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19/11/2019

Museu do Prado



Premium Museu do Prado: projeto de rainha portuguesa faz 200 anos

O Museu do Prado celebra nesta terça-feira 200 anos. As obras que ali estão refletem a história de Espanha, considera o artista Eugenio Ampudia. O projeto foi impulsionado pela mulher do rei espanhol Fernando VII, a rainha portuguesa Maria Isabel de Bragança.



https://www.dn.pt/edicao-do-dia/19-nov-2019/museu-do-prado-projeto-de-rainha-portuguesa-faz-200-anos-11527002.html?target=conteudo_fechado



07/11/2019

Centésimo aniversário do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andresen



No dia 5 de novembro, estivemos a Ler a dobrar durante todo o dia com quem quis participar na nossa Oficina de Origami. Construímos pequenos barcos que pudessem navegar no mar de Sophia e que para o efeito levaram dentro de si o poema “Mar sonoro”.



Todos chegaram a bom porto, no dia do centésimo aniversário do nascimento da autora, dia 6 de novembro, logo ao primeiro tempo da manhã, quando alunos do 6ºA visitaram as turmas do 12º ano. Levaram-lhes a poesia de Sophia e também excertos da obra “A menina do mar”. Mais tarde, alunas do 8ºC levaram também a vida e obra de Sophia aos alunos do 2º ciclo.







Estas atividades foram realizadas em articulação entre a biblioteca escolar, as professoras Paula Mateus e Elisa Braga e o Clube Ecos da Humanidade.

06/11/2019

Centenário de Sophia



Biografia


Sophia de Mello Breyner Andersen nasceu a 6 de novembro de 1919 no Porto. Ela era filha de Joana Amélia de Mello Breyner e de João Henrique Andresen. Tem origem dinamarquesa pelo lado paterno. O seu avô, Jan Andresen, desembarcou um dia no Porto e nunca mais abandonou esta região, tendo o seu filho João Henrique, em 1895, comprado a Quinta do Campo Alegre, hoje Jardim Botânico do Porto. Como afirmou em entrevista, em 1993, essa quinta "foi um território fabuloso com uma grande e rica família servida por uma criadagem numerosa". A mãe, Maria Amélia de Mello Breyner, é filha de Tomás de Mello Breyner, conde de Mafra, médico e amigo do rei D. Carlos. Maria Amélia é também neta do capitalista Henrique Burnay, de uma família belga radicada em Portugal, e futuro conde de Burnay.
Iniciou os estudos no Colégio Sagrado Coração de Jesus, no número 1354 da Avenida da Boavista, onde entrou no primeiro ano de funcionamento da escola.
Criada na velha aristocracia portuguesa, educada nos valores tradicionais da moral cristã, foi dirigente de movimentos universitários católicos quando frequentava Filologia Clássica na Universidade de Lisboa (1936-1939) que nunca chegou a concluir. Colaborou na revista "Cadernos de Poesia", onde fez amizades com autores influentes e reconhecidos: Ruy Cinatti e Jorge de Sena. Veio a tornar-se uma das figuras mais representativas de uma atitude política liberal, apoiando o movimento monárquico e denunciando o regime salazarista e os seus seguidores. Ficou célebre como canção de intervenção dos Católicos Progressistas a sua "Cantata da Paz", também conhecida e chamada pelo seu refrão: "Vemos, Ouvimos e Lemos. Não podemos ignorar!"
Casou-se, em 1946, com o jornalista, político e advogado Francisco Sousa Tavares (divorciou-se em 1985) e foi mãe de cinco filhos: uma professora universitária de Letras, um jornalista e escritor de renome (Miguel Sousa Tavares), um pintor e ceramista e mais uma filha que é terapeuta ocupacional e herdou o nome da mãe. Os filhos motivaram-na a escrever contos infantis.
Em 1964 recebeu o Grande Prémio de Poesia pela Sociedade Portuguesa de Escritores pelo seu livro Livro sexto. Já depois da Revolução de 25 de Abril, foi eleita para a Assembleia Constituinte, em 1975, pelo círculo do Porto numa lista do Partido Socialista, enquanto o seu marido navegava rumo ao Partido Social Democrata.
Distinguiu-se também como contista (Contos Exemplares) e autora de livros infantis (A Menina do Mar, O Cavaleiro da Dinamarca, A Floresta, O Rapaz de Bronze, A Fada Oriana, etc.). Foi também tradutora de Dante Alighieri e de Shakespeare e membro da Academia das Ciências de Lisboa. Para além do Prémio Camões, foi agraciada com um Doutoramento Honoris Causa em 1998 pela Universidade de Aveiro e também foi distinguida com o Prémio Rainha Sofia, em 2003.
Sophia de Mello Breyner Andresen faleceu, aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004, em Lisboa, no Hospital Pulido Valente. O seu corpo foi sepultado no Cemitério de Carnide. Em 20 de fevereiro de 2014, a Assembleia da República decidiu homenagear por unanimidade a poetisa com honras de Panteão. A cerimónia de trasladação teve lugar a 2 de julho de 2014.
Desde 2005, no Oceanário de Lisboa, os seus poemas com ligação forte ao Mar foram colocados para leitura permanente nas zonas de descanso da exposição, permitindo aos visitantes absorverem a força da sua escrita enquanto estão imersos numa visão de fundo do mar. 

