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03/09/2014

LIVROS

  Ao procurar uma ilustração para o post de ontem, apareceram estas duas imagens muito elucidativas. A primeira apresenta os livros numa estante de uma forma pouco convencional, de acordo com as intenções de leitura e as impressões com que deles ficamos. Os lidos são em menor número...


   A segunda mostra-nos uma família de escritores e os possíveis títulos das suas obras.


02/09/2014

TSUNDOKU

  Será que nos estamos a tornar Tsundokus, ou a crise não o permite?
  Não, não tem nada a ver com o Sudoku. Não é um jogo. É o oposto de um passatempo. Estranho?
  Aqui encontra-se a resposta a todas estas interrogações. 


30/07/2014

BANCO DE JARDIM




   Há objectos que marcam uma época e gerações. A revista Magazine, JN, do dia 20, informa que este modelo de banco faz 80 anos. A quantos segredos, amores, confissões, revoluções, zangas, pazes, brincadeiras assistiu!
  Fabricado pela ALBA, empresa fundada em 1921, foi nela que foi fabricado o único modelo de automóvel português. 
  É uma pena que em Portugal não haja o costume de perpetuar a memória das pessoas em proveito dos outros. Nos países anglófonos, nos jardins, os bancos são quase todos doados em memória de alguém que partiu,



ou apenas como uma oferta à comunidade.


13/07/2014

GARFO

  O hábito de comer com as mãos é bem antigo e foi seguido até há bem pouco tempo. Os talheres, tal como os conhecemos, são uma invenção recente e, nem sempre de uso individual. 
  A faca é o talher mais antigo que conhecemos, seguido pela colher e, apenas no século I, em 972, quando Teodora, de Bizâncio, casa com o veneziano Domenico Salvo e traz no seu enxoval um objeto com dois dentes e com o qual espeta os alimentos - um garfo de ouro de dois dentes. Como tudo o que era desconhecido, na época, é considerado uma heresia, também este garfo o é. Contudo, vai conseguindo impor-se, junto dos nobres. No século XVII, o Cardeal vai ditar a moda de que cada pessoa deverá ter o seu próprio talher, mudando os hábitos de etiqueta. (Esta personagem tem muito que se lhe diga - bordado, "eminência parda", Os três mosqueteiros, etc, etc.).
  Os talheres vão ocupando o seu espaço nas cortes europeias, mas, só no século XVIII se tornam vulgares no Norte da Europa, e um século depois, na América. Em Portugal, embora tenha sido usado, ocasionalmente, desde D. Manuel I, foi no reinado de D. Maria II que o príncipe consorte Fernando de Saxe-Coburgo convenceu a rainha a usar o garfo diariamente.
  O número de junho da National Geographic traz-nos duas páginas dedicadas ao garfo e alguns modelos menos usuais, de dois a cinco dentes. (Pode ser consultada na BE).


National  Geographic - 159, junho 2014







11/07/2014

FIESTA

 A 8 de Dezembro de 1921, Ernest Hemingway, um jornalista americano, e a primeira mulher, Elizabeth Hadley Richardson, partem para a Europa. Estamos no começo dos anos loucos, em que a lost generation - Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Erza Pound, John Dos Passos e outros - vive em Paris. Scott Fitzgerald acabava de escrever Great Gatsby. (Lembremos o filme com o mesmo nome, e nunca esqueceremos Robert Redford...)
  
Ernest Hemingway (1899-1961)
  Uma visita a Pamplona, durante as festas de San Fermin, põe Hemingway em contacto com as corridas de touros e todo o ambiente à sua volta. 
 No ano seguinte, de novo em Pamplona, vê tourear o jovem Cayetano Ordoñez (1904-1961), visavô dos toureiros Cayetano e Francisco Rivera, filhos de outra lenda do toureiro,Paquirri, familiares de Luis Miguel Dominguin, que... Chega, voltemos a Pamplona. O jovem toureiro dedica a morte do touro a Elizabeth e oferece-lhe uma das orelhas.
 Hemingway, fascinado pelo ambiente de Pamplona:
  Back at the hotel that night when we were dressing for dinner, Ernest said, 'I'm working out a new novel. (...) About the bullfights. The hero will be Ordoñez, and the whole thing will take place in Pamplona.' (...) 'I'm calling the young torero Romero. It starts at a hotel, at three in the afternoon.
The Paris wife, Paula McLain

  Assim é criado O sol nasce sempre (Fiesta) que ainda hoje inspira e faz com que jovens americanos, e não só, corram desembestados à frente de touros em pontas, nos encierros.


  A BE empresta.

