Bem vindo ao Blogue da Biblioteca Escolar do Agrupamento Monte de Ola. Aqui poderás encontrar notícias sobre a atividade da nossa Biblioteca. Poderás, também, enviar sugestões, notícias ou comentários. Este espaço foi aberto para ti. Colabora, participando nele.
As aventuras de Harry Potter começaram a 26 de junho de 1997, com o lançamento do primeiro livro, A Pedra Filosofal. Duas décadas depois, a saga do pequeno feiticeiro e dos seus dois melhores amigos, Hermione Granger e Ron Weasley, tem sete livros, que foram traduzidos em mais de 60 línguas e venderam cerca de 450 milhões de cópias em todo o mundo.
Além dos livros, as histórias foram adaptadas para o cinema, com Daniel Radcliffe, Emma Watson, e Rupert Grint a encarnarem as personagens principais.
Só as gerações futuras serão capazes de calcular todas as consequências da abordagem incrivelmente míope do Presidente Trump às mudanças climatéricas, uma vez que serão elas que irão sofrer com a subida dos mares e as secas dramáticas que os cientistas consideram inevitáveis, a não ser que o mundo ponha fim às emissões dos combustíveis fósseis.
Editado a 1 de junho de 1967, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, o álbum dos fab four que transformou por completo o panorama musical da época.
Este é o trailer de lançamento das reedições da obra, com o cunho de Giles Martin (filho do 5º Beatle, o produtor George Martin)
Nasceu há precisamente 100 anos em Brookline, Massachusetts. John Fitzgerald Kennedy foi o 35º presidente norte-americano. De ascendência irlandesa e católico devoto, casou com Jacqueline Bouvier, e chegou ao poder aos 44 anos. Morreu dois anos depois, aos 46, a 22 de novembro de 1963.
A morte trágica e prematura ajudou à construção do mito. No entanto, no seu curto mandato, viveram-se momentos históricos marcantes como a crise dos mísseis de Cuba, a construção do Muro de Berlim, a guerra do Vietname, a consolidação do Movimento dos Direitos Civis nos EUA e a chegada do homem à lua.
A revista TIME publicou um vídeo excelente onde, em 90 segundos, recordamos a vida de JFK.
O poeta nasceu no dia 19 de maio de 1890, em Lisboa, num edifício da rua dos Retroseiros, atual Rua da Conceição. Voltamos ao FIM, mas agora desta forma:
O Dia Internacional dos Museus é esta quinta-feira assinalado com uma programação de 400 atividades em 84 espaços museológicos distribuídos por 46 concelhos do país, segundo a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).
Dedicado este ano ao tema das memórias traumáticas e da reconciliação, o dia será celebrado com entradas gratuitas em museus, palácios e monumentos, e uma programação de visitas, palestras, exposições, concertos e encenações históricas. “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus” é o tema proposto para a edição deste ano, apelando a “uma reflexão, naturalmente diferenciada e respondendo aos contextos nacionais, do papel dos museus nas comunidades e na sociedade em geral”, segundo uma nota de imprensa da DGPC.
Instituída pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), a data é celebrada por todo o país, em museus, monumentos e palácios, que participam com dezenas de atividades como visitas guiadas, ateliês, teatro, e lançamentos de livros, entre outras.
No contexto desta celebração decorrem inaugurações em três dos 15 museus tutelados pela DGPC: o Museu Nacional Soares dos Reis inaugurou na quarta-feira a exposição “Cidade Global”, o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) inaugura hoje a exposição “Madonna” e o Museu Nacional dos Coches (MNC) inaugura na sexta-feira, a sua museografia. (...)
Por vezes sentado sozinho na sala, apenas com o cão por companhia, pensava que, contrariamente ao que ele supunha, não eram precisas palavras para entendermos o essencial: que tudo é uma breve passagem e que não há outra eternidade senão a da solidão partilhada.
Ou no amor, ou na camaradagem das grandes batalhas, ou no silêncio de uma sala entre um leitor e um cão. Talvez estivéssemos a ficar parecidos e até nos imitássemos um ao outro.
O artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos Humanos é bem claro:
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
No mês passado, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançou um alerta para a liberdade de imprensa no mundo que nunca esteve tão ameaçada como agora.
No relatório divulgado pela RSF, a situação é considerada muito grave ou difícil em 72 dos 180 países, entre eles China, Rússia e Índia, bem como quase todas as nações do Médio Oriente, da Ásia central, América central e África do Norte.
Portugal surge em 18º lugar no Ranking da Liberdade de Imprensa 2017, registando-se uma subida de cinco posições face ao ano passado.
A data criada pela UNESCO foi celebrada pela primeira vez em 2012 para lembrar a importância do jazz e o seu papel diplomático de unir pessoas em todos os cantos do globo, como se lê na página oficial do Dia Internacional do Jazz.
Aqui fica Ella Fitzgerald, The First Lady of Song, a Rainha do Jazz, um nome incontornável da história da música do século XX e que teria completado 100 anos, no dia 25 de abril.