Caracterização da obra


Da sua infância e juventude, a autora recorda sobretudo a importância das casas, lembrança que terá grande impacto na sua obra, ao descrever as casas e os objectos dentro delas, dos quais se lembra. Explica isso do seguinte modo: "Tenho muita memória visual e lembro-me sempre das casas, quarto por quarto, móvel por móvel e lembro-me de muitas casas que desapareceram da minha vida (…). Eu tento «representar», quer dizer, "voltar a tornar presentes» as coisas de que gostei e é isso o que se passa com as casas: quero que a memória delas não vá à deriva, não se perca".
Está presente em Sophia também uma ideia da poesia como valor transformador fundamental. A sua produção corresponde a ciclos específicos, com a culminação da actividade da escrita durante a noite: "não consigo escrever de manhã, (…) preciso daquela concentração especial que se vai criando pela noite fora.". A vivência nocturna da autora é sublinhada em vários poemas ("Noite", "O luar", "O jardim e a noite", "Noite de Abril", "Ó noite"). Aceitava a noção de poeta inspirado, afirmava que a sua poesia lhe acontecia, como a Fernando Pessoa: "Fernando Pessoa dizia: «Aconteceu-me um poema». A minha maneira de escrever fundamental é muito próxima deste «acontecer». (…) Encontrei a poesia antes de saber que havia literatura. Pensava mesmo que os poemas não eram escritos por ninguém, que existiam em si mesmos, por si mesmos, que eram como que um elemento do natural, que estavam suspensos imanentes (…). É difícil descrever o fazer de um poema. Há sempre uma parte que não consigo distinguir, uma parte que se passa na zona onde eu não vejo.". A sua própria vida e as suas próprias lembranças são uma inspiração para a autora, pois, como refere Dulce Maria Quintela, ela "fala de si, através da sua poesia".
Sophia de Mello Breyner Andresen fez-se poeta já na sua infância, quando, tendo apenas três anos, foi ensinada "A Nau Catrineta" pela sua ama Laura:
"Havia em minha casa uma criada, chamada Laura, de quem eu gostava muito. Era uma mulher jovem, loira, muito bonita. A Laura ensinou-me a "Nau Catrineta" porque havia um primo meu mais velho a quem tinham feito aprender um poema para dizer no Natal e ela não quis que eu ficasse atrás… Fui um fenómeno, a recitar a "Nau Catrineta", toda. Mas há mais encontros, encontros fundamentais com a poesia: a recitação da "Magnífica", nas noites de trovoada, por exemplo. Quando éramos um pouco mais velhos, tínhamos uma governanta que nessas noites queimava alecrim, acendia uma vela e rezava. Era um ambiente misto de religião e magia… E de certa forma nessas noites de temporal nasceram muitas coisas. Inclusivamente, uma certa preocupação social e humana ou a minha primeira consciência da dureza da vida dos outros, porque essa governanta dizia: «Agora andam os pescadores no mar, vamos rezar para que eles cheguem a terra» (…)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_de_Mello_Breyner_Andresen



CELEBRAR 100 ANOS DE SOPHIA 


Se fosse viva, Sophia de Mello Breyner Andresen celebraria 100 anos. Por todo o país e além-fronteiras, Sophia vai ser celebrada e relembrada – a festa prolongou-se ao longo do ano de 2019.

Apesar de hoje a medicina possibilitar a alguns um centenário de vida, a poetisa não viveu para ver os seus 100 anos celebrados, tendo falecido em 2004 – mas nós sim.

“Há mulheres que trazem o mar nos olhos”


Nasceu a 6 de Novembro de 1919. Sophia de Mello Breyner Andresen tinha um amor inexplicável pelo mar e o dom da palavra decerto antes de sequer esboçar a primeira. É o vasto espólio de palavras, poemas e textos que são celebrados ao longo deste ano com festividades iniciadas no início do ano. Ainda há, no entanto, muito para ver até ao fim de 2019.

Segundo a Comissão das Comemorações do Centenário de Sophia de Mello Breyner Andresen, celebrar Sophia é “lembrá-la em comum”. Esta comissão está curiosamente sediada no Centro Nacional de Cultura, instituição que a poetisa e o marido, o jornalista Francisco Sousa Tavares assumiram funções de direção numa época em que a ditadura portuguesa dificultava uma cultura livre.

