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21/10/2019

Curiosidades



Teresa Salgueiro canta Saramago
Cantora compôs um tema a partir de um poema de José Saramago e convidou 40 figuras públicas para trazerem a sua "Alegria" ao videoclipe.

A cantora Teresa Salgueiro está a celebrar os 12 anos de carreira a solo, depois de Madredeus, e decidiu por isso partilhar a sua alegria com o público. O tema alegria foi composto por Teresa Salgueiro a partir do poema de José Saramago, intitulado Alegria e publicado em 1970 no livro Provavelmente Alegria. "Já ouço gritos ao longe/ já diz a voz do amor/ A alegria do corpo/ O esquecimento da dor" .
A canção teve a sua estreia quando a artista passou pelo México, num concerto a convite da Universidade de Guadalajara, por ocasião da Feira Internacional do Livro, surpreendendo assim Pilar Del Río, viúva de Saramago.
"Para ilustrar este tema, que é um convite a que as pessoas se reúnam em torno de uma das mais importantes razões de viver, Teresa Salgueiro desafiou uma série de personalidades, das artes, do desporto, da vida pública e política, a erguerem um cartaz com alegria, num exercício de união pelo que realmente importa", explica a promotora num comunicado de impresna. "Assim, alegria, pretende ser uma expressão artística sobre aquilo que é um direito universal humano mas simultaneamente um dever da humanidade."

No videoclipe da canção, participam várias figuras públicas, entre as quais os músicos Áurea, Camané, Carlão, Jorge Palma, Manuela Azevedo, Tim, Sérgio Godinho e Sónia Tavares, os atores César Mourão, Maria do Céu Guerra, Maria João Luís e Herman José, o apresentador Júlio Isidro, a atleta Rosa Mota e os escritores José Luís Peixoto, Valter Hugo Mãe e Ondjaki (ao todo, serão mais de 40 os convidados deste vídeo).
A digressão de Alegria arranca com concertos no dia 4 de novembro na Casa da Música, no Porto, e no dia seguinte, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
Teresa Salgueiro irá apresentar-se com com José Peixoto na guitarra, Fábio Palma no acordeão, Óscar Torres no contrabaixo e Rui Lobato em bateria, percussão e guitarra.

18/10/2019

Língua portuguesa




UNESCO aprova Dia Mundial da Língua Portuguesa
O Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado anualmente a 5 de Maio e será oficialmente assinalado na sede da UNESCO com apresentações musicais, literatura e exposições.
O Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado anualmente a 5 de Maio, como já acontece na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e António Sampaio da Nóvoa aponta o “momento muito importante” para a língua de Camões.
“É a primeira vez que a UNESCO toma uma decisão destas em relação a uma língua que não é uma das línguas oficiais da UNESCO. Por unanimidade, as pessoas reverem-se na ideia de que é importante um dia mundial da língua portuguesa é muito importante”, afirmou António Sampaio da Nóvoa em declarações à agência Lusa.
A decisão foi tomada esta quinta-feira na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, na reunião do seu conselho executivo.

Todos os países lusófonos se uniram para introduzir esta proposta, mas receberam o apoio de países como Argentina, Chile, Georgia, Luxemburgo ou Uruguai, e a proposta foi aprovada por unanimidade.
Na proposta apresentada ao conselho executivo, os países lusófonos argumentaram que a língua portuguesa é a mais falada do hemisfério Sul e que foi também a língua da primeira vaga de globalização, deixando palavras e marcas noutras línguas no mundo.
O dia da língua portuguesa será oficialmente assinalado na sede da UNESCO com apresentações musicais, literatura, exposições ou qualquer outra representação cultural e a sua organização ficará a cargo dos países que têm o português como língua oficial.
O 5 de Maio de 2020 vai ser um grande dia na UNESCO e esperamos ocupar durante 15 dias estes corredores com questões relacionadas com a arte, literatura, música e que isso tenha consequências concretas”, disse o embaixador português.
O diplomata espera também que a distinção tenha impacto ao nível internacional.
“Entra nos calendários internacionais, o que quer dizer que ganha uma projeção do ponto de vista internacional, podendo ter consequências nos mais diversos planos”, sublinhou Sampaio da Nóvoa, que espera até ao final do ano avançar com propostas na UNESCO sobre o ensino e formação de professores de português em África.
Esta medida vai também ajudar os esforços dos países lusófonos na promoção da língua, notou o presidente do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua de Portugal.
“No Instituto Camões já apoiamos a celebração do Dia da Língua Portuguesa, mas este reconhecimento vai ajudar-nos a dar mais força às celebrações e o próximo ano será de comemoração renovada e ainda mais forte porque vai despertar consciências”, afirmou Luís Faro Ramos, que assistiu à aprovação do dia mundial na sede da UNESCO, em Paris.
Segundo António Sampaio da Nóvoa, este é “um passo” para que a língua portuguesa se torne língua de trabalho na Organização das Nações Unidas – atualmente as línguas de trabalho desta organização mundial são inglês, francês, chinês, espanhol, árabe e russo.
“Temos de ir dando pequenos passos, são passos de aproximação em que nós vamos chamando a atenção para a importância da língua. São movimentos no sentido do reconhecimento do português como língua da cooperação internacional”, disse o embaixador.
A proposta agora aprovada pelo conselho executivo será ratificada na conferência geral da UNESCO, em novembro.

25/04/2018

Dia da Liberdade



Sabes o que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974? Os populares juntaram-se aos militares e deu-se a revolução dos cravos. Recorda como tudo aconteceu!

25 de Abril de 1974. De madrugada, militares do MFA ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e, através da rádio, explicaram à população que pretendiam que o País fosse de novo uma democracia, com eleições e liberdades de toda a ordem. E punham no ar músicas de que a ditadura não gostava, como Grândola Vila Morena, de José Afonso.
Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições junto dos ministérios e depois cercou o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.
Durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que era um golpe de Estado transformou-se numa verdadeira revolução. A certa altura, uma vendedora de flores começou a distribuir cravos. Os soldados enfiavam o pé do seu cravo no cano da espingarda e os civis punham a flor ao peito. Por isso se falava de Revolução dos Cravos. Foram dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu nem foi ferido.
Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola, que, embora não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma maneira que o governo acerca das colónias.
Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os portugueses votaram pela primeira vez em liberdade desde há muitas décadas.




23/04/2018

Dia Internacional do Livro



O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor foi instituído pela UNESCO em novembro de 1995, procurando fomentar o gosto pela leitura e, simultaneamente, respeitar a obra daqueles que, pela escrita, têm contribuído para o progresso social e cultural da Humanidade.

Qual a razão para se optar pelo dia 23 de abril? Publicam-se livros todos os dias...

Por coincidência, nesta data nasceu e morreu William Shakespeare, deixou-nos Cervantes e numerosos escritores famosos vieram ao mundo ou faleceram.

Mas já antes a Catalunha instituíra um Dia Internacional do Livro, festejado a 5 de abril, em que, tradicionalmente, se ofereciam livros e rosas aos amigos. O hábito gentil de associar o livro a uma flor nesta celebração foi adotado em vários países e ainda perdura.

Hoje, o Dia Mundial do Livro celebra-se em todo o planeta das mais diversas formas.

Mas gostaria de me concentrar na grande importância dos livros para os mais novos e, muito particularmente, para os meninos do jardim de infância que, sem saberem ler, têm por eles um amor e um fascínio que excedem, muitas vezes, os das crianças mais velhas.

O livro contado por uma educadora, por um familiar ganha uma carga afetiva e íntima.

Ele revela-se a grande porta para a descoberta consciente da língua, que é, afinal, como dizia Fernando Pessoa, a nossa pátria. No livro, a língua se faz arte, explorando a beleza das palavras, os ritmos, por vezes as rimas.

Ele ensina ou faz a imaginação voar. Brinca com o humor. Expõe situações paradigmáticas que preparam para a vida. Com ele vivem-se aventuras que de outra forma não eram possíveis.

Folhear um livro, um álbum ilustrado, constitui também uma incursão nas artes visuais, no mundo das formas, das cores, das sensações. Algumas obras destinadas a estes pequenos utentes nem sequer têm texto, vivem exclusivamente da ilustração, e isso lhes basta.


