10/05/2016

NG 182

 Em maio, seguimos Filipe II da Macedónia e os seus tesouros, na National Geographic,


  um mergulhador, num dos Lagos Azuis, no Cáucaso, proporciona-nos esta beleza de imagem,


  todo o colorido do Haiti e mais, muito mais.


09/05/2016

A EUROPA E A LÍNGUA



  Vivemos uma globalização desregulada que não tem apenas uma lógica de economia única, tem também uma lógica de cultura e língua única, ou pelo menos dominante. Escrever ou falar as línguas nacionais começa a ser um acto de resistência.


Numa carta a Damião de Goes que defendia o cosmopolitismo e a ligação à Europa, o Cardeal D. Henrique dirá: «O que é bom para a Europa não é bom para Portugal.»





Manuel Alegre, Uma outra memória

 

08/05/2016

COCA-COLA

 Um antigo farmacêutico, se calhar podíamos chamar-lhe boticário, o americano John Pemberton, ferido em combate, tornou-se um viciado em morfina que lhe tinha sido ministrada como anestésico. 


 Regressado à vida civil, Pemberton procurou um substituto para a morfina. De experiência em experiência, criou um vinho de coca que publicitou como benéfico para quem sofria alcoolismo, depressão e neurastenia.


 Assim, no dia 8 de maio de 1886, é posta à venda a primeira garrafa de Coca-Cola.






07/05/2016

THE BEATLES


  Editado a 22 de março de 1963, Please, please me, foi o primeiro álbum dos Beatles editado no Reino Unido. Dele fazem parte oito canções de John Lennon e Paul McCartney, algumas das quais se tornaramm grandes sucessos - Please, please me, Love me do, Do you want to know aq secret.




 e canções de outros compositores, entre elas Twist and shout.


06/05/2016

UM ENCONTRO COM THE BEATLES

  A expectativa era grande. Não tínhamos revelado ao 11º ano tudo o que iria, ou poderia, acontecer. Sabiam que os Beatles os esperavam e que o colecionador, Victor Coutinho, iria guiar a visita.

 

  Um fantástico comunicador, um conhecedor como poucos da obra da banda, um orgulhoso colecionador que começou, acidentalmente, com dois discos que lhe foram oferecidos, conduