18/04/2017

SALAZAR E HARRY POTTER


Salazar Slytherin
O período que J. K. Rowling passou a dar aulas de inglês no Porto, entre 1991 e 1992, foi de curta duração, mas marcou para sempre a literatura mundial ao servir de inspiração para a saga Harry Potter. Da arquitectura neogótica da livraria Lello ao traje académico portuense, são diversas as camadas de influência lusa na saga sobre o feiticeiro mais famoso do mundo. Desta vez, J. K. Rowling confirmou no Twitter uma teoria que há muito vinha sendo discutida entre os fãs – a de que o nome de Salazar Slytherin, um dos quatro fundadores da Escola de Magia e Feitiçaria de Hogwarts, havia sido inspirado no nome de António de Oliveira Salazar. “De facto, fui buscar o nome [de Slytherin] ao ditador português”, respondeu a escritora, quando questionada por uma fã sobre a relação do nome daquela personagem com os tempos vividos em Portugal.

No Público de ontem. Podem continuar a ler aqui.

17/04/2017

AQUI TÃO PERTO

REALIZAR:poesia 2017
(Paredes de Coura, 21 a 25 de Abril)


Podem consultar o programa aqui.

16/04/2017

OS COELHINHOS

Iam dois coelhinhos
andando apressados
para o céu - com medo
de serem caçados.

E também com medo
de passarem fome.
Pois - quando não dorme -
o coelhinho come.

E ainda tinha os filhos
que a coelha esperava...
O Céu era longe
e a fome era brava.

Jesus riu, com pena:
fez brotar da Lua
- para eles - florestas
de cenoura crua.

Odylo Costa Filho, Brasil





De Pedro Oom,  O Coelhinho que nasceu numa couve, por Mário Viegas


          
                           

15/04/2017

IN MEMORIAM

Alberto Carneiro
1937-2017

Avança-se pelo mundo de Alberto Carneiro como por uma floresta. Às escuras, tropeçando em árvores, raízes e pedras, até aparecer uma clareira e o céu explodir na luz desgovernada de um manhã de Inverno. 
Paulo Pimenta,  Público


Um dos maiores artistas portugueses do século XX e o grande renovador da escultura em Portugal.





12/04/2017

REFLEXÃO SOBRE O OVO

Adequado à época, um texto de Rubem Alves escrito para os seus netos, publicado no Correio Popular.

   O corpo da galinha sabe muito de geometria. Foi o ovo que me contou. Porque o ovo é um objeto geométrico construído segundo rigorosas relações matemáticas. A galinha nada sabe sobre geometria, na cabeça. Mas o corpo dela sabe. Prova disso é que ela bota esses assombros geométricos.
   Sabe muito também sobre anatomia. O ovo não é uma esfera. Ele tem uma parte mais grossa e uma parte mais fina. Há uma razão físico-anatômica para isso. É a mesma razão por que os pregos têm uma ponta fina: para entrar melhor no buraco. Você já enfiou uma linha no buraco de uma agulha? Primeiro é preciso afinar a ponta da linha com saliva e dedo. É a ponta afinada da linha que entra no buraco da agulha. Depois que a ponta fina passa pelo buraco, é fácil puxar a linha, fazendo passar a parte grossa. Pois o ovo tem de ter uma ponta fina para facilitar a sua passagem pelo fiofó da galinha. Se não tivesse a ponta fina ia ser mais difícil, ia doer mais…
  O corpo das galinhas é também um grande conhecedor de arquitetura. A forma do ovo dá resistência máxima aos seus frágeis materiais. Se o ovo fosse chato ele se quebraria quando a galinha se deitasse sobre ele, para chocar os pintinhos. Quando eu era pequeno eu e os meus amigos brincávamos de pegar um ovo, ponta fina na palma da mão, ponta grossa contra os dedos pai-de-todos e o seu-vizinho (espero que você tenha aprendido o nome dos dedos, minguinho, seu-vizinho, pai-de-todos, fura-bolo, mata-piolho) e apertar. Pois o ovo não quebrava. Mas não vá fazer essa experiência com esses ovos brancos, de granja. São ovos degenerados. Esses ovos se quebram, só de olhar. A forma do ovo faz com que as forças que sobre ele se exercem não o quebrem. É o mesmo princípio que os arquitetos usam para fazer arcos de janela, de portas e abóbadas gigantescas das catedrais em estilo românico, antes do concreto e do ferro. Se você não sabe o que é o estilo românico, pergunte ao seu professor de história. Aquilo que os arquitetos aprenderam depois de muito pensar, o corpo das galinhas sabe por nascimento, sem precisar pensar.
   Mas há ainda um outro assombro: a casca do ovo não pode ser muito mole porque, se fosse, o ovo se quebraria quando a galinha pisasse nele. A casca tem de ser dura o suficiente para suportar o peso da galinha, sem quebrar. Mas a casca também não pode ser muito dura. Como vocês sabem, as galinhas “chocam“ os ovos. Deitam-se sobre eles por 21 dias para, com o seu calor, realizar a transformação da gema em pintinho. Quem foi que ensinou isso para a galinha? Ninguém. O corpo dela nasceu sabendo. A idéia já está lá. Ao cabo de 21 dias os pintinhos estão prontos para sair. Para isso eles têm de quebrar a casca do ovo com o bico. Ora, se a casca do ovo fosse muito dura o pintinho não conseguiria furar a casca e morreria. Como é que a galinha faz esse complicado cálculo físico de resistência de materiais, casca nem muito mole e nem muito dura? Não sei. Só sei que ela sabe. Há um saber no seu corpo que faz cálculos engenhariais exatos.