29/04/2016

ABRIL 12

 Criado em 1933, por António Ferro, o Secretariado de Propraganda Nacional (SPN), em 1945, passou a chamar-se Secretariado Nacional de Informação (SNI), agência de propaganda do país, durante o Estado Novo. Responsáveis pela criação das Pousadas, do concurso das aldeias mais portuguesas



do bom clima português e da promoção turística, como se pode constatar neste cartaz em inglês, com recurso a um jogo de palavras.


 Dentro dessa promoção, instituiu-se a campanha Abril em Portugal, com uma campanha de boas-vindas a todos os turistas, a RTP a cobrir a chegada ao aeroporto e ao terminal dos cruzeiros e a entrega de pequenas lembranças, logo no início do mês de abril.
  Raul Ferrão e José Galhardo tinham escrito, nos anos 30, a canção Coimbra que, Amália vai interpretar, em 1947, no filme Capas Negras, passando a fazer parte do seu reportório.

  
 Torna-se, assim, uma canção conhecida mundialmente, primeiro traduzida em francês - Avril au Portugal - seguida de interpretações em várias línguas e por artistas como Bing Crosby e Loius Armstrong, a cereja no topo do bolo, o tema de toda a campanha do SNI.


 É sem qualquer dúvida a canção portuguesa mais conhecida e mais tocada.

03/04/2016

O CLIENTE

 Há tempos, foi transmitida a série Mr Selfridge que evoca a vida do comerciante americano que, em Londres, revoluciona o comércio, Harry Gordon Selfridge.


   Criador de uma grandes loja de departamentos, que ainda hoje existe, Selfridges, inventa a frase: O cliente tem sempre razão, máxima seguida pelo hoteleiro Charles Ritz, fundador da cadeia dos hotéis Ritz, que dizia aos seus empregados: Se um cliente se queixa de um prato ou do vinho, devemos substitui-lo imediatamente sem fazer perguntas.

Charles Ritz com um cliente famoso, Ernest Hemingway
 É pena que ainda haja comerciantes que ainda desconhecem estas máximas. Por essa razão, o Dia do Consumidor foi comemorado a 15 de março... 

21/02/2016

A LISTA

 Antes da era da Internet, em todas as casas havia uma lista telefónica, ou mesmo duas, se incluirmos as páginas amarelas.
 A primeira lista conhecida foi publicada a 21 de fevereiro de 1878, em New Haven, Connecticut, EUA, contendo 50 nomes.
  

 Dois anos depois, janeiro de 1880, surge a primeira lista britânica com 248 assinantes.
  A lista telefónica portuguesa é publicada dois anos depois da britânica, segundo o catálogo de um leilão que consultamos. Tratava-se apenas de uma página, com 22 assinantes.
  De entre os nomes dos subscritores, encontramos o célebre Hotel Central (ler Eça) e a Casa Havaneza que ainda hoje existe.


  De que data será a primeira lista telefónica de Viana do Castelo?

29/01/2016

BERTHA BENZ

  Bertha Ringer nasceu em 1849 numa família rica. Casou , em 1872, com Karl Benz, tendo investido uma boa quantia de dinheiro na empresa que ele dirigia, antes do casamento. o que, depois de casada, não lhe seria legalmente permitido. 

  













  
  A firma Benz & Cie, em 1885, construiu o primeiro veículo que não era puxado por cavalos e que podia atingir uma velocidade de 40 Km por hora, que foi patenteado no dia 29 de janeiro de 1886.


