Terminamos a viagem pela música no cinema português com uma relíquia de 1942 - Aniki Bóbó, de Manoel de Oliveira. A música tem um papel fundamental neste filme. Sempre que surge a lengalenga cantilena é o momento da união, quando os meninos brincam em liberdade na zona ribeirinha do Porto e Gaia. Quando é tempo de escola, a música é outra...
Bem vindo ao Blogue da Biblioteca Escolar do Agrupamento Monte de Ola. Aqui poderás encontrar notícias sobre a atividade da nossa Biblioteca. Poderás, também, enviar sugestões, notícias ou comentários. Este espaço foi aberto para ti. Colabora, participando nele.
07/10/2016
06/10/2016
Retomamos a música e o cinema português. Hoje, Bernardo Sassetti - pianista, compositor e fotógrafo. Deixou-nos uma das mais belas bandas sonoras do cinema português: a do fime Alice, de Marco Martins.
05/10/2016
Personalidade +
Cândido dos Reis
Hoje fazemos uma pausa na celebração da música e do cinema. Voltamos a ter o feriado de 5 de outubro - Implantação da República - e resolvemos recordar um episódio que ocorreu há alguns anos, em Viana. Conhecem a rua Passeio das Mordomas da Romaria? Pois é, para a maioria, continua a ser Cândido dos Reis. Essa mesmo, fronteira à Câmara Municipal. Foi rebatizada em 2008, mas dois anos depois voltou a acordar com o nome que a acompanhava desde 10 de outubro de 1910 - uma homenagem ao vice-almirante Cândido dos Reis, a quem caberia comandar a marinha na revolução. Só que nada correu como previsto. Não por culpa de Cândido dos Reis. À hora marcada estava pronto para embarcar, como se pode ler aqui. Triste história até porque o vice-almirante se suicidou a 4 de Outubro, convencido de que tudo falhara. Nunca soube do papel decisivo da marinha na queda da monarquia constitucional.
Uma trabalheira para a equipa dos Serviços Municipalizados que passou toda a manhã do dia 6 a limpar a lápide toponímica.
04/10/2016
Como pianista residente da Cinemateca Portuguesa, Filipe Barroso tem feito o acompanhamento de filmes mudos desde o início de 2015. Quem tiver oportunidade de ir à 1ª edição do festival Guimarães Cinema Som, entre 7 e 15 de outubro, não deve perder a sessão de tributo a Buster Keaton. Caberá a Filipe Barroso juntar o seu piano ao delicioso Mudam-se os Tempos. Podem consultar o programa aqui.
E para aguçar o apetite...03/10/2016
Vamos recordar e homenagear Carlos Paredes e Paulo Rocha, duas figuras incontornáveis na cultura portuguesa. Graças ao seu trabalho conjunto em Os Verdes Anos (1963), filme que marca o início do Cinema Novo português, e Mudar de Vida (1966), temos dois belíssimos exemplos dessa relação estreita e feliz entre cinema e música a que ontem nos referimos. Vale a pena rever estes dois magníficos filmes, retratos sociais perturbantes e intemporais deste país.
02/10/2016
A música veio para ficar neste início de outubro, mas não vem só. Todos conhecemos exemplos de filmes cuja banda sonora nos marcou, ou que recordamos quando ouvimos determinada música. A relação entre a primeira e a sétima arte tem sido tão estreita e feliz que optámos por celebrá-la.
Resolvemos, também, destacar bandas e intérpretes portugueses. Nada melhor para começar do que o tema Rosa, interpretado por Rosa Passos, do belíssimo álbum Cinema, de Rodrigo Leão. A revista americana Billboard, conhecida como a bíblia da música, considerou Cinema um dos melhores discos de 2004.
01/10/2016
Dia da Música
A BE aliou-se a Educação Musical na comemoração do Dia da Música. Estão todos convidados a visitar a exposição que acolhemos e descobrir novos sons. Aqui, no Ola Biblioteca!, a semana será só dedicada à música. Ela merece.
Um dos grandes divulgadores da música clássica foi Chuck Jones, criador de Looney Tunes. Para este génio da animação, a música clássica e os desenhos animados formavam o casamento perfeito.