Presenças recorrentes neste blogue, Manuel Alegre e Adriano Correia de Oliveira voltam de mãos dadas para celebrar a liberdade.
Passados 50 anos da publicação de O Canto e as Armas, foi apresentada uma reedição comemorativa, com prefácio de Mário Cláudio, na Biblioteca Nacional de Portugal. Um livro que marcou uma geração e cada vez mais atual.
A mais recente das reedições e a capa original de O Canto e as Armas (fotografia do DN)
Hoje à tarde, Manuel Alegre e amigos vão dizer poemas de O Canto e as Armas, nos jardins de São Bento. Como não podemos assistir, trazemos As Mãos que já publicámos aqui. Um poema que simboliza a esperança pela Liberdade cantado por Adriano Correia de Oliveira. O cantor era amigo do poeta e companheiro das lutas estudantis em Coimbra. Podem também recordar Trova do vento que passa aqui.
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.
Iba por el camino crepitante: el sol se desgranaba como maíz ardiendo y era la tierra calurosa un infinito círculo con cielo arriba azul, deshabitado. Pasaron junto a mí las bicicletas,
uma fotografia de Cartier-Bresson,
los únicos insectos de aquel minuto seco del verano, sigilosas, veloces, transparentes: me parecieron sólo movimientos del aire. Obreros y muchachas a las fábricas iban entregando los ojos al verano, las cabezas al cielo, sentados en los élitros de las vertiginosas bicicletas que silbaban cruzando puentes, rosales, zarza y mediodía.
Pensé en la tarde cuando los muchachos
se laven,
canten, coman, levanten
una copa
de vino
en honor
del amor
y de la vida,
y a la puerta
esperando
la bicicleta
inmóvil
porque
sólo
de movimiento fue su alma
y allí caída
no es
insecto transparente
que recorre
el verano,
sino
esqueleto
frío
que sólo
recupera
un cuerpo errante
con la urgencia
y la luz,
es decir,
con
la
resurrección
de cada día.
uma canção de Yves Montand,
e uma cena do inesquecível E.T., o Extra-terrestre, de Spielberg.
Foi a 11 de abril de 1755 que nasceu James Parkinson, o médico inglês que descreveu a doença pela primeira vez em 1817. A comemoração deste dia é uma iniciativa da Associação Europeia da Doença de Parkinson (EPDA - European Parkinson's Disease Association).
A doença de Parkinson é uma doença neurológica degenerativa do sistema nervoso central, ainda sem cura, pautada pela destruição das células nervosas. O cérebro continua a dizer o que fazer, mas as pernas, os braços ou as mãos não obedecem. Tarefas tão simples como abotoar uma camisa ou os atacadores dos sapatos, transformam-se em batalhas diárias.
Esta doença ataca cerca de 20 mil portugueses, de ambos os sexos, com uma ligeira preponderância para o sexo masculino. Estima-se que no mundo existam 10 milhões de doentes de Parkinson.
Fonte: www.calendarr.com/portugal
Vale a pena ver a campanha que a BIAL lançou este ano, precisamente e hold your pity please, I'm much more than my disease.
No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen e desde 1967 este passou a ser o Dia Internacional do Livro Infantil, reforçando a importância da leitura e o papel fundamental dos livros para a infância.
Para assinalar o Dia Internacional do Livro Infantil 2017, a DGLAB convidou o ilustrador João Fazenda, vencedor do Prémio Nacional de Ilustração do ano passado, para ser o autor da imagem do cartaz português.
A mensagem do IBBY internacional, este ano é da responsabilidade da Rússia. O escritor Sergey Makhotin redigiu a habitual mensagem e o cartaz original é do ilustrador Mikhail Fedorov. Podem ler abaixo a mensagem traduzida para português:
VAMOS CRESCER COM O LIVRO!
Na minha primeira infância, gostava de construir casas com pequenas peças e toda a espécie de brinquedos. Usava muitas vezes um livro ilustrado a fazer de telhado. Nos meus sonhos, entrava na casa, deitava-me na cama feita com uma caixa de fósforos e olhava para cima, para as nuvens ou para as estrelas do céu. A escolha dependia da ilustração que preferia na altura. Por intuição, segui as regras de vida das crianças que procuram criar um ambiente seguro e confortável à sua volta. E o livro infantil ajudou-me muito a atingir este objetivo.
Depois cresci, aprendi a ler, e o livro, na minha imaginação, começou a assemelhar-se mais a uma borboleta, ou mesmo a um pássaro, do que ao telhado de uma casa. As páginas do livro pareciam asas que batiam. Era como se o livro, deitado no peitoril, quisesse sair pela janela aberta em direção ao desconhecido. Segurava-o com as mãos e começava a lê-lo, e o livro ia ficando cada vez mais calmo. Então eu próprio voava para outras terras e novos mundos, alargando o espaço da minha imaginação.
