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24/05/2014

MAPAS



Carta de Portugal (Álvaro Seco, 1561).

mapa utilizado no ensino primário

proposta de extensão  da plataforma continental


22/05/2014

O MAR, A MODA, A DECORAÇÃO

O mar sempre esteve presente na moda, a começar pelo azul marinho, baseado nas fardas da Marinha Inglesa, desde 1748, e adoptado por outros países.


em leilão, com base de licitação de §100-200


E-bay



carteira Hermès
lenço Hermès


sapatos de vela

lenços de mão 

  As grandes viagens de barco influenciaram o mobiliário e a decoração, em geral 


cadeiras de deck

cadeiras de viagem

quadro com nós de marinheiro

brinquedo

bibelot de resina



21/05/2014

MAR E MÚSICA

  Já aqui tínhamos feito esta associação, mas, hoje, queremos fazer a ligação ao post anterior.
     Richard Wagner, depois de uma viagem muito atribulada, escreve a ópera  O navio fantasma, inspirada no poeta Heinrich Heine. Estreada em Dresden, no dia 2 de janeiro de 1843. esta ópera conta-nos a história de um navio fantasma que aparece aos viajantes.



   Muitos anos depois, a canção e o filme Yellow submarine, dos não menos famosos Beatles.




20/05/2014

TRANSATLÂNTICOS

    Apesar da primeira companhia aérea ter sido fundada em 16 de Novembro de 1909, por Ferdinand Graf von Zeppelin (1), e de ter transportado 34 000 passageiros até 1913,  por mar era ainda a maneira mais comum de viajar. 
  Os paquetes, os transatlânticos ou navios de cruzeiros, cada vez mais confortáveis, mais luxuosos e mais rápidos iam surgindo. Alguns deles tornaram-se míticos - vimo-los em imagens, no cinema, na música, em manuais escolares e até em catecismos (Titanic). Viajava-se com elegância, os passageiros de 1ª, com um código de vestuário muito rígido para cada hora do dia.

   Sobre a viagem de 14 de Abril de 1912 quase tudo já foi dito. O Titanic tornou-se um ícone do luxo, do impossível, do desastre. 
RMS Titanic - White Star Line - postal


RMS - Queen Mary - Cunard Line



 O Queen Mary partiu de Southampton para Nova Iorque, a 27 de Maio de 1936, na sua viagem inaugural, não conseguindo ultrapassar em tamanho o seu rival, Normandie.

  Portugal também vai encomendar alguns navios de cruzeiro, como o Infante D. Henrique, que navegou de 1961 a 1974 e o Príncipe Perfeito.

Infante D. Henrique - Companhia Nacional de Navegação 

Interior de O Príncipe Perfeito


(1) Pode ler-se uma fantástica descrição de uma viagem de Zeppelin no livro de Miguel Sousa Tavares, Rio das flores

19/05/2014

MULHERES VIAJANTES EM ÁFRICA





    Neste livro, cujo complemento de título é Cem anos de mulheres viajantes e exploradoras do continente africano, podemos ler relatos interessantíssimos sobre estas mulheres que viajaram pelo continente africano enfrentando muitas dificuldades ou viajando com muito estilo, como só as inglesas vitorianas sabiam fazer.


Alexine Tinne (1835-1869
   A maior parte levava a sua cama e a sua banheira de estanho embora fossem incómodas de transportar. Alexine Tinne foi talvez quem levou os objectos menos adequados na sua expedição ao Alto Nilo. Viajava com o seu inseparável piano de cauda, os seus móveis de sala, antiguidades, tapetes persas, faqueiro de prata e serviço de porcelana, travesseiros, trinta malas com vestidos de noite, de safari e de amazona. (...)
   Transportavam também uma biblioteca completa com obras de Shakespeare,..., cabeceiras de bronze para as camas, colchões, lençóis, ... e todos os utensílios imagináveis para uma vida de acampamento sofisticada e confortável, incluindo banheiras portáteis.
Florence Baker - 1941-1916
    Nesta viagem (Uganda, 1872) nunca vestiu calças nem polainas, preferia ostentar vestidos elegantes e modernos para causar uma impressão profunda nos nativos. Nas cartas que enviava para Inglaterra pede às enteadas artigos tão curiosos como: «lenços de cambraia, espartilhos de renda, barbas de baleia de aço e, sobretudo, muitos lápis...»
Mary Kingsley . 1862-1900
   Dedicou a maior parte do tempo a chapinhar nos pântanos e nos rios cheios de crocodilos, vestida com as suas pesadas saias vitorianas e camisas de algodão branco... Aí pode descobrir como lhe era útil a sombrinha, quando teve de bater com ela num pobre hipopótamo que tentou meter o nariz na canoa onde ela viajava. 

18/05/2014

VIAGEM

Um desejo de nada
  

  Fui onze vezes ao deserto do Sahara. Nos últimos anos, tenho ido sempre, pelo menos uma vez por ano, assim como outros vão a Fátima ou outros a Paris. A devoção tornou-se uma espécie de obsessão, aos olhos dos amigos ou dos estranhos: perguntam-me frequentemente o que é que eu lá procuro e o que é que encontro. (...)
  Mas o deserto raras vezes é aquela coisa sempre poética e deslumbrante do filme do Bertolucci, com dunas cor-de-rosa e vermelhas ao pôr-do-sol.
  A maior parte das vezes, longe das caravanas de camelos para os turistas da «photo opportunity», é um terreno áspero, duro, feito de calhaus e terra escurecida, sem árvores, sem dunas, sem pássaros, sem água nem rios, sem nenhum sinal de vida - como uma Lua debaixo do Sol. A progressão lenta e massacrante, a paisagem é monótona e triste, as jornadas são esgotantes e vazias de acontecimentos: tudo nos faz desesperar por um acampamento ao fim do dia, dois litros de água para limpar o pó da cara e da cabeça, uma lareira, uma sopa quente, uma conversa que engane as saudades de casa.
Sul, Miguel Sousa Tavares

17/05/2014

VIAGEM

  
Imagem do filme de 1956

 - Sim, - respondeu Phileas Fogg - Nós vamos dar a volta ao mundo. (...)
   - À volta do mundo - murmurou.
   - Em oitenta dias, - respondeu o Sr. Fogg. Portanto, não temos um momento a perder. (...)
   - Nós não vamos levar malas de bagagem, somente um pequeno saco de viagem, com duas camisas e três pares de meias para mim, e o mesmo para si. Compraremos as nossas roupas pelo caminho. Traga para baixo o meu sobretudo, a minha manta de viagem e uns sapatos resistentes, pois teremos de andar um bom bocado. Despache-se! (...)
    - Bem, cavalheiros, - disse - estou de partida, como vêem. Ao verem o meu passaporte quando eu regressar, poderão avaliar se fiz realmente a viagem consoante as condições que acordámos. (...)
     - Em oitenta dias. No sábado, dia 21 de Dezembro de 1872, quando faltarem quinze minutos para as nove horas da noite. Adeus, cavalheiros.
A volta ao mundo em 80 dias, Júlio Verne 
   

16/05/2014

BANHOS QUENTES

   Nos finais do século XIX, as praias, ir a banhos, tornou-se moda. As elites europeias, seguindo os gostos da aristocracia, deslocam-se para Biarritz, para Cannes e para outros locais balneares da moda. A medicina começa a indicar as praias, e as termas, como locais saudáveis e revigorantes. 
   Os banhos quentes tornam-se então um remédio eficaz. Em Viana do Castelo, na Praia Norte, as instalações balneares, se assim lhe podemos chamar, foram construídas depois de ... aí pelos anos de 1875 a 80, num dia de verão, em passagem pela Praia Norte, viu (Manuel Fernandes Lopes) (...) junto ao forno de cal ali construído (...) duas mulheres acocoradas a cuidarem de fogueira que aquentava água em bojudo pote de ferro.
  Depressa soube que ... procuravam naquela  aquecida água do mar alívio para as dores reumáticas, banhando-se em selha acomodada no forno de cal. (...)
   E assim começou o balneário no forno de cal: uma canoa de madeira e vários potes de ferro .
    Com a afluência, o edifício é melhorado e aumentado, até à construção dos Estaleiros Navais, quando o edifício é deslocado. Mais tarde, com a necessidade de expansão dos Estaleiros, acabam os banhos quentes.

Publicidade à abertura dos banhos quentes
Publicidade aos "modernos" banhos quentes

15/05/2014

RUMBO A MADRID

Depois do descanso, as últimas notícias de Madrid.


9 de mayo

Fue el último día de nuestro viaje. Para algunos de nosotros el día que más esperábamos. Fuimos al parque Warner y fue fenomenal. No podemos siquiera describiros todo lo que pasó… Ahí estaban las atracciones, los espectáculos, los restaurantes, las tiendas, … fue tan, tan intenso que es indescriptible. Quizá unas imágenes puedan ayudarnos a haceros sentir todo aquello lo que vivimos.

El grupo a la llegada al parque

Desfile de bienvenida
Superman: la atracción de acero
Stunt Fall – la atracción más intensa y vertiginosa
Las cataratas Salvajes
Os agradecemos lo haber estado con nosotros ¡Gracias!

14/05/2014

DE TAXI - LONDRES-SARGAÇO

Sophia, Ruben A. e Isabel da Nóbrega
Ruben Andresen Leitão (1920-1975), conhecido escritor sob o nome de Ruben A.,leitor no King's College, compra um taxi em Londres, um Austin, e faz a viagem, nos finais dos anos 50, até Carreço, à casa que mandou construir - Sargaço.



Sargaço, 1948, projecto de João Andresen
    A viagem mais imprevista de trepidações estabeleceu-se a começar de Palace Gate. hoje dia 29 de Junho, na companhia de Lord Snob, Marquês de Austin e Duque de Taxi-Cab. (...)
      Afife já está no papo e mais dois quilómetros andados para aparecer a beleza da sereia dando voos e saltos numa harmonia perpétua. Tudo é presente de agora. Sargaço é mais do que sonho - aparece como vislumbre perfeito de uma ideia transportada ao mundo da fantasia. - O nosso 'Marquês' ficou tão entusiasmado quer avançou pelo mato dentro em doida correria até se sentir encostado à casa. Ficou de capota aberta a des-suar-se. Estava louco por ter terminado esta viagem ao longo de tanta paisagem e de tanta costa numa procura contínua ao sustentáculo da maior realidade para sonhar.  (...)
     Conheceu Viana como poucos, ia lá três vezes por semana e ficava sempre parado em frente ao chafariz românico naquela praça deslumbrante de arquitecturas diferentes.

   Para quem quiser ler toda a viagem pela Europa e as digressões pelo Minho, pode requisitar Páginas (IV), de Ruben A., e deliciar-se com este Lord Snob.

10/05/2014

RUMBO A MADRID

Chegaram fresquinhas estas fotografias dos viajantes. Alimento para o espírito e não só...


Hard Rock Cafe
Museu Natural

Museu Natural

Palácio real - render da Guarda

Torres de Madrid

Torres de Madrid




GUIAS

   O verdadeiro viajante do grand tour, com toda a certeza. levaria um destes guias 


Guia Baedeker
 Criados para caberem num bolso, os primeiros guias Baedecker apareceram em 1840, com capa amarela, passando a vermelho em 1870, com duas fitas de seda - verde e vermelha - como marcador.
 Podem apreciar a edição de 1908 para Portugal e Espanha neste endereço.
  
  Em 1841, surge um guia da Suiça, de Adolphe Joanne, seguido de uma série de guias de outros países. Comprados os direitos de publicação, em 1855, por Louis Hachette, passam a ser mundialmente conhecidos como Guides Bleues, a partir de 1919.
     

     Com o fim de promover o automobilismo, e logo o gasto de pneus, André Michelin vai criar, em 1900, os famosos guias verdes Michelin  e os guias vermelhos para hotéis e restaurantes.








 Como curiosidade, podemos acrescentar que André Michelin esteve ligado à realização da famosa corrida de bicicletas Paris-Brest-Paris (1891) que seria fonte de inspiração para o famoso, e delicioso, bolo com o mesmo nome, em forma de pneu.
     
criado por Louis Durand
   Com o incremento do turismo muitos outros guias foram publicados.