 Bertha, sem nada dizer ao marido, e sem autorização das autoridades, acompanhada pelos dois dos seus filhos, de treze e quinze anos, em agosto de 1888, decide ir visitar a mãe, percorrendo a distância de 106 Km, entre Mannheim e Pforzheim, tornando-se o primeiro condutor a conduzir um automóvel numa viagem tão grande.
 Mais do que visitar a mãe, Bertha pretendia publicitar o carro, numa operação de marketing sem paralelo na história do automóvel.
 Como se deve calcular, a viagem foi recheada de peripécias. Desde a falta de combustível, resolvida numa farmácia, o recurso a uma liga para consertar a ignição, um ferreiro para reparar uma correia, um latoeiro para os travões, um gancho do chapéu para desentupir o tubo do combustível, a água, a pouca potência do carro que tinha de ser empurrado nas subidas, etc...
 Quando chegou a Pforzheim, enviou um telegrama ao marido e regressou uns dias depois. A viagem permitiu que, não só fossem revistos os equipamentos e feitas novas experiências e melhoramentos, mas, acima de tudo, provou que a publicidade e os testes de condução são importantíssimos para a venda de um carro.
 Bertha Benz morreu em 1944, várias vezes condecorada, personagem de livros e de séries. Em 2008 foi criado o Bertha Benz Memorial Route, um roteiro que permite reconstruir o trajeto seguido pela condutora.
  A marca Mercedes-Benz surge em junho de 1926, depois da fusão da firma de Karl Benz com a Daimler, fundada por Gottlieb Daimler.


  Porquê Mercedes? História interessante, também, que merece que façam uma pesquisa.

02/12/2015

SIDA

 No DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA A SIDA, o PES (Programa de Educação para a Saúde) organizou uma sessão comemorativa que incluiu a peça de teatro Capuchinho vermelho, texto da Professora Elisa, representado por alunos dos 10º A e B, sob a direção das Professoras Elisa e Sandra Sarmento.
  Apresentamos algumas fotografias dos preparativos e, quando for possível, o vídeo do espectáculo. 



 

18/11/2015

A PERUCA FEMININA




 Chaves na mão, melena desgrenhada,

 Batendo o pé na casa a mãe ordena,
 Que o furtado colchão fofo, e de pena,
 A filha o ponha ali, ou a criada:

 A filha, moça esbelta, e aperaltada, 
 Lhe diz co'a voz doce, que o ar serena:
 "sumiu-se-lhe um colchão, é forte pena;
 Olhe não lhe fique a casa arruinada."

 "Tu respondes assim? Tu zombas disto?
 Tu cuidas que por ter pai embarcadp.
  Já a mãe não tem mãos?" E dizendo isto,
  
  Arremete-lhe à cara e ao penteado;
  Eis senão quando (caso nunca visto!)
  Sai-lhe o colchão de dentro do toucado.

 

   Nicolau Tolentino de Almeida satirizava com este soneto os penteados exagerados das mulheres da sua época. 

 

  Misturando lã e crina de cavalo oleadas com o próprio cabelo, conseguiam alturas verdadeiramente monumentais. (...) Quando se deslocavam a compromissos tinham muitas vezes de se sentar no chão da carruagem e seguir com a cabeça de fora da janela. (...) Devido à quantidade de trabalho envolvido, não era raro que as mulheres deixassem o cabelo intacto durante meses a fio (...) Muitas dormiam com o pescoço apoiado em blocos especiais de madeira, para manter o penteado elevado e imperturbado. Uma consequência do não lavar o cabelo era a frequência com que este ficava infestado de insetos...

Em casa, Bill Bryson

 

 (Continuaremos com a peruca masculina.) 

12/11/2015

SALVOS PELA QUÍMICA

 Há blogues que seguimos religiosamente, (um dia vamos falar neles), de onde tiramos ideias. De Rerum Natura é um deles. 

 Como é a que Química ajudou (e ainda ajuda) a salvar as baleias e os elefantes? é um artigo desse blogue que quisemos aqui partilhar.  


 Até ao princípio do século XX, as velas mais finas, os lubrificantes mais delicados, os perfumes  mais caros e muitos dos objectos mais requintados deviam a sua existência à caça às baleias. Também as bolas de bilhar e muitos outros objectos finos eram feitos a partir das presas dos elefantes. Hoje em dia esses produtos tornaram-se desnecessários ou têm substitutos que foram desenvolvidos pela química. Os plásticos substituíram o marfim das presas dos elefantes e dos ossos das baleias. Os óleos das baleias e o âmbar cinzento, usado em perfumaria, foram substituídos por produtos naturais ou sintéticos descobertos ou desenvolvidos com a ajuda da química.

14/10/2015

CHANTILLY

  Trabalhamos para que, no fim de uma atividade, possam dizer Faz-se luz! e, neste Mês da BE e Semana da Alimentação, estamos a trabalhar para, entre outras, vos adoçar...
  Assim, ao prepararmos uma sessão, apeteceu-nos falar de


porque tudo tem uma história, e adoramos contá-las.
  Certamente, haverá outras versões que atribuem a origem do chantilly ao pasteleiro dos Médicis, mas vamos apresentar a versão francesa.
 François Vatel (1631-1671) era um jovem e promissor pasteleiro de Fouquet, o correspondente a ministro das Finanças de Luís XIV, Uma célebre ocasião, Fouquet convidou o rei para o visitar e ao seu novo palácio. (Outra história deliciosa - o Rei achou luxo a mais, desconfiou da proveniência do dinheiro, prendeu Fouquet e mandou construir ... Versalhes, levando para lá, entre outras coisas as árvores, as plantas e o jardineiro de Fouquet...) Vatel pensou que era a ocasião que esperava e apresentou creme de nata batida e perfumado com baunilha. Um sucesso!
 Como Fouquet caiu em desgraça, Vatel fugiu para Inglaterra. Dois anos depois, estava de volta, agora ao serviço do Príncipe de Condé, no Castelo de Chantilly, rebatizando o creme com o seu nome.
   O sucesso durou pouco - outra vez Luís XIV, outra festa sumptuosa, mas no último dia, Sexta-feira Santa, os peixes para a refeição não chegavam e Vatel ... suicidou-se aos 40 anos.



10/10/2015

OS DIAS QUE NÃO EXISTIRAM

  Até 1582 regiamo-nos pelo Calendário Juliano, criado por Júlio César, em 46 a.C.
               

  A necessidade de fazer coincidir as celebrações da Páscoa com o equinócio da Primavera e à uniformização das datas em todos os países levaram à alteração do calendário existente e ao aparecimento do calendário gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII através da bula Inter gravissimas
  Em Portugal, a passagem para o novo calendário deu-se no reinado de Filipe I, que governava outros países europeus. Com o atraso na comunicação, e o acerto nas datas, os dias 5 a 14 de outubro de 1582 não existiram em Portugal, Espanha, Itália e Polónia...
 A Grécia apenas em 1923 adoptou o calendário gregoriano, sendo o último país a fazê-lo.
   Como curiosidade, apresentamos a origem dos nomes dos meses do ano:

   janeiro - Jano, deus romanao;
   fevereiro - Fébruo, deus etrusco da morte;
   março - Marte, deus romano da guerra;
   abril - do latim april:
   maio - Maia, deusa romana;
   junho - Juno, deusa romana;
   julho - Júlio César, imperador romano;
   agosto - Augusto, primeiro imperador romano;
   A partir de setembroseptem, sete em latim, os meses conservaram o nome que tinham no primeiro calendário romano:
   outubro - octo, oito em latim;
   novembro - novem, nove em latim;
   dezembro - decem, dez em latim.

  Para não nos esquecermos do número de dias de cada mês podemos recorrer à mnemónica já apresentada, ou aos nossos dedos, como exemplifica a gravura.
                                

29/09/2015

GUARDA-CHUVA



   Ontem, dizia-se que o guarda-chuva era uma novidade para a época, o que nos aguçou a curiosidade.
  Pelos vistos, chegou à Península Ibérica no século XVIII, mas os Chineses já o tinham inventado 3 000 anos antes. Os Espanhóis conheceram-no no México. Contudo, os Ingleses foram os maiores divulgadores deste ornamento: 

   Na aceitação do guarda-chuva teve um papel importante uma excêntrica personagem da pequena nobreza , Jonas Hanaway, verdadeiro apóstolo do guarda-chuva. Conhecera-o na Rússia e começou a apreciar tanto o seu uso que nunca o largava. Apresentava-se de guarda-chuva na mão, tanto nos círculos elegantes como nos bairros operários, sempre alheio aos assobios e insultos de vândalos da rua e sem prestar atenção aos protestos dos cocheiros que viam no guarda-chuva uma obscura ameaça. De tudo se defendia o elegante senhor Hongway, brandindo o guarda-chuva e gritando como um iluminado: «Deixem passar os novos tempos...»

  (Esta interessantíssima personagem merece um artigo, e vai tê-lo)
  
  A transcrição e outras informações aqui apresentadas foram retiradas desta curiosíssima obra que a BE empresta.

                      

17/08/2015

SILLY AGOSTO

  Caberá mais alguma coisa no Jardim? Havrá espaço para os passeantes?

   
Jardim, numa manhã de sábado

13/08/2015

S. JOAQUIM E O DÓLAR

   
S. Joaquim - Museu de Aveiro

  Na Boémia, em 1517, começou a cunhar-se uma moeda de prata com a efígie de S. Joaquim, o Joachimsthaler, que depois foi abreviado para thaler, que deu origem à palavra dólar.
  Andy Warhol, no princípio dos anos 60, perguntou aos amigos o que deveria pintar, tendo-lhe uma amiga perguntado de que é que Warhol gostava mais, tendo assim nascido a ideia da primeira tela com uma nota de dólar pintada. 

Andy Warhol, One Dollar Bill (Silver Certificate) (1962). 

  Um negócio para o artista e muitos outros - há tempos, o quadro foi vendido por ... 32,8 milhões de dólares...

11/08/2015

S. JERÓNIMO E OS ÓCULOS




  S. Jerónimo foi retratado, entre outros, por Domenico Ghirlandaio (1449-1494), em 1480, com o título S. Jerónimo no seu escritório. Se repararmos na pintura, vemos o santo sentado a uma secretária, rodeado de livros e materiais de escrita. De entre os objetos pintados, se repararmos ainda melhor, por baixo da mão direita do retratado, pendurados, estão um par de óculos. Por esse facto, segundo alguns autores, S. Jerónimo tornou-se o padroeiro dos oculistas. Como já dissemos, não é consensual esta atribuição de padroeiro, não se encontrando noutros retratos do santo óculos, sendo muito mais vulgar a caveira e/ou um leão, como este óleo de Dürer, que pode ser visto no Museu de Arte Antiga.


   Queríamos falar de óculos, mas S. Jerónimo foi mais forte...

05/08/2015

SILLY AGOSTO

  Duas imagens da última 2ª feira - pessoas que esperam pelo funicular para subir a Santa Luzia e assistir ao final da etapa da Volta e, perto do local desta fotografia,


esta militância clubista... (O dono do carro, certamente, desculpará não se ter tapado a matrícula, mas publicidade não será problema...)


25/07/2015

GABARDINE

  Há gabardines, ou personagens que as usaram, que se tornaram um ícone. A gabardine desleixada do Detetive Columbo,


ou a elegante, com charme, de Humphrey Bogart, aqui numa cena famosíssima do filme Casablanca, com Ingrid Bergman, com o não menos famoso diálogo:
  RICK: If that plane leaves the ground and you're not with him, you'll regret it. Maybe not today. Maybe not tomorrow, but soon and for the rest of your life.
   LISE: But what about us?
   RICK; We'll always have Paris....


 Mas voltemos à gabardine. A primeira foi posta à venda em 1842, graças à invenção da impermeabilização por Charles Macintosh, um inventor e químico escocês, nascido em 1766 e que morreu a 25 de julho de 1843. 
 Em inglês, usa-se a palavra mackintosh, mac ou mack, além de raincoat, para essa peça de vestuário.
 Thomas Burberry tornou-a mais confortável, uns anos depois, mas isso dá outra história.

06/06/2015

PELA DIREITA

   A Magazine Notícias, no domingo passado, publicava esta fotografia e recordava que, no dia 1 de junho de 1928, a circulação automóvel passava a fazer-se pela direita.

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   Desde a Revolução Francesa que se conduzia pela direita, mas, países como Portugal, como forma de contestação pelas Invasões, continuaram a fazê-lo pela esquerda. Hoje em dia, apenas os comboios continuam a circular pela esquerda 
 Esta imagem é muito interessante, pois, as palavras destacadas na faixa, PELA DIREITA, podiam ter outra leitura se as tirássemos do contexto. Não nos podemos esquecer que, dias antes, tinha havido o golpe de estado do 28 de maio que levou o país para uma ditadura de direita com as consequências conhecidas...