Que alegria ter na mão um novo livro! De início, nunca sabemos sobre o que é que ele fala. Resistimos à tentação de saltar para a última página. E como o livro cheira bem! É impossível distribuirmos o seu cheiro pelos vários elementos que o compõem: tinta, cola… não, é impossível. Existe um cheiro particular no livro, um cheiro único e excitante. As folhas encontram-se coladas, como se o livro não tivesse ainda acordado. E ele só acorda quando começamos a lê-lo.
Continuamos a crescer, e o mundo à nossa volta torna-se mais complicado. Enfrentamos questões a que nem os adultos sabem responder. No entanto, é importante partilhar dúvidas e segredos com alguém. E aí o livro volta a ajudar-nos. Muitos de nós terão um dia pensado: este livro fala sobre mim! E a personagem favorita parece ser igual a nós. Tem problemas semelhantes, e resolve-os com dignidade. E há outra personagem que não é igual a ti, mas tu gostarias de seguir o seu exemplo, de ser tão corajoso e desembaraçado quanto ela.
Quando há rapazes e raparigas que dizem “Não gosto de ler!”, isso faz-me rir. Não acredito neles. Comem gelados, jogam jogos e veem filmes interessantes. Dito de outro modo, gostam de se divertir! É que a leitura não serve apenas para desenvolver sentimentos e personalidades, ela é, acima de tudo, um prazer.
É sobretudo com essa missão que os autores de livros para a infância escrevem os seus livros.
Sergey Makhotin
(tradução de Mª Carlos Loureiro a partir da versão inglesa de Yana Shvedova)
Neste dia, trazemos uma figura incontornável no teatro português que nos é muito próxima: António Pedro.
Nasceu na cidade da Praia, em Cabo Verde, a 9 de Dezembro de 1909, numa família com raízes minhotas e irlandesas. Em 1955, num texto autobiográfico, podemos ler: Esta metade galaico-minhota e irlando-galesa do meu sangue fez-me gostar de gaitas de foles, de instrumentos de percussão e da conquista do impossível. Como meus tetravós celtas, se eu pudesse, atiraria setas ao sol. Minha família, no entanto, é de gente burguesa e bem-pensante.
Dois auto-retratos de António Pedro, 1940.
Passou por Seixas, La Guardia (Galiza), Viana do Castelo, Coimbra, Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo, Paris, Londres e Porto, tendo acabado os seus dias em Moledo.
A casa em Moledo
Uma vida curta, faleceu com apenas 56 anos, mas muito intensa e com um enorme impacto na cultura portuguesa. Cruzou as áreas da literatura, pintura, desenho, cerâmica, ensaio, política e jornalismo (na B.B.C, durante a segunda guerra mundial, a voz dos portugueses que recusavam o monstro nazi-fascista, segundo Luiz Francisco Rebello). A sua obra Apenas Uma Narrativa é considerada, por muitos estudiosos, o primeiro romance surrealista da literatura portuguesa. Nas palavras de Eduardo Lourenço, um milagre sem repetição e nas de Jorge de Sena, obra-prima do romance surrealista.
Antonio Pedro sonhou que um dia em São Lourenço da Montaria, uma rã pediu a Deus para ser grande como um boi. E que aliás foi, Deus é que rebentou, graças ao A. P. e ao Minho, onde ele se armou feiticeiro da imaginação, avejão lírico e, é claro, demagogo da visualidade dessa mesma circunstância indispensável aos génios.
Por essas e por outras, vigílias e sonhos, é que nós, os devotos do A. P. íamos aprendizar nas romarias em Moledo a nossa alegria rã. Porque nos anos 50, sem ele na confabulação e convertendo-nos sigilosamente no Pinhal de Camarido, nem Portugal existia. Daí porque a fabulosa e bem humorada lamentação, de surrealismo minhoto, malicioso, se fazia necessária e nos aliciava para romeiros. Parávamos de coaxar, uns em Lisboa, outros no Porto e até alguns que chegavam de Paris para atracar no vasto Antonio Pedro. Ali se ia dar pulos, sonhar e ser rã.
No final da época de 50, Alexandre Babo e Eugénio de Andrade conseguem que aceite o papel de director artístico do recém-criado Círculo de Cultura Teatral - Teatro Experimental do Porto (TEP). O encenador revolucionário, como ficou conhecido, marcou pela diferença, abrindo novos caminhos para o teatro português.
António Pedro e a atriz brasileira Maria della Costa, em Moledo, na década de 1950.
Referindo-se à vida em Moledo, Fernando Lemos escreveu sobre o amigo Gigante - metafórica e literalmente (António Pedro media 2 metros o que lhe valeu ser dispensado do serviço militar):
Ali o Gigante foi-se aninhando num exílio demorado. O homem das sete léguas, avejão lírico que não cabia dentro de si nem na medida dos outros, ali foi engendrando a sua base e o seu ponto final. Andou no Brasil como pintor, na África como jornalista, pelas várias Europas como intelectual, sempre insatisfeito, curtindo a mágoa de ser Gigante.