12/10/2016

O dueto do momento


Muito melhor do que o segundo debate, esta brincadeira do site holandês Lucky TV. Um novo dueto, Hillary Clinton e Donald Trump, interpreta (I've Had) The Time of My Life?, tema do filme Dirty Dancing, de 1987.

11/10/2016

Cabines de Leitura

No seguimento da mensagem de ontem, vamos conhecer outro tipo de mini-biblioteca, também muito original – a cabine de leitura. Os objetivos são os mesmos: promover o gosto pela leitura e estreitar os laços comunitários. A ideia surgiu em Westbury sub-Mendip, uma pequena aldeia com 800 habitantes, no sudoeste de Inglaterra. De um dia para o outro, uma das icónicas cabines telefónicas britânicas aparece transformada em mini-biblioteca comunitária. O projeto ganhou asas e viajou para lugares como Londres, Nova Iorque e também Portugal – uma delas aqui bem perto. Ora vejam:

A primeira, em Westbury sub-Mendip


Nova Iorque, pela mão do arquiteto John Locke
Barcelinhos, graças à Fundação PT

10/10/2016

Little Free Library

Pequenas bibliotecas
https://littlefreelibrary.org
Todd Bol resolveu homenagear a memória da mãe, professora, celebrando o seu amor pelos livros. Construiu uma miniatura de uma escola para albergar alguns livros e colocou-a no terreno em frente a casa. Quem quisesse, podia levar leitura para casa. Assim nasceu a primeira Little Free Library, em Hudson, no estado de Wisconsin, em 2009. O conceito é parecido ao do Bookcrossing, "leve um livro, deixe um livro". Com a colaboração de vários amigos, são já duas mil, espalhadas por dezassete países, entre os quais Portugal. 
Bela ideia para promover o gosto pela leitura.

A primeira Little Free Library
A mensagem
Jardim das Conchas, Lisboa



09/10/2016

Origem da Palavra

A alma deste blogue, a quem devemos 6 anos de mensagens interessantíssimas sobre os mais variados temas, continua a trabalhar nos bastidores. Aqui está mais uma das suas pesquisas sobre a origem das palavras. Bem hajas, Isabel. 

 

Lobby

Nas suas visitas a Washington D. C., Ulysses S. Grant ficava hospedado no Hotel Williard da cadeia Intercontinental. Enquanto fumava o seu charuto e apreciava o seu brandy, no lobby do hotel, era frequentemente abordado por pessoas que lhe faziam pedidos, o que deu origem aos termos lobby, lobbying e lobbyst.
Lobby do Hotel Williard Washington D. C.


Ulysses S. Grant (1822-1885) 18º Presidente dos EUA (1869/77)

   

08/10/2016

aLer+


Ler = vida + longa e com + qualidade

Artigo retirado do blogue A Origem das Espécies, de Francisco José Viegas. Passem por lá, vale a pena.

Meia hora por dia. Qual ginásio, qual carapuça.

por FJV, em 23.08.16

O estudo foi publicado na revista Science Direct e tem graça; garante que, independentemente de sexo, raça, educação ou classe social, há um contributo decisivo da leitura para viver mais e melhor. “Pessoas que leem têm uma vantagem significativa, em termos de longevidade, sobre aquelas que não leem”, diz um dos autores, Becca R. Levy, professora de epidemiologia na Universidade de Yale. Os cientistas acompanharam 4 mil voluntários com 50 anos e estabeleceram que três horas e meia de leitura de livros (jornais, lamento, não servem) garantem uma vida mais longa. Comparando com aqueles que não leem livros, os que dedicam pelo menos meia hora diária a folhear um livro têm menos 17% de hipóteses de morrer nos 12 anos seguintes (a percentagem sobe proporcionalmente até aos 23%). Além de a leitura e a esperança de vida estarem estreitamente ligadas, há outros dados interessantes: as mulheres são mais saudáveis porque leem mais romances, desenvolvendo certas competências cognitivas, além do “desejo de viver mais”. Não sei de que é que estão à espera. Meia hora por dia. Qual ginásio, qual carapuça.




Três fotografias do clássico da fotografia On Reading, de André Kertész. Este famoso fotógrafo húngaro reuniu, em livro,  as imagens que recolheu de pessoas profundamente concentradas na leitura, nos mais variados locais, entre 1920 e 1970.


07/10/2016

Terminamos a viagem pela música no cinema português com uma relíquia de 1942 - Aniki Bóbó, de Manoel de Oliveira. A música tem um papel fundamental neste filme. Sempre que surge a lengalenga cantilena é o momento da união, quando os meninos brincam em liberdade na zona ribeirinha do Porto e Gaia. Quando é tempo de escola, a música é outra... 

06/10/2016

Retomamos a música e o cinema português. Hoje, Bernardo Sassetti - pianista, compositor e fotógrafo. Deixou-nos uma das mais belas bandas sonoras do cinema português: a do fime Alice, de Marco Martins.

05/10/2016

Personalidade +


Cândido dos Reis

Hoje fazemos uma pausa na celebração da música e do cinema. Voltamos a ter o feriado de 5 de outubro - Implantação da República - e resolvemos recordar um episódio que ocorreu há alguns anos, em Viana. Conhecem a rua Passeio das Mordomas da Romaria? Pois é, para a maioria, continua a ser Cândido dos Reis. Essa mesmo, fronteira à Câmara Municipal. Foi rebatizada em 2008, mas dois anos depois voltou a acordar com o nome que a acompanhava desde 10 de outubro de 1910 - uma homenagem ao vice-almirante Cândido dos Reis, a quem caberia comandar a marinha na revolução. Só que nada correu como previsto. Não por culpa de Cândido dos Reis. À hora marcada estava pronto para embarcar, como se pode ler aqui. Triste história até porque o vice-almirante se suicidou a 4 de Outubro, convencido de que tudo falhara. Nunca soube do papel decisivo da marinha na queda da monarquia constitucional.


Uma trabalheira para a equipa dos Serviços Municipalizados que passou toda a manhã do dia 6 a limpar a lápide toponímica.


04/10/2016

Como pianista residente da Cinemateca Portuguesa, Filipe Barroso tem feito o acompanhamento de filmes mudos desde o início de 2015. Quem tiver oportunidade de ir à 1ª edição do festival  Guimarães Cinema Som, entre 7 e 15 de outubro, não deve perder a sessão de tributo a Buster Keaton. Caberá a Filipe Barroso juntar o seu piano ao delicioso Mudam-se os Tempos. Podem consultar o programa aqui.
E para aguçar o apetite...

03/10/2016

Vamos recordar e homenagear Carlos Paredes e Paulo Rocha, duas figuras incontornáveis na cultura portuguesa. Graças ao seu trabalho conjunto em Os Verdes Anos (1963), filme que marca o início do Cinema Novo português, e Mudar de Vida (1966), temos dois belíssimos exemplos dessa relação estreita e feliz entre cinema e música a que ontem nos referimos. Vale a pena rever estes dois magníficos filmes, retratos sociais perturbantes e intemporais deste país.