Bem vindo ao Blogue da Biblioteca Escolar do Agrupamento Monte de Ola. Aqui poderás encontrar notícias sobre a atividade da nossa Biblioteca. Poderás, também, enviar sugestões, notícias ou comentários. Este espaço foi aberto para ti. Colabora, participando nele.
13/01/2017
LI HONGBO
Segundo um ditado chinês, a vida é frágil como o papel. Verdade. No entanto, não é essa ideia que temos quando vemos as esculturas flexíveis de Li Hongbo. Apenas papel (muito) e cola. Nada mais.
12/01/2017
IN MEMORIAM
11/01/2017
UMA GRANDE SENHORA
Meryl Streep protagonizou o momento mais alto da cerimónia dos Globos de Ouro. A actriz, distinguida com o Prémio Carreira Cecil B. de Mille, criticou duramente Donald Trump, sem nunca ter mencionado o seu nome.
(legendas em português do Brasil)
10/01/2017
TEATRO SEM FIOS
A Antena 2, felizmente, ainda transmite teatro radiofónico. Hoje, pelas 19 horas, no programa Teatro sem Fios, a companhia Artistas Unidos apresenta O Avejão (1929), a derradeira obra teatral de Raúl Brandão, publicada na "Seara Nova".
09/01/2017
FUNERAL BLUES
Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.
Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message 'He is Dead'.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.
He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.
The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.
Parem já os relógios, corte-se o telefone,
dê-se um bom osso ao cão para que ele não rosne,
emudeçam pianos, com rufos abafados
transportem o caixão, venham enlutados.
Descrevam aviões em círculos no céu
a garatuja de um lamento: Ele Morreu.
no alvo colo das pombas ponham crepes de viúvas,
polícias-sinaleiros tinjam de preto as luvas.
Era-me Norte e Sul, Leste e Oeste, o emprego
dos dias da semana, Domingo de sossego,
meio-dia, meia-noite, era-me voz, canção;
julguei o amor pra sempre: mas não tinha razão.
Não quero agora estrelas: vão todos lá para fora;
enevoe-se a lua e vá-se o sol agora;
esvaziem-se os mares e varra-se a floresta.
Nada mais vale a pena agora do que resta.
(tradução de Vasco Graça Moura)
08/01/2017
IN MEMORIAM
![]() |
| Mário Soares (1924-2017) Mário Soares o Lutador, Maria João Avillez, OBSERVADOR Maria João Avillez lembra as lutas, as vitórias, as derrotas, os apetites, os gostos, os gozos, as amizades e as confidências de um homem que reconciliou, juntou e reuniu Portugal. |
07/01/2017
JANEIRO
06/01/2017
DANIIL TRIFONOV
O pianista Daniil Trifonov tem apenas 25 anos e já foi distinguido com os primeiros prémios dos Concursos Rubinstein de Telavive e Tchaikovsky de Moscovo. Só um génio consegue fazer com que uma das mais difíceis peças para piano - La Campanella, o terceiro dos Grandes Estudos de Paganini, de Franz Litz – nos chegue (e emocione) assim:
Um pianista para o resto das nossas vidas, segundo Norman Lebrecht, um dos mais conceituados críticos musicais.
05/01/2017
NOVIDADES
Nada melhor para começar o ano do que uma boa leitura.
Sintoniza-te com o ritmo da Academia mais badalada do momento. As bandas vencedoras estão a caminho da Mansão do Rock War. Serão seis semanas de música e festa sem parar, no caminho agi- tado para o estrelato. Mas a vida de uma estrela de rock não é a animação que se pensa… Conseguirão as bandas ter a força necessária para sobreviver aos bastidores do mundo do espetáculo?
E muitos mais livros à vossa espera, acabados de chegar
04/01/2017
HAVEMOS DE IR A VIANA
Havemos de ir a Viana é um poema de Pedro Homem de Mello sobejamente conhecido, principalmente na voz de Amália Rodrigues.
Ontem, no blogue da revista LER (todos os dias há um poema novo) encontramos um outro Havemos ir a Viana, de Filipa Leal.
Havemos de ir a Viana, dizias, e eu perguntava-te porquê Viana, e tu não respondias, não poderias responder porque não estavas ali comigo, naquele lugar que tinha o desconsolo de não ser Viana, e eu com as tuas flores na mão e o cartão onde tinhas escrito apenas isso, Havemos de ir a Viana, e eu a segurá-lo como se segurasse o bilhete para a viagem e a perguntar-me porquê Viana, eu que na verdade não segurava o teu cartão, não segurava nada e era esse o meu problema, eu insegurava, eu insegurava tudo e imaginava-te a sorrir com os meus jogos de palavras, tão parvos como a nossa separação, e perguntava-me porquê Viana, e lembrava-me vagamente dessa expressão, talvez num poema, talvez numa canção, e ia para a internet escrever a tua frase e depois esquecia-me de entender o que tinha aquilo a ver connosco, perguntava-me porquê Viana e na minha imaginação tu respondias que Viana era o lugar seguinte, respondias é isso que importa, que seja o lugar seguinte, e eu que tinha a mania de interpretar tudo, de exagerar tudo, de confundir tudo, e desta vez não poderias ser tu a esclarecer esse terrível mistério, e na minha imaginação tu passavas a mão no meu cabelo e explicavas-me que o que importava não era bem Viana, que o que importava era o verbo, a forma verbal, que era nesse havemos de ir que tudo existia agora sem mim, e eu a descobrir tudo, eu que não conhecia Viana mas que te conhecia, e talvez nunca te tivesse conhecido realmente sem ter ido contigo a Viana, mas como é que eu fiz isto, como é que nos separámos antes de termos ido a Viana, eu a entrar em pânico e a querer ir contigo a Viana ou a qualquer lugar seguinte, eu que estava no Porto sem ti, que até não ter ido a Viana era algo que tinha feito sem ti, eu que em Viana talvez estivesse contigo, e Viana era como se fosse futuro, e então em vez disso tu poderias ter dito Havemos de ir ao futuro, e eu cheia de pressa, cheia de pressa de te dizer
sim, havemos de lá ir.
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