30/04/2017

DIA INTERNACIONAL DO JAZZ

A data criada pela UNESCO foi celebrada pela primeira vez em 2012 para lembrar a importância do jazz e o seu papel diplomático de unir pessoas em todos os cantos do globo, como se lê na página oficial do Dia Internacional do Jazz.
Aqui fica Ella Fitzgerald,  The First Lady of Song, a Rainha do Jazz, um nome incontornável da história da música do século XX  e que teria completado 100 anos, no dia 25 de abril.



27/04/2017

GUERNICA

Há 80 anos, no dia 26 de abril de 1937, ocorreu um dos episódios mais trágicos da Guerra Civil de Espanha: os bombardeiros da Legião Condor reduziram a cinzas a vila basca de Guernica. 


A versão franquista de que não tinha existido qualquer ataque aéreo, mas sim a ação destruidora dos separatistas (rojos), permaneceu até finais dos anos 70. No entanto, são ainda obscuros alguns aspectos do ataque feito pelas forças nazis alemãs em conluio com o ditador Franco.

Hitler e Franco

O massacre de Guernica foi imortalizado pela obra de Picasso - um painel/mural de óleo sobre tela,  de grandes proporções (349,3cm de altura e 776,6cm de largura). Como Valdemar Cruz escreveu na Revista do Expresso de 8 de abril, “Guernica”, de Pablo Picasso, encena a tragédia da modernidade (...) conquistou um lugar único no imaginário de resistentes de todo o mundo contra o horror da morte indiscriminada e a banalização da guerra.


O museu Reina Sofia inaugurou a 4 de abril  a exposição "Piedade e terror em Picasso: o caminho até Guernica” para celebrar os 80 anos desta obra-prima, símbolo universal da crueldade da guerra.


25/04/2017

25 DE ABRIL

Presenças recorrentes neste blogue, Manuel Alegre e Adriano Correia de Oliveira voltam de mãos dadas para celebrar a liberdade. 
Passados 50 anos da publicação de O Canto e as Armas, foi apresentada uma reedição comemorativa, com prefácio de Mário Cláudio, na Biblioteca Nacional de Portugal. Um livro que marcou uma geração e cada vez mais atual.

A mais recente das reedições e a capa original de O Canto e as Armas (fotografia do DN)
Hoje à tarde, Manuel Alegre e amigos vão dizer poemas de O Canto e as Armas, nos jardins de São Bento. Como não podemos assistir, trazemos As Mãos que já publicámos aqui. Um poema que simboliza a esperança pela Liberdade cantado por Adriano Correia de Oliveira. O cantor era amigo do poeta e companheiro das lutas estudantis em Coimbra. Podem também recordar Trova do vento que passa aqui.

24/04/2017

ABRIL

As Estações do Ano de Tchaikovsky representam um diário musical peculiar do compositor. São doze peças, cada uma dedicada a um mês do ano. Abril surge como A Campainha-branca, nome da pequena flor branca ou azul que surge quando a neve do inverno derrete. Muito apreciada na Rússia, simboliza renascimento e renovação.


23/04/2017

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR

Não há dia sem livro como explicámos aqui.


Os Meus Livros

Os meus livros (que não sabem que existo)
São uma parte de mim, como este rosto
De têmporas e olhos já cinzentos
Que em vão vou procurando nos espelhos
E que percorro com a minha mão côncava.
Não sem alguma lógica amargura
Entendo que as palavras essenciais,
As que me exprimem, estarão nessas folhas
Que não sabem quem sou, não nas que escrevo.
Mais vale assim. As vozes desses mortos
Dir-me-ão para sempre.

Jorge Luis Borges, A Rosa Profunda

22/04/2017

EPHEMERA NO DN



Na Livraria Ler Devagar há um imenso arquivo da história recente de Portugal em construção. Pacheco Pereira está, com um grupo de voluntários, a preservar a memória na sua Ephemera.

Podem continuar a ler aqui.

21/04/2017

E COMO A GUITARRA CHORA

Faz hoje um ano que Prince partiu. 
Vale a pena recordar uma homenagem a George Harrison, em que, na parte final, Prince mostra o notável guitarrista que era. 

20/04/2017

PROJETO VICIADOS EM LIVROS


Adelina Moura lidera o projeto "Viciados em Livros" (Ler por prazer) que promove a leitura através da produção de trailers de livros. Veja-os aqui.

in Blogue RBE

19/04/2017

DIA MUNDIAL DA BICICLETA

Um poema de Pablo Neruda, 

Oda a la bicicleta 


Iba
por el camino
crepitante:
el sol se desgranaba
como maíz ardiendo
y era
la tierra
calurosa
un infinito círculo
con cielo arriba
azul, deshabitado.


Pasaron
junto a mí
las bicicletas,
uma fotografia de Cartier-Bresson,

los únicos
insectos
de aquel
minuto seco del verano,
sigilosas,
veloces,
transparentes:
me parecieron
sólo movimientos del aire.


Obreros y muchachas
a las fábricas
iban
entregando
los ojos
al verano,
las cabezas al cielo,
sentados
en los
élitros
de las vertiginosas
bicicletas
que silbaban
cruzando
puentes, rosales, zarza
y mediodía.

Pensé en la tarde cuando los muchachos
se laven,
canten, coman, levanten
una copa
de vino
en honor
del amor
y de la vida,
y a la puerta
esperando
la bicicleta
inmóvil
porque
sólo
de movimiento fue su alma
y allí caída
no es
insecto transparente
que recorre
el verano,
sino
esqueleto
frío
que sólo
recupera
un cuerpo errante
con la urgencia
y la luz,
es decir,
con
la
resurrección
de cada día.


uma canção de Yves Montand,

e uma cena do inesquecível E.T., o Extra-terrestre, de Spielberg.