24/04/2012

NOVIDADE

Último livro de José Luís Peixoto. Primeiro livro infantil, com excelentes ilustrações de Daniel Silvestre da Silva. Apenas um pequeno excerto para abrir o apetite:


Juntos, trocavam tardes de domingo, descanso, beijinhos e coisas mornas de mãe e filho.
Enchiam a barriga de brincadeiragem. 
Ele fazia corridas com a mãe, 
...brincava às escondidas com ela e a um jogo secreto que se chamava «Não tens nada a ver com isso».

QUERO SABER




Em Maio, a QUERO SABER é mesmo venenosa... Procura os outros artigos. Já está na BE.

FECHO ÉCLAIR



Gideon Sundback, engenheiro inventor do fecho éclair, nasceu na Suécia a 24 de Abril de 1880 e morreu em 1954, nos EUA.


Esta efeméride fez-nos lembrar o poema de António Gedeão:


Filipe II
tinha um colar de oiro
tinha um colar de oiro
com pedras rubis.
Cingia a cintura
com cinto de coiro,
com fivela de oiro,
olho de perdiz

Comia num prato
de prata lavrada
girafa trufada,
rissóis de serpente.
O copo era um gomo
que em flor desabrocha,
de cristal de rocha
do mais transparente.

23/04/2012

DIA MUNDIAL DO LIVRO

                                                  ( http://osilenciodoslivros.blogspot.pt/)

O rapazinho não está com medo do monstro com quatro cabeças e um livro à frente de cada uma delas.
O menino tem pena de não ter tantas cabeças para poder ler mais.
Como só temos uma cabeça, vamos utilizá-la bem, Vamos homenagear esta data e torná-la real todos os dias.

VAMOS LER!

(Um irritante problema técnico só nos permitiu publicar esta mensagem agora.)

18/04/2012

LIVROS



Com os livros tudo se pode fazer. Vejam este gigantesco dominó publicado pela RBE.

13/04/2012

CONTORNOS DA PALAVRA

  
Actividades na Escola:
Dia 16  
      10.00 – apresentação do livro Angola o horizonte perdido, António Coimbra
           14.00História breve da lua, António Gedeão, pelo Teatro Caracol de Corrida
     Dia 17
            11.00 – apresentação do livro Hoje lembrei-me que te amo, Miguel Novo
     Dia 18
           9.00workshop escrita criativa, por David Machado
           14.00 – apresentação do livro Hugo e eu e as mangas de Marte, Richard Zimler
     Dia 19
           14.00 – representação da peça Era uma vez, uma vez, por Eva Fernandes e Jorge  Alonso

10/04/2012

MAIS NOVIDADES...



Já podes requisitar estas novidades. Esperamos poder publicar a tua opinião, aqui no blogue.

05/04/2012

PÁSCOA






António Manuel Couto Viana viu assim a Páscoa:






É tempo de Páscoa no Minho florido.
Já se ouvem os trinos dos sinos festeiro
Na igreja vestida de branco vestido,
Entre o verde manso dos altos pinheiros.

Caminhos de aldeia, que o funcho recobre
Esperam, cheirosos, que passe o compasso
À casa do rico, cabana do pobre...
Já voam foguetes e pombas no espaço.

Lá vêm dois meninos, com opas vermelhas,
Tocando a sineta. Logo atrás, o abade
Já trôpego e lento. (As pernas são velhas
Mas no seu sorriso tudo é mocidade.)
                    
Com que unção o moço sacristão, nos braços
Traz a cruz de prata que Jesus cativa,
Para ser beijada! Enfeitam-na laços
De fitas de seda e uma rosa viva.

Um outro, ajoujado ao peso das prendas
 (Não há quem não tenha seu pouco pra dar...)
 Traz, num largo cesto de nevadas rendas,
  Os ovos, o açúcar e os pães do folar.

 Mais um outro, ainda, de hissope e caldeira
Cheia de água benta, abre um guarda-sol.
 Seguem-nos, e alegram céus e terra inteira,
 Estrondos de bombos e gaitas de fol.

  Haverá visita mais honrosa e bela?
  Famílias ajoelham. A cruz é beijada.
  (Pratos de arroz-doce, com flores de canela,
  Aguardam gulosos na mesa enfeitada.)

  Santa Aleluia! Oh, festa maior!
  Haverá mais bela e honrosa visita?
  É tempo de Páscoa. O Minho está em flor.
  Em cada alma pura Jesus ressuscita!

04/04/2012

Ler o ... verde



Verde que te quero verde.
Verde vento. Verdes ramas.
O barco vai sobre o mar
e o cavalo na montanha.
Com a sombra pela cintura
ela sonha na varanda,
verde carne, tranças verdes,
com olhos de fria prata.
Verde que te quero verde.
Por sob a lua gitana,
as coisas estão mirando-a
e ela não pode mirá-las.

(...)

Sabes quem é o autor deste poema? Descobre e envia-nos a resposta...
Que significado tem para ti a cor verde? Aqui ficam algumas sugestões de trabalho...

02/04/2012

Dia internacional do livro infantil

 Todos os anos a IBBY convida um escritor para escrever a mensagem e este ano foi escolhido o mexicano Francisco Hinoja.
O cartaz nacional é de autoria de Yara Kono.

Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro


Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: "Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…"

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.

Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.

E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.


Francisco Hinojosa
(trad. Maria Carlos Loureiro)