24/03/2017

DIA DO ESTUDANTE

O Dia Nacional do Estudante é celebrado hoje, 55 anos depois da crise académica de 62. Um dia de luta e de homenagem, celebrado pelo movimento estudantil nacional, recordando as dificuldades que os estudantes enfrentaram nas décadas de 60.  



23/03/2017

AULA DE MÚSICA

Uma pequena animação com legendagem em português do Brasil sobre as Quatro Estações de Vivaldi. Parece que só mesmo aqui existem agora 4 estações.

22/03/2017

DIA MUNDIAL DA ÁGUA




São as águas de março
fechando o verão
É a promessa de vida
no teu coração

Cá marcam o início da primavera, no Brasil, o fim do verão. Renovação e vida, em qualquer lugar.
Águas de Março, é uma das canções mais famosas de Tom Jobim.
Com Elis Regina:


 A versão em inglês, Waters of March, por Stacey Kent e Suzanne Vega:


E em francês, Les eaux de Mars, por Georges Moustaki: 


21/03/2017

SOPHIA, "PARA QUEM AS ÁRVORES ERAM POESIA"



INSCRIÇÃO

Quando eu morrer voltarei para buscar
os instantes que não vivi junto do mar

Sophia de Mello Breyner Andresen


Às vezes, quando a casa estava adormecida, à noite, ela dançava pela sala fora, tal como escreveu («bailarina fui mas nunca bailei») (…)
Naquela casa, aprendemos cedo duas coisas sobre a poesia. A primeira, era que os poetas eram todos uns personagens extraordinários, que apareciam a horas imprevistas e diziam coisas surpreendentes. (…)
A segunda coisa sobre poesia que aprendemos é que a poesia é para ser dita e para ser escutada: é oral, não cabe nos livros.
 

Miguel Sousa Tavares, Não te deixarei morrer, David Crockett

Podem continuar a ler aqui.

20/03/2017

JÁ CHEGOU

De mansinho e a prometer algum frio, chegou a primavera às 10h29, sempre de mãos dadas com a poesia, a música e a pintura.

ENTRE MARÇO E ABRIL

Que cheiro doce e fresco,              
Primavera em Giverny
Claude Monet (1840 -1926),


Por entre a chuva,
Me traz o sol,
Me traz o rosto,
Entre Março e Abril,
O resto que foi meu,
O único
Que foi afago e festa e primavera?

Oh cheiro puro e som de terra!
Não das mimosas,
Que já tinham florido
No meio dos pinheiros;

Não dos lilases,
Pois era cedo ainda para mostrarem
O coração às rosas ;
Mas das tímidas, dóceis flores
De cor difícil,
Entre limão e vinho,
Entre marfim e mel,
Abertas no canteiro, junto ao tanque.

Frésias,
Ó pura memória
De ter cantado –
Pálidas, flagrantes,
Entre chuva e sol
E chuva
- que mãos vos colhem,
Agora que estão mortas
As mãos que foram minhas ?"

Com o sopro da manhã e o aroma
das frésias eu sonhava longamente

Eugénio de Andrade

A Sonata Primavera (Op. 24) em Fá Maior é a quinta das sonatas para violino de Beethoven. Foi editada em 1801 e dedicada ao mecenas Conde Moritz von Fries.
Aqui por  Maria João Pires e Augustin Dumay:

FECHO ÉCLAIR

Gideon Sundbäck
A 20 de março de 1917, o engenheiro Gideon Sundbäck recebeu a patente nr.º 1.219.881 pela invenção do fecho éclair. Sundbäck nasceu na Suécia em 1880, estudou na Alemanha e emigrou para os Estados Unidos da América, onde é considerado um dos mais importantes inventores do país. O engenheiro desenvolveu a ideia do sistema de fecho de Whitccomb L. Judson, substituindo ganchos e argolas por dentes metálicos entrelaçados uns nos outros, criando assim o fecho de correr ou fecho éclair.


O nome fecho éclair teve origem no francês “fermeture Éclair”, da sociedade Éclair Prestil SN que detém o registo da marca desde a sua fundação, em 1946. 

E o Fecho Éclair, de António Gedeão? É sobre o rei espanhol Filipe II. Tinha tudo... menos um fecho éclair.


Poema do Fecho éclair

Filipe II tinha um colar de oiro 
tinha um colar de oiro com pedras
rubis. 
Cingia a cintura com cinto de coiro, 
com fivela de oiro, 
olho de perdiz. 
Comia num prato 
de prata lavrada 
girafa trufada, 
rissóis de serpente. 
O copo era um gomo 
que em flor desabrocha, 
de cristal de rocha 
do mais transparente. 

Andava nas salas 
forradas de Arrás, 
com panos por cima, 
pela frente e por trás. 
Tapetes flamengos, 
combates de galos, 
alões e podengos, 
falcões e cavalos. 