11/04/2017

DIA MUNDIAL DA DOENÇA DE PARKINSON

Foi a 11 de abril de 1755 que nasceu James Parkinson, o médico inglês que descreveu a doença pela primeira vez em 1817. A comemoração deste dia é uma iniciativa da Associação Europeia da Doença de Parkinson (EPDA - European Parkinson's Disease Association).
A doença de Parkinson é uma doença neurológica degenerativa do sistema nervoso central, ainda sem cura, pautada pela destruição das células nervosas. O cérebro continua a dizer o que fazer, mas as  pernas, os  braços ou as  mãos não obedecem. Tarefas tão simples como abotoar uma camisa ou os atacadores dos sapatos, transformam-se em batalhas diárias.
Esta doença ataca cerca de 20 mil portugueses, de ambos os sexos, com uma ligeira preponderância para o sexo masculino. Estima-se que no mundo existam 10 milhões de doentes de Parkinson.
Fonte: www.calendarr.com/portugal
Vale a pena ver a campanha que a BIAL lançou este ano, precisamente e  hold your pity please, I'm much more than my disease.


08/04/2017

AS PALAVRAS

As palavras também têm sábados e dores de cabeça
e uma história real na construção do mundo.

As palavras entristecem com a nossa fala. E nós
enlouquecemos sem elas. Porque o mundo são palavras.
As cores são palavras. A palavra primavera floresce
em nossa boca. E a palavra mar faz de quem
a pronuncia, uma ilha encantada.

Quando parto sem palavras, uma tristeza vai comigo
a doer-me no sangue, na raiz da fala e do afecto.
Só elas podem explicar o mistério do amor.
Delas retiro o ouro, o trigo, a fala e a esperança. Nelas
vive o tigre e a esmeralda. Delas sopra o vento.

São curandeiras. Feiticeiras. Mensageiras. Deusas.
São o canto da alma e a voz que falta às andorinhas.
E o sorriso do anjo. E a única coisa que Deus não inventou.
São essas palavras que ficam mudas no coração da gente
para que os beijos possam dizer o que elas não dizem.

Joaquim Pessoa

05/04/2017

IN MEMORIAM


Fernando Campos
(1924-2017)

No Público do dia 3 de abril:
O escritor Fernando Campos (1924-2017), que morreu no sábado em Lisboa aos 92 anos — a sua família só nesta segunda-feira o anunciou à agência Lusa —, chegou um dia, na escola onde leccionava, a uma aula de Latim e os seus alunos tinham todos o seu romance A Casa do Pó (Prémio Literário Município de Lisboa) em cima das mesas. Uma das alunas comentou para o professor: “Com que então, tão caladinho...”
Podem continuar a ler aqui e escolher uma das suas obras na BE para vos acompanhar nas férias da Páscoa.
A BE empresta:
A Casa do Pó
O Cavaleiro da Águia

A Esmeralda Partida
A Sala das Perguntas

... que o meu prende ...



04/04/2017

PERSONALIDADE +


A 4 de abril de 1968, Martin Luther King Jr. foi alvejado mortalmente quando se encontrava no 2º andar do Lorraine Motel, em Memphis.
O que é feito do seu sonho?
I Have a Dream, o discurso emocionante e poderoso que proferiu, a 28 de agosto de 1963, no Lincoln Memorial, em Washington D.C. Um marco na história dos Estados Unidos que continua a ser fonte de inspiração para artistas como Common