As celebrações, coordenadas e organizadas pela filha Maria Andresen, poeta e académica, irão estender-se para lá das fronteiras portuguesas mas não só: os eventos não se ficarão apenas pela escrita, sendo que outros tipos de arte irão integrar as celebrações. Dança, música, artes plásticas, cinema ou até teatro. Para além de Maria Andresen são também integrantes da comissão organizadora Federico BertolazziFernando Cabral MartinsGuilherme d’Oliveira Martins e José Manuel dos Santos.

O programa de festas conta ainda com um programa na Galeria da Biodiversidade no Centro Ciência Viva do Porto, antiga casa da família Andresen. Martim Sousa Tavares, o neto de Sophia, organizou este programa em paralelo que promete celebrar passado, presente e futuro. A figura central será sempre Sophia, mas com uma série de expressões artísticas inspiradas na autora ao longo dos anos.


28/10/2019

Dia da Biblioteca Escolar




O Dia da Biblioteca Escolar que se celebra há 20 anos, desde Outubro de 1999, é celebrado na quarta segunda feira do mês de Outubro. Este dia tem como objetivo destacar a importância das bibliotecas escolares na educação, assim como promover o gosto pela leitura.
Por outro lado, Outubro é também o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, que desempenham um papel muito importante nas escolas e são um veículo de transmissão de conhecimento, não apenas através dos livros mas também das atividades que ali se desenvolvem.



18/10/2019

Língua portuguesa




UNESCO aprova Dia Mundial da Língua Portuguesa
O Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado anualmente a 5 de Maio e será oficialmente assinalado na sede da UNESCO com apresentações musicais, literatura e exposições.
O Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado anualmente a 5 de Maio, como já acontece na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e António Sampaio da Nóvoa aponta o “momento muito importante” para a língua de Camões.
“É a primeira vez que a UNESCO toma uma decisão destas em relação a uma língua que não é uma das línguas oficiais da UNESCO. Por unanimidade, as pessoas reverem-se na ideia de que é importante um dia mundial da língua portuguesa é muito importante”, afirmou António Sampaio da Nóvoa em declarações à agência Lusa.
A decisão foi tomada esta quinta-feira na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, na reunião do seu conselho executivo.

Todos os países lusófonos se uniram para introduzir esta proposta, mas receberam o apoio de países como Argentina, Chile, Georgia, Luxemburgo ou Uruguai, e a proposta foi aprovada por unanimidade.
Na proposta apresentada ao conselho executivo, os países lusófonos argumentaram que a língua portuguesa é a mais falada do hemisfério Sul e que foi também a língua da primeira vaga de globalização, deixando palavras e marcas noutras línguas no mundo.
O dia da língua portuguesa será oficialmente assinalado na sede da UNESCO com apresentações musicais, literatura, exposições ou qualquer outra representação cultural e a sua organização ficará a cargo dos países que têm o português como língua oficial.
O 5 de Maio de 2020 vai ser um grande dia na UNESCO e esperamos ocupar durante 15 dias estes corredores com questões relacionadas com a arte, literatura, música e que isso tenha consequências concretas”, disse o embaixador português.
O diplomata espera também que a distinção tenha impacto ao nível internacional.
“Entra nos calendários internacionais, o que quer dizer que ganha uma projeção do ponto de vista internacional, podendo ter consequências nos mais diversos planos”, sublinhou Sampaio da Nóvoa, que espera até ao final do ano avançar com propostas na UNESCO sobre o ensino e formação de professores de português em África.
Esta medida vai também ajudar os esforços dos países lusófonos na promoção da língua, notou o presidente do Camões — Instituto da Cooperação e da Língua de Portugal.
“No Instituto Camões já apoiamos a celebração do Dia da Língua Portuguesa, mas este reconhecimento vai ajudar-nos a dar mais força às celebrações e o próximo ano será de comemoração renovada e ainda mais forte porque vai despertar consciências”, afirmou Luís Faro Ramos, que assistiu à aprovação do dia mundial na sede da UNESCO, em Paris.
Segundo António Sampaio da Nóvoa, este é “um passo” para que a língua portuguesa se torne língua de trabalho na Organização das Nações Unidas – atualmente as línguas de trabalho desta organização mundial são inglês, francês, chinês, espanhol, árabe e russo.
“Temos de ir dando pequenos passos, são passos de aproximação em que nós vamos chamando a atenção para a importância da língua. São movimentos no sentido do reconhecimento do português como língua da cooperação internacional”, disse o embaixador.
A proposta agora aprovada pelo conselho executivo será ratificada na conferência geral da UNESCO, em novembro.