Divirtam-se com Bugs Bunny ao piano, interpretando a Rapsódia Húngara n.º 2, de Franz Liszt.
Prontos para um desafio? Conseguem identificar os anúncios publicitários onde podemos ouvir:
- o célebre finale da abertura da ópera Guillherme Tell, de Rossini;
- Gassenhauer, de Carl Orff;
- Inverno, das Quatro Estações, de Vivaldi:
- Dança das Horas, de Amilcare Ponchielli.
As respostas deverão ser enviadas para o endereço biblioteca.ola@gmail.com, até ao dia 7 de outubro. O prémio? Algo sonoro e saboroso. Participem.
30/09/2016
Para terminar esta despedida, um filme e uma pintura.
A pintura
September (2005)
Comecemos pelo filme, Sonata de Outono, de Ingmar Bergman. Após anos de separação, mãe e filha voltam a encontrar-se. A mãe é uma pianista mundialmente famosa, sensível e brilhante nas composições de Chopin ou Beethoven, mas incapaz de compreender a própria filha. Interpretações sublimes de Ingrid Bergman e Liv Ullmann e a excelente fotografia em tons de outono de Sven Nykvist.
A pintura
September (2005)
Gerhard Richter, um dos mais conceituados (e mais caros) artistas da atualidade, famoso pelas paisagens de nuvens, imortalizou com a sua arte a destruição das Torres Gémeas, em Nova Iorque, em 2001. Quando o horror se transforma em beleza.
29/09/2016
Continuamos a dizer adeus a setembro. Desta vez com uma canção. September Song, música de Kurt Weill e letra de Maxwell Anderson. Composta para o musical da Broadway Knickerbocker Holiday, em 1938, por ela têm passado vozes como as de Billie Holiday, Ella Fitgerald, Willie Nelson, Bryan Ferry e tantos outros. Até Anjelica Huston se deixou tentar pela canção que tornou famoso o seu avô, Walter Huston. Não há tempo para o jogo de esperar. Esta é a ideia central desta canção imortal. Podem ouvir aqui a versão de Frank Sinatra, no programa Se as Canções Falassem, de Miguel Esteves Cardoso, na Antena 1. E a de Lou Reed, já agora.
28/09/2016
Setembro está a terminar. Vamos fazer uma despedida diferente nestes três últimos dias.
Comecemos por um poema de Eugénio de Andrade, o poeta apaixonado por gatos, livros e música, seus eternos companheiros. Era, aliás, um conhecedor profundo dos grandes compositores clássicos e utilizava frequentemente a palavra “música” como sinónimo de “poesia”.
Quantas vezes ouvi eu já o Opus 111 ou a Viagem de Inverno? Centenas, certamente. Oiço Beethoven, Mozart e Schubert desde miúdo (...); quando chego a casa, farto de encontrões nos autocarros e do cheiro a podre da cidade, não sei de nada que mais me reconcilie com o mundo do que voltar a essa música.
Não sei
como vieste,
mas deve
haver um caminho
para
regressar da morte.
Estás
sentada no jardim,
as mãos no
regaço cheias de doçura,
os olhos
pousados nas últimas rosas
dos grandes
e calmos dias de setembro.
Que música
escutas tão atentamente
que não dás
por mim?
Que bosque,
ou rio, ou mar?
Ou é dentro
de ti
que tudo
canta ainda?
Queria
falar contigo,
Dizer-te
apenas que estou aqui,
mas tenho
medo,
medo que
toda a música cesse
e tu não
possas mais olhar as rosas.
Medo de
quebrar o fio
com que
teces os dias sem memória.
Com que
palavras
ou beijos
ou lágrimas
se acordam
os mortos sem os ferir,
sem os
trazer a esta espuma negra
onde corpos
e corpos se repetem,
parcimoniosamente,
no meio de sombras?
Deixa-te
estar assim,
ó cheia de
doçura,
sentada,
olhando as rosas,
e tão
alheia
que nem dás
por mim.
Eugénio de Andrade, Antologia Poética
Subscrever:
Mensagens (Atom)