Dormia na cama 
de prata maciça 
com dossel de lhama 
de franja roliça. 
Na mesa do canto 
vermelho damasco 
a tíbia de um santo 
guardada num frasco. 

Foi dono da terra, 
foi senhor do mundo, 
nada lhe faltava, 
Filipe Segundo. 

Tinha oiro e prata, 
pedras nunca vistas, 
safira, topázios, 
rubis, ametistas. 

Tinha tudo, tudo 
sem peso nem conta, 
bragas de veludo, 
peliças de lontra. 

Um homem tão grande 
tem tudo o que quer. 

O que ele não tinha 
era um fecho éclair. 

António Gedeão


19/03/2017

PAI

O diálogo entre um jovem sedento de liberdade e de desejo de independência e o  pai que o aconselha, com a sua experiência de vida. 

Father and Son

It's not time to make a change
Just relax, take it easy
You're still young, that's your fault
There's so much you have to know
Find a girl, settle down
If you want you can marry
Look at me, I am old, but I'm happy

I was once like you are now, and I know that it's not easy
To be calm when you've found something going on
But take your time, think a lot
Why, think of everything you've got
For you will still be here tomorrow
But your dreams may not

How can I try to explain
Cause when I do he turns away again
It's always been the same, same old story
From the moment I could talk I was ordered to listen
Now there's a way and I know that I have to go away
I know I have to go

It's not time to make a change
Just sit down, take it slowly
You're still young, that's your fault
There's so much you have to go through
Find a girl, settle down
If you want, you can marry
Look at me, I am old, but I'm happy

All the times that I cried
Keeping all the things I knew inside
It's hard, but it's harder to ignore it
If they were right, I'd agree
But it's them they know not me
Now there's a way and I know that I have to go away
I know I have to go

 Cat Stevens, agora Yusuf Islam

18/03/2017

IN MEMORIAM

Chuck Berry

1926-2017

Um dos pioneiros do rock 'n' roll, admirado pelos Beatles e Rolling Stones, morreu hoje, aos 90 anos.

E POR CÁ...

   Mais uma mensagem. Mais um telefonema. A visão de pais agarrados aos telemóveis na hora de ir buscar os filhos depois das aulas é cada vez mais comum nos portões das escolas. A fim de combater o problema da falta de interação entre pais e filhos, a escola primária St. Joseph’s RC Primary School, em Middlesbrough, no Reino Unido, alargou a proibição do uso do telemóvel aos pais, incentivando-os a desviar os olhos do ecrã e olhar mais pelos mais novos.
   Nas três portas da instiuição um sinal apela: “Venha buscar o seu filho com um sorriso e não com o telemóvel”. 
in  O Jornal Económico
Podem continuar a ler aqui

17/03/2017

PERSONALIDADE+

 

Nat "King" Cole celebraria 100 anos hoje. Extraordinário pianista, dono de um requintado swing e percursor, no jazz, do trio piano, contrabaixo e guitarra, seria como cantor que ficaria mundialmente famoso. Nada melhor que as palavras do especialista José Duarte para caracterizar Nat "King" Cole.
   O que há de mais interessante para se dizer sobre ele é que morreu apreciado como um grande cantor. Mas é preciso também referir que, além disso, era um extraordinário pianista. Esta é uma faceta menos conhecida do público em geral, mas é a mais importante", afirma José Duarte.

   "Por isso mesmo é que no meu programa de rádio, 'A menina dança', passo muitas coisas do Nat 'King' Cole. Toco músicas dele a cantar em Inglês e em Castelhano e os temas que interpretou como pianista com o seu trio", acrescenta o professor auxiliar convidado para disciplina de opção livre Jazz na Universidade de Aveiro.
   "Enquanto cantor, ele tinha, sem dúvida, um estilo tão definido que nunca ninguém o conseguiu imitar. Abre a boca nas gravações e toda a gente sabe que é ele que está a cantar. Mas, no que respeita a estilos únicos, não está sozinho. Também Charlie Parker, como instrumentista (era pianista e saxofonista), foi inimitável".
   E, depois, há a voz. "A própria maneira que ele tinha de cantar solidificou um estilo. E foi esse estilo que o celebrizou. Mesmo a cantar em Castelhano, com aquela pronúncia, era fabuloso. Tinha um 'swing' e uma fraseologia muito peculiares, impossíveis de copiar", sublinha o especialista.(...)

   Por isso, justifica, "é que ressalto a vertente de instrumentista de Nat 'King' Cole. O seu talento está plasmado em peças que são obras-primas, em que se faz acompanhar de outros intérpretes famosos de jazz. Para mim, essas gravações em trio são das melhores de toda a sua discografia. Era um músico muito evoluído para a época".

in JN