16/10/2019

Dia Mundial da Alimentação


O Dia Mundial da Alimentação é celebrado no dia 16 de outubro de cada ano para comemorar a criação em 1945 da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O objetivo do Dia Mundial da Alimentação é consciencializar o conjunto da humanidade sobre a difícil situação que enfrentam as pessoas que passam fome e estão desnutridas, e promover em todo o mundo a participação da população na luta contra a fome. Todos os anos, mais de 150 países celebram este evento. O Dia Mundial da Alimentação foi celebrado pela primeira vez em 1981.

Ouve este bonito poema de Eugénio de Andrade "Frutos" .



https://bi30.blogs.sapo.pt/dia-mundial-da-alimentacao-75827

05/10/2019

Implantação da República



5 de outubro de 1910 | Monarquia deu lugar à República em Portugal

A Implantação da República  foi resultado de uma revolução organizada pelo Partido Republicano Português, iniciada no dia 2 e vitoriosa na madrugada do dia 5 de outubro de 1910, que destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.

A revolução

A passagem do século XIX para o século XX, foi particularmente crítica para a sociedade portuguesa. O nacionalismo lusitano estava de rastos com a subjugação aos interesses coloniais britânicos. Por outro lado, os gastos excessivos da família real, o excessivo poder da igreja e a instabilidade política e social, completavam um quadro de permanente agitação social.

A ditadura de João Franco, com a sua incapacidade de acompanhar a evolução dos tempos e se adaptar à modernidade, contribuiu decisivamente para um dramático processo de desgaste da monarquia, do qual os defensores da república souberam tirar o melhor partido. O partido republicano apresentava-se aos olhos do povo como o único que tinha um programa capaz de devolver ao país o prestígio perdido e colocar Portugal na senda do progresso.

Estas circunstâncias ajudaram a que o exército mostrasse alguma relutância em combater os cerca de dois mil soldados e marinheiros revoltosos entre os dias 3 e 4 de outubro de 1910, abrindo portas à mudança de regime. A República foi proclamada às 9 horas da manhã do dia seguinte da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa. Entre diversas outras mudanças que foram implementadas com a República, desde logo foram substituídos os símbolos nacionais: o hino nacional, a bandeira e a moeda. Mas na realidade tudo começou a desenhar-se dois anos antes com o assassinato do Rei e do Príncipe herdeiro.

O regicídio em 1908

A 1 de fevereiro de 1908, quando regressavam a Lisboa vindos de Vila Viçosa, no Alentejo, onde haviam passado a temporada de caça, o rei D. Carlos e o príncipe herdeiro Luís Filipe foram assassinados em plena Praça do Comércio.

O atentado ficou a dever-se ao progressivo desgaste do sistema político português. João Franco, presidente do Conselho de Ministros (chefe do governo), conseguiu convencer o rei a encerrar o parlamento para poder implementar uma série de medidas com vista à moralização da vida política. Com esta decisão acirrou-se toda a oposição, não só apenas a republicana, mas também a monárquica, liderada pelos políticos rivais de Franco que o acusavam de governar em ditadura. Os acontecimentos acabaram por se precipitar na sequência da questão dos adiantamentos à Casa Real (regularização das dívidas régias ao Estado) e da assinatura do decreto de 30 de janeiro de 1908 que previa o degredo nas colónias, sem julgamento, aos envolvidos numa intentona republicana fracassada ocorrida dois dias antes, o Golpe do Elevador da Biblioteca.
A família real encontrava-se então no Paço Ducal de Vila Viçosa,mas os acontecimentos levaram o rei D. Carlos a antecipar o regresso a Lisboa, tomando o comboio na estação de Vila Viçosa na manhã do dia 1 de fevereiro. A comitiva régia chegou ao Barreiro ao final da tarde, onde, para atravessar o Tejo, tomou o vapor D. Luís, desembarcando no Terreiro do Paço, em Lisboa, por volta das 17 horas. Apesar do clima de grande tensão, o rei optou por seguir em carruagem aberta, com uma reduzida escolta, para demonstrar normalidade. Enquanto saudavam a multidão presente na praça, a carruagem foi atingida por vários disparos. Um tiro de carabina atravessou o pescoço do rei, matando-o imediatamente. Seguiram-se vários disparos, sendo que o príncipe real conseguiu ainda alvejar um dos atacantes, tendo sido de seguida atingido na face por um outro disparo.  Rezam as crónicas da época que a rainha, de pé, defendia-se com o ramo de flores que lhe fora oferecido, fustigando um dos atacantes, que subira o estribo da carruagem. O infante D. Manuel foi também atingido num braço. Dois dos regicidas, Manuel Buíça, professor primário, e Alfredo Costa, empregado do comércio e editor, foram mortos no local. Outros fugiram tendo a carruagem real entrado no Arsenal da Marinha, onde se verificou o óbito do rei e do herdeiro ao trono.

Com a morte do Rei D. Carlos, D, Manuel II é aclamado Rei de Portugal

Logo após o atentado, o governo de João Franco foi demitido tendo-se iniciado um rigoroso inquér que, ao longo dos dois anos seguintes, veio a apurar que o atentado fora cometido por membros da Carbonária. O processo de investigação estava já concluído nas vésperas do 5 de outubro de 1910. Entretanto, tinham sido descobertos mais suspeitos de envolvimento direto, sendo que alguns estavam refugiados no Brasil e em França.
A Europa ficou chocada com este atentado, uma vez que D. Carlos era muito estimado pelos restantes chefes de estado europeus.  O regicídio de 1908 acabou por abreviar o fim da monarquia ao colocar no trono o jovem D. Manuel II e dividindo os partidos monárquicos numa luta fratricida.

O afundamento da monarquia

D. Manuel II tinha apenas 18 anos quando foi aclamado Rei. Devido à sua pouca idade e pela forma trágica como chegou ao trono, recebeu inicialmente uma simpatia generalizada. O jovem rei começou por nomear um governo de consenso, presidido pelo almirante Francisco Joaquim Ferreira do Amaral. Este governo de acalmação, como ficou conhecido, apesar de lograr acalmar momentaneamente os ânimos, acabou por ter uma duração breve. A situação política rapidamente voltou a degradar-se, tendo-se assistido à sucessão de sete governos em apenas dois anos. Os partidos monárquicos voltaram às habituais divisões, fragmentando-se, enquanto o Partido Republicano continuava a ganhar terreno. Nas eleições de 5 de abril de 1908, a última legislativa completa na vigência da monarquia, o partido viu eleitos sete deputados: mantiveram-se os quatro da bancada eleita em 1900 e juntaram-se-lhes Estêvão de Vasconcelos, Feio Terenas e Brito Camacho. Nas eleições de 28 de agosto de 1910 o partido teve um resultado arrasador, duplicando a sua bancada.

A revolução saiu à rua

No verão de 1910 Lisboa fervilhava de boatos e várias vezes foi o próprio primeiro-ministro, Teixeira de Sousa, avisado de golpes iminentes. A revolução não foi exceção: o golpe era esperado pelo governo,  que a 3 de outubro deu ordem para que todas as tropas da guarnição da cidade ficassem de prevenção. Após o jantar oferecido em honra de D. Manuel II pelo presidente brasileiro Hermes da Fonseca, então em visita de Estado a Portugal, o monarca recolheu-se ao Paço das Necessidades, enquanto seu tio e herdeiro jurado da coroa, o infante D. Afonso, seguia para a Cidadela de Cascais.
Como em tudo na vida há sempre um acontecimento, por insignificante que seja, que despoleta as grandes crises. E a Implantação da República também não foi excepção. Miguel Bombarda é baleado por um dos seus pacientes, os chefes republicanos reuniram-se de urgência na noite de dia 3.  Alguns oficiais foram contra, dada a prevenção das forças militares, mas o almirante Cândido dos Reis insistiu para que se continuasse, sendo-lhe atribuída a frase: “A Revolução não será adiada: sigam-me, se quiserem. Havendo um só que cumpra o seu dever, esse único serei eu”.

01/10/2019

Dia Internacional da Música



O Dia Internacional da Música foi criado em 1975 com o objetivo de levar a música a toda à sociedade, promovendo paz e amizade.
Capaz de mudar o estado de humor, de reconduzir o espírito aos sentimentos mais sublimes, a música invade o silêncio para nos falar numa linguagem que conseguimos compreender, sem esforço algum, com simplicidade e beleza.
O dia 1º de outubro foi instituído como o Dia Internacional da Música, em 1975, pelo International Music Council, organização não governamental fundada com o apoio da UNESCO em 1948, com o objetivo de levar a música a todos os setores da sociedade e promover os valores de paz e a amizade por seu intermédio.
Hoje, celebramos esta data em todo o planeta com diversas iniciativas, como homenagem a arte que mais une as pessoas, sem preconceito, tornando-as um só.

https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/datas-comemorativas/01-outubro-dia-internacional-musica.htm
























Na Biblioteca da Escola podes visitar a exposição de instrumentos musicais. No polivalente podes consultar alguns documentos sobre Música, que se encontram expostos na vitrina.



21/05/2018

Personalidade+

Manuel Espregueira e Oliveira

No âmbito do projeto da Rede de Bibliotecas Escolares aLer+, este ano com o subtema Personalidade+, a turma B do 5º ano e a turma A do 6º ano, contemplaram o vianense Manuel Espregueira e Oliveira e desenvolveram um trabalho em articulação com a BE.
Os produtos representativos do trabalho realizado foram expostos na casa que fora outrora desta personalidade.



  A inauguração da exposição, decorreu no Dia Internacional dos Museus, começando pela visita ao Museu de Artes Decorativas, onde se encontra um grande espólio de faiança, doado pelo filho de Manuel Espregueira e Oliveira, por ser a vontade de seu pai.


Após a visita guiada ao Museu, os alunos, os professores e os encarregados de educação, tiveram a honra de ser recebidos na casa Manuel Espregueira e Oliveira, pelos atuais proprietários que disponibilizaram a galeria para a exposição dos trabalhos realizados, "Sonho com gente dentro" e "Memórias escritas", bem como outras instalações, para a música, a poesia e o teatro realizado. Bem hajam!


18/05/2018

Personalidade+

Dia Internacional dos Museus




Casa Manuel Espregueira e Oliveira

(Rua Manuel Espregueira e Oliveira, 190)
sex 18 a seg 28
Exposição de Artes Plásticas
Sonho com Gente Dentro

Org.: Agrupamento de Escolas de Monte da Ola






Hoje, dia 18 de Maio de 2018, a turma B do 5º ano e a turma A do 6º ano, junto com os respetivos diretores de turma e alguns colaboradores, inauguram uma exposição na casa de Manuel Espregueira e Oliveira, em parceria com o Museu de Artes Decorativas, a Biblioteca Municipal e o Teatro do Noroeste.
Esta atividade, realiza-se no âmbito do projeto aLeR+ - Personalidade+ - Manuel Espregueira e Oliveira, personalidade ilustre vianense.


16/05/2018

Um projeto para a vida


Livro Livre





25 de abril – um projeto para a vida


No início do período, a turma do 6ºA abraçou o projeto 25 de abril com a concretização de duas atividades. Na disciplina de Educação Visual e em articulação com a Biblioteca Escolar, após pesquisa de informação e respeito pelos conteúdos lecionados pela docente da disciplina, a turma elaborou cartazes sobre o 25 de abril que se encontram expostos no polivalente da escola.




Paralelamente, e em diversas disciplinas, os alunos trabalharam o Livro Livre. Foram selecionados cinco exemplares deste livro, elaborados pelos alunos da turma, para fazerem parte da exposição conjunta das escolas aderentes ao desafio lançado pela Sra. vereadora da cultura, Maria José Guerreiro. No dia 24 de abril, os alunos estiveram presentes na inauguração desta exposição, patente nos Antigos Paços do Concelho.







No final do ano letivo, os livros trabalhados por todas as turmas do 6º ano de escolaridade serão exibidos na nossa escola. 

25/04/2018

Dia da Liberdade



Sabes o que aconteceu no dia 25 de Abril de 1974? Os populares juntaram-se aos militares e deu-se a revolução dos cravos. Recorda como tudo aconteceu!

25 de Abril de 1974. De madrugada, militares do MFA ocuparam os estúdios do Rádio Clube Português e, através da rádio, explicaram à população que pretendiam que o País fosse de novo uma democracia, com eleições e liberdades de toda a ordem. E punham no ar músicas de que a ditadura não gostava, como Grândola Vila Morena, de José Afonso.
Ao mesmo tempo, uma coluna militar com tanques, comandada pelo capitão Salgueiro Maia, saiu da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, e marchou para Lisboa. Na capital, tomou posições junto dos ministérios e depois cercou o quartel da GNR do Carmo, onde se tinha refugiado Marcelo Caetano, o sucessor de Salazar à frente da ditadura.
Durante o dia, a população de Lisboa foi-se juntando aos militares. E o que era um golpe de Estado transformou-se numa verdadeira revolução. A certa altura, uma vendedora de flores começou a distribuir cravos. Os soldados enfiavam o pé do seu cravo no cano da espingarda e os civis punham a flor ao peito. Por isso se falava de Revolução dos Cravos. Foram dados alguns tiros para o ar, mas ninguém morreu nem foi ferido.
Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se e entregou o poder ao general Spínola, que, embora não pertencesse ao MFA, não pensava da mesma maneira que o governo acerca das colónias.
Um ano depois, a 25 de Abril de 1975, os portugueses votaram pela primeira vez em liberdade desde há muitas décadas.




23/04/2018

Dia Internacional do Livro



O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor foi instituído pela UNESCO em novembro de 1995, procurando fomentar o gosto pela leitura e, simultaneamente, respeitar a obra daqueles que, pela escrita, têm contribuído para o progresso social e cultural da Humanidade.

Qual a razão para se optar pelo dia 23 de abril? Publicam-se livros todos os dias...

Por coincidência, nesta data nasceu e morreu William Shakespeare, deixou-nos Cervantes e numerosos escritores famosos vieram ao mundo ou faleceram.

