Podem ser consultadas algumas informações sobre estas formações partidárias no excelente blogue de José Pacheco Pereira, EPHEMERA.

22/04/2015

ELEIÇÕES


 No dia 25 de abril de 1975, não só se comemorou o primeiro aniversário da Revolução, mas, conforme estava prometido no programa do MFA, realizaram-se as primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte. Depois do golpe de 11 de março, muitas forças políticas e militares tentaram adiar as eleições, mas tal não aconteceu. Como se pode ler no último número do Expresso:

  Naquele dia cumpria-se o sonho pelo qual tantos haviam lutado e sofrido ao longo de décadas. Uns foram presos e torturados. Outros viram-se forçados ao exílio. Outros ainda acabaram remetidos a duras condições de clandestinidade. O povo saía à rua como jamais voltou a acontecer numas eleições realizadas em Portugal. O triunfo era de todos. (...) A percentagem de votantes é avassaladora: 91,66%

21/04/2015

LETRA PARA UM HINO

 Neste tempo de Abril, nada melhor do que recorrer à poesia de Manuel Alegre. Este poema faz parte de O canto e as armas, de 1967, mas muito atual.


                                                                         «Porque, mudando-se a vida,
                                                                         se mudam os gostos dela»
                                                                         Camões, Babel e Sião, vv. 84-85


É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.

É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.

É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.

Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre.


20/04/2015

TROVA DO VENTO QUE PASSA

  Não se pode falar de Abril, não se pode comemorar o 25 de abril sem se recordar a Trova do vento que passa, cantada por Adriano Correia de Oliveira, com letra de Manuel Alegre e música de António Portugal.



  Letra atualíssima, pois, ainda hoje, esperamos que 
      
     há sempre alguém que resiste
     há sempre alguém que diz não.

  Podes ler este poema e outros da Praça da canção, de Manuel Alegre, que este ano comemora 50 anos da sua edição.
  A BE empresta.

18/04/2015

A MORTE SAIU À RUA



    José Afonso, em 1972, lança o disco Eu vou ser como a toupeira, onde está incluída esta faixa, A morte saiu à rua, uma homenagem a José Dias Coelho, artista plástico, militante do Partido Comunista, morto pela PIDE, em dezembro de 1961