05/07/2014

O PAVÃO


    Ave galinácea da família dos fasianídeos


   Animal de beleza ímpar, o pavão é símbolo da imortalidade e está associado à vaidade. A sua elegância passeia-se, ainda hoje, nos jardins dos palácios e de grandes parques.  
  A deusa Hera usava uma pena de pavão para assinalar os lugares que protegia.
  O trono do Xá da Pérsia, atual Irão, tinha a forma de um pavão armado, o famoso "trono do pavão", que lhes conferiria a imortalidade.


Reza Pahlavi e Farah Diba
  René Lalique utilizou esta ave em algumas das suas criações. A maior coleção deste artista pode ser visitada na Fundação Gulbenkian
   
pendente

peitoral "pavão"
   O pavão sempre foi usado como símbolo da realeza e de fausto, como no texto de José Eduardo Agualusa, em A rainha Ginga:

  As penas de pavão são usadas como insígnia real nas batalhas, festas e ajuntamentos. Centenas de pavões são criados em cercados, próximos aos paços da rainha, apenas para tal fim. Pavões são "minquisi" (plural de n'quisi, encantamento) reais. Aos pavões chamam os ambundos "n'gila n'quisi", pássaros magos, ou pássaros do encantamento.

   Mas parecer um pavão não é, certamente, o maior dos elogios, nem andar a pavonear-se a melhor imagem que podemos dar...
 Segundo o Dicionário Priberam, apavonar ou empavonar não são verbos que se devam usar para pessoas humildes e simples...
  Mas que andam por aí muitos pavões e muitas pavoas a pavonearem-se e a pupilar, ai andam, andam...
      


01/07/2014

PIC-NIC

    Para além da praia, o pic-nic, como então se dizia, era um dos pontos altos da época. Basta ver-nos os bonitos cestos que as grandes marcas fabricavam, e fabricam.


  Na pintura, a refeição ao ar livre é amplamente retratada, desde o famosíssimo e arejadíssimo Déjeuner sur l´herbe, de Édouard Manet

Manet (1832-1883)
recreado, mais tarde, entre outros, por Monet,


Claude Monet (1840-1926)
por Cézanne,

Paul Cézanne (1839-1906)
magistralmente tratado por Cesário Verde, no poema De tarde,


Naquele "pic-nic" de burguesas, 
Houve uma cousa simplesmente bela, 
E que, sem ter história nem grandezas, 
Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico, 
Foste colher, sem imposturas tolas, 
A um granzoal azul de grão-de-bico 
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos, 
Nós acampámos, inda o Sol se via; 
E houve talhadas de melão, damascos, 
E pão-de-ló molhado em malvasia.


Mas, todo púrpuro a sair da renda 
Dos teus dois seios como duas rolas, 
Era o supremo encanto da merenda 
O ramalhete rubro das papoulas!


ou satiricamente descrito por Luís Sttau Monteiro nas crónicas que escreveu no Diário de Lisboa, em 1969 e 70, depois reunidas em livro, As redacções da Guidinha

exemplar igual ao da Biblioteca
  Mas, chic, chic, será fazer um pic-nic durante o Glyndebourne Festival, Sussex. Para este ano, já não será possível...

29/06/2014

A PRAIA


 A ida para a praia era uma aventura esperada ansiosamente no começo de cada verão. Se não se morava perto do mar, alugava-se casa, faziam-se toilettes novas, almofadas para levar para a barraca, mantas e, se a casa não tinha todas as coisas necessárias, preparavam-se louças, roupas de casa e algum aparelho imprescindível. O televisor ficava em casa... mas o rádio ia.
 O dia era passado na praia, com muitos banhos, brincadeiras e um bolinho, algumas vezes, depois de termos comido o pão com o recheio do dia.


          Brincávamos muito. Antes da era do plástico, os baldes eram de folha pintados,



  os fatos de banho das meninas cheios de rendas e laços, normalmente feitos em casa.



   Já mais velhos, passávamos  horas com este simples prego, num jogo com regras e pontuação. Muita agiliadade e... manha.


   Para os mais pequenos, o plástico foi uma verdadeira revolução.


   (Voltamos a aconselhar uma visita ao Museu do Brinquedo, Ponte de Lima).

    Não resistimos a publicar este vídeo com uma das canções de praia mais pirosas (como se dizia na época)...


26/06/2014

NEM SÓ DE FUTEBOL

Gana vs Portugal


 Júlio Evangelista nasceu em  Valença, em 1927, e morreu na Meadela, em 2005. Advogado, deputado pela União Nacional e escritor, em 1963, publicou o livro Ghana's complaint and the plot against Portugal, em inglês, mais tarde publicado com o título em português, A queixa do Gana e a conjura contra Portugal, também acessível em e-book.
    Será que, logo mais tarde, o Gana vai voltar a queixar-se? Haverá uma conjura contra Portugal, ainda hoje?             

  (Assim termina esta rubrica com o regresso da equipa portuguesa.)


22/06/2014

NEM SÓ DE FUTEBOL...

   Inaugurada a 17 de janeiro de 1897, a Ópera de Manaus, também conhecida como Teatro Amazonas, representa o esplendor da cidade, no período do chamado ciclo da borracha. De estilo eclético, esta sala de espectáculos pode levar 701 espectadores no seu luxuoso interior.


       Esta construção faz-nos lembrar o filme Fitzcarralo, de Werner Herzog, de 1982.



19/06/2014

NEM SÓ DE FUTEBOL...


          (Continuamos a viajar com a família real para o Brasil.)

   O excesso de passageiros e a falta de higiene e saneamento favoreceram a proliferação de pragas. No "Afonso de Albuquerque", em que viajava a princesa Carlota Joaquina, uma infestação de piolhos obrigou as mulheres a rapar o cabelo a a lançar as perucas ao mar. As cabeças carecas foram untadas com banha de porco e pulverizadas com pó anti-séptico.  
   (...)
   Carlota, as filhas princesas e outras damas da corte tinham desembarcado com as cabeças rapadas ou cabelos curtos, protegidas por turbantes, (...) as mulheres do Rio de Janeiro tiveram uma reacção surpreendente. Acharam que aquela seria a última moda da Europa. Dentro de pouco tempo, quase todas elas passaram a cortar os cabelos e a usar turbantes para imitar as nobres portuguesas.
1808, Laurentino Gomes 



18/06/2014

PROFESSOR

    Retirado do blogue Rerum Natura, que já o tinha copiado do facebook... mas muito bem humorado.

15/06/2014

DIA MUNDIAL DO VENTO


   Comemora-se hoje o Dia do Vento que às vezes tanto nos incomoda, mas que nos conduz a diferentes temas, livros, objetos
   Quem não conhece Dom Quixote, de Miguel Cervantes, e não se lembra da luta de Dom Quixote contra os moinhos de vento em que ele vê perigos inúmeros, sob o olhar de Sancho Pança?

   A expressão lutar contra moinhos de vento vem deste episódio e traduz uma impossibilidade, uma causa perdida.
                      (...)
                                      Inútil seguir vizinhos,
                                      Querer ser depois ou ser antes.
                                      Cada um é seus caminhos.
                                      Onde Sancho vê moinhos
                                      D. Quixote vê gigantes.

                                      Vê moinhos? São moinhos.
                                      Vê gigantes? São gigantes.

                                                                                                            António Gedeão 


       E os amores atribulados e doentios de Heathcliff e Catherine, naquela charneca ventosa do Yorkshire? Um romance fantástico de uma das irmãs Brontë, Emily?



    E os cataventos? Que bonitos que são alguns deles. O pior é ser-se um catavento. E há tantos...

Águas do sul
   Quem nunca construiu um destes, correu e lhe soprou até à exaustão?


   Já foram de uma enorme importância, embelezam a paisagem e são um dos símbolos nacionais da Holanda.
Olhar Viana
     As novas fontes de energia que modificaram a paisagem.


     E o VENTO move tudo isto e muito mais, como a canção The windmills of your mind



ou Candle in the wind, Elton John, que nos leva a Marylin

e a Diana

para que as palavras não as leve o vento..

14/06/2014

NEM SÓ DE FUTEBOL...

   
   Em 1808, chegavam ao Brasil outro rei e uma rainha que fugiam das invasões francesas.


D. João VI
D. Carlota Joaquina
  
   No dia 29 de Novembro de 1807, pelas 7 da manhã, a nau Príncipe Real iniciou a viagem. Levava a bordo o príncipe regente, D. João, sua mãe, a rainha louca D. Maria I, e os dois herdeiros do trono, os príncipes D. Pedro e D. Miguel. (...)
   Mais quatro dezenas de barcos seguiam atrás da esquadra real. (...)    Entre 10 000 e 15 000 pessoas ...
   Os palácios reais de Mafra e Queluz foram evacuados à pressa. Criadas de quarto e pajens vararam noites trabalhando sem parar na retirada de tapetes, quadros e ornamentos das paredes. Centenas de bagagens contendo roupas, louças, faqueiros, jóias e objectos pessoais eram despachadas para as docas. No total, a caravana tinha mais de 700 carroças. A prata das igrejas e os 60 000 volumes da Biblioteca Real foram embalados e acomodados em quatorze carros puxados por mulas de carga. Em caixotes, o ouro, os diamantes e o dinheiro do tesouro real foram enviados para o cais sob escolta. (...)
   D. Maria, que estava louca e não era vista em público há muitos anos, recusou-se a sair da carruagem, obrigando o capitão da fragata real a carregá-la ao colo até ao navio. (...)
    ... D. João teve o cuidado de esvaziar os cofres do governo (...) embarcaram com o tesouro real cerca de 80 milhões de cruzados. (...) A bagagem real incluía também todos os arquivos da monarquia portuguesa.
    1808, Laurentino Gomes

08/06/2014

A PULSEIRA




    Como é que, de um momento para o outro anda tudo atarefadíssimo a criar pulseiras a partir de umas minúsculas borrachinhas? 
    Apenas com o dedos, auxiliados por uma mola, ou com material mais sofisticado, 

com mais ou menos criatividade, os braços vão ficando cobertos e coloridos.
    Em Setembro, no regresso, a "febre" terá passado, mas os dedos estarão muito mais ágeis e não será apenas do teclado do telemóvel...

19/05/2014

MULHERES VIAJANTES EM ÁFRICA





    Neste livro, cujo complemento de título é Cem anos de mulheres viajantes e exploradoras do continente africano, podemos ler relatos interessantíssimos sobre estas mulheres que viajaram pelo continente africano enfrentando muitas dificuldades ou viajando com muito estilo, como só as inglesas vitorianas sabiam fazer.


Alexine Tinne (1835-1869
   A maior parte levava a sua cama e a sua banheira de estanho embora fossem incómodas de transportar. Alexine Tinne foi talvez quem levou os objectos menos adequados na sua expedição ao Alto Nilo. Viajava com o seu inseparável piano de cauda, os seus móveis de sala, antiguidades, tapetes persas, faqueiro de prata e serviço de porcelana, travesseiros, trinta malas com vestidos de noite, de safari e de amazona. (...)
   Transportavam também uma biblioteca completa com obras de Shakespeare,..., cabeceiras de bronze para as camas, colchões, lençóis, ... e todos os utensílios imagináveis para uma vida de acampamento sofisticada e confortável, incluindo banheiras portáteis.
Florence Baker - 1941-1916
    Nesta viagem (Uganda, 1872) nunca vestiu calças nem polainas, preferia ostentar vestidos elegantes e modernos para causar uma impressão profunda nos nativos. Nas cartas que enviava para Inglaterra pede às enteadas artigos tão curiosos como: «lenços de cambraia, espartilhos de renda, barbas de baleia de aço e, sobretudo, muitos lápis...»
Mary Kingsley . 1862-1900
   Dedicou a maior parte do tempo a chapinhar nos pântanos e nos rios cheios de crocodilos, vestida com as suas pesadas saias vitorianas e camisas de algodão branco... Aí pode descobrir como lhe era útil a sombrinha, quando teve de bater com ela num pobre hipopótamo que tentou meter o nariz na canoa onde ela viajava. 

13/05/2014

13 DE MAIO

Coroa de Nª Srª de Fátima, 1942, Casa Leitão & Irmão
   
    A coroa que a imagem de Nª Srª de Fátima ostenta nas cerimónias religiosas foi uma oferta das mulheres portuguesas, em 1942, em agradecimento por Portugal não ter entrado na II Guerra.
    A peça foi criada, pela Casa Leitão & Irmão, Lisboa, a partir do desmancho total ou parcial das jóias que vinham sendo recolhidas desde 1940. Com o peso de 1 200 gramas, nela estão incrustados:
 - 950 brilhantes:
 - 1 400 diamantes;
 - 313 pérolas;
 - 1 esmeralda grande e 13 pequenas;
 - 33 safiras;
 - 17 rubis;
 - 260 turquesas;
 - 1 ametista;
 - 4 águas-marinhas.

   A 13 de Maio de 1981, o Papa João Paulo II é baleado em Roma, tendo a bala sido oferecida ao Santuário de Fátima, em Março de 1984.
   A Casa Gomes, da Póvoa do Varzim, é encarregada do trabalho de incrustação da bala na anilha que une as hastes do diadema. Com grande surpresa, verificaram que o diâmetro da bala era precisamente igual ao da anilha construída quase 50 anos antes.


11/05/2014

IMPOSTOS


Handkerchief heroes
    Neste mês, que para alguns ainda é tempo de declarações de IRS, não resistimos a publicar este lenço de mão retirado de um blogue fabuloso para quem gosta destes acessórios.

  E, não se esqueçam, peçam sempre, sempre, fatura.