Mas já antes a Catalunha instituíra um Dia Internacional do Livro, festejado a 5 de abril, em que, tradicionalmente, se ofereciam livros e rosas aos amigos. O hábito gentil de associar o livro a uma flor nesta celebração foi adotado em vários países e ainda perdura.

Hoje, o Dia Mundial do Livro celebra-se em todo o planeta das mais diversas formas.

Mas gostaria de me concentrar na grande importância dos livros para os mais novos e, muito particularmente, para os meninos do jardim de infância que, sem saberem ler, têm por eles um amor e um fascínio que excedem, muitas vezes, os das crianças mais velhas.

O livro contado por uma educadora, por um familiar ganha uma carga afetiva e íntima.

Ele revela-se a grande porta para a descoberta consciente da língua, que é, afinal, como dizia Fernando Pessoa, a nossa pátria. No livro, a língua se faz arte, explorando a beleza das palavras, os ritmos, por vezes as rimas.

Ele ensina ou faz a imaginação voar. Brinca com o humor. Expõe situações paradigmáticas que preparam para a vida. Com ele vivem-se aventuras que de outra forma não eram possíveis.

Folhear um livro, um álbum ilustrado, constitui também uma incursão nas artes visuais, no mundo das formas, das cores, das sensações. Algumas obras destinadas a estes pequenos utentes nem sequer têm texto, vivem exclusivamente da ilustração, e isso lhes basta.


23/03/2018

Páscoa



A Páscoa celebra-se a 1 de abril em 2018.

Esta é uma celebração religiosa que comemora a ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa é um feriado móvel, comemorado sempre ao domingo.
Os cristãos celebram a ressurreição de Jesus Cristo, sendo a data conhecida como Domingo de Páscoa. De acordo com a Bíblia, após a crucificação de Cristo, celebrada na Sexta-Feira Santa, Cristo ressuscitou no terceiro dia após a sua morte.
A data serve como momento de reflexão, em homenagem à vida e morte de Cristo, e de agradecimento e glorificação do seu sofrimento.
A Páscoa é celebrada também pela reunião da família, sendo um momento de confraternização e de alegria.

Páscoa em Portugal

Em Portugal, a população católica recebe a visita do compasso pascal no Domingo de Páscoa. O compasso é composto por um grupo de fiéis católicos que percorrem as ruas com uma cruz e um pequeno sino para anunciar a sua chegada. Quando convidados pelos habitantes a entrar nas casas, benzem a casa e seus moradores, anunciando a boa nova da ressurreição de Jesus Cristo.
Sete dias antes da Páscoa celebra-se o Domingo de Ramos, um dia dedicado aos padrinhos e madrinhas. Os afilhados oferecem flores ou plantas aos seus padrinhos e madrinhas e estes retribuem com o "folar", ou seja, com uma prenda no dia de Páscoa.
O pão-de-ló, os papos de anjo, o folar, as amêndoas e os ovos da Páscoa são alguns dos doces tradicionais desta época festiva.

https://www.calendarr.com/portugal/pascoa/

20/03/2018

Primavera


Em 2018 o Equinócio da Primavera ocorre no dia 20 de Março às 16h15 min. Este instante marca o início da Primavera no Hemisfério Norte. Esta estação prolonga-se por 92,79 dias até ao próximo Solstício que ocorre no dia 21 de Junho às 11h07 min. Os instantes estão referenciados à hora legal.

Equinócio: instante em que o Sol, no seu movimento anual aparente, passa no equador celeste. A palavra de origem latina aequinoctium agrega o nominativo aequus (igual) com o substantivo noctium, genitivo plural de nox (noite). Assim significa “noite igual” (ao dia), pois nestas datas dia e noite têm igual duração, tal é a ideia que permeia a sociedade.


Vai-te ao longo da costa discorrendo,
e outra terra acharás de mais verdade,
lá quase junto donde o Sol ardendo
iguala o dia e noite em quantidade.
Ali tua frota alegre recebendo,
Um Rei, com muitas obras de amizade,
Gasalhado seguro te daria
E, pera a Índia, certa e sábia guia.”


Sussurrava o Deus Mercúrio em sonhos a Vasco da Gama: que fugisse de Mombaça e se acercasse de Melinde, mais norte e próxima do equador onde o dia iguala a noite, guiando-o prá Índia. Lusíadas, canto II, estância 63.

http://oal.ul.pt/equinocio-da-primavera-2018


13/02/2018

Carnaval



O termo Entrudo serve para designar o período que antecede a Quaresma e provém da palavra latina introitu – início. Quanto a Carnaval, está relacionado com o abuso da carne (em todos os sentidos) na mesma época do ano.
A comemoração do Entrudo perde-se na poeira dos tempos. Antes ainda do nascimento de Cristo, estava relacionada com os cultos da fertilidade, no início da Primavera. Era o regresso da luz e da abundância que então se comemorava. Os egípcios dedicavam a festa a Isis e a Apis, os atenienses dedicavam as suas «festas de Bacanais» a Dionísio, os Romanos a Saturno, protector da agricultura e das sementeiras.
Em 340, o Papa Júlio I autorizou que, em Milão, os cristãos pudessem despedir-se em grande dos prazeres da carne antes da Quaresma. Daí os excessos que se começaram a cometer no Carnaval a partir daí em países de forte tradição católica. Foi a forma encontrada pela Igreja, segundo algumas versões, de se apropriar de todo o simbolismo popular.
«Segundo uma lenda popular recolhida no concelho de Torres Vedras, existia no tempo de Cristo um santo que gostava muito de carne, chamado de Santo Entrudo, fazendo grandes festas com muitos convidados, onde só se comia carne. Quem não estava contente com essa situação eram os pescadores, que não vendiam o seu peixe e foram queixar-se a Jesus Cristo, que então definiu os dias em que se podia comer carne, dançar e fazer festas, e marcou a época para os pescadores, a quaresma, durante a qual não se podia comer carne, nem dançar ou fazer festas.» (Jornal Área, 4 de Março de 1980, in Venerando de Matos, «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)
A moda das máscaras e dos cortejos de rua iniciou-se durante o Renascimento, na Itália dos séculos XV e XVI. Incomparável, em relação a todos os outros, era o Carnaval de Veneza. Um Carnaval que é hoje sinónimo de charme e de classe, mas que na época significava libertinagem sem limites. No resto da Europa, a quadra também se comemorava, mas de forma mais pobre e mais espontânea. 
Em Portugal, uma das épocas de maior projecção do Carnaval ocorreu durante o reinado de D. João V, no qual o ouro proveniente do Brasil lhe conferia características palacianas e marcadas por um enorme luxo.
Desde o século XVI, pelo menos, que existem referências a certas brincadeiras que se faziam nesta época, como lançar fardos ou «jugando as farelhadas». A espontaneidade, desorganização e até violência marcavam esses dias, de tal forma que, nos inícios do século XVII, D. Filipe III viu-se obrigado a proibir as «laranjadas e brigas de Entrudo».
Em 1608, a Igreja Católica, sem qualquer resultado, introduziu o «jubileu das quarenta horas», uma tentativa de acabar com os festejos carnavalescos, desviando a população para missas e riquíssimas procissões. Foi com o advento do liberalismo que o Carnaval ganhou um novo estatuto, surgindo com uma forte carga de crítica social, simbolizada no «xexé», máscara que caricaturava os miguelistas.

«Os divertimentos eram diabólicos, como passamos a narrar: entrava-se em casa da vizinhança com as mãos cheias de cal e empoava-se o cabelo de toda a gente, estragando os fatos sem piedade. Besuntavam-se as escadas de sabão e os trambulhões eram certos. Quem quisesse apanhar uma moeda de prata do chão arriscava-se a grande vexame, porque a moeda estava presa a um cordel que se puxava no momento preciso. Das janelas faziam-se novas brutalidades. Despejavam baldes de água sobre quem passava e atiravam sobre os transeuntes tudo o que encontravam no caixote do lixo: folhas de couve, cascas de batata, ossos, espinhas, etc.» (Lourenço Rodrigues, Boémia de Outros Tempos, in « Venerando de Matos, «Carnaval de Torres: Uma História com Tradição»)
relação do Carnaval com as tradições rurais e populares é bem evidente. Em alguns locais, iniciava-se a 20 de Janeiro, no dia de S. Sebastião (Alentejo); noutros, dois dias depois, no dia de S. Vicente (Ericeira, Alenquer ou Vila Franca de Xira); noutros ainda, quatro semanas antes dos dias do Entrudo (Serpa). Costumes como o sacrifício do galo, o de «deitar pulhas» ou o «cavalinho» eram simultaneamente rituais de origem pagã.
Em finais do século XIX, as principais brincadeiras de Carnaval consistiam em pintar frases brejeiras nas paredes sobre a vida privada das pessoas; atirar para dentro das casas bocados de terra, cinza, pedras ou cascas de laranjas – os coqueiros; espetar seringas em quem passava; lançar uma pedra aquecida ao lume para, dentro de casa, alguém queimar as mãos; pôr «rabos de papel» presos com alfinete, nos transeuntes.
O uso de máscaras, por sua vez, remonta pelo menos à primeira metade do século XVII. Um alvará de 20 de Agosto de 1649 proíbe o seu uso nas igrejas. Ainda antes, o seu uso fora objecto de perseguição por parte da «Santa» Inquisição. E ainda antes disso, D. João II terá aparecido mascarado para comemorar o casamento do seu filho.

https://aventar.eu/2010/02/14/breve-historia-do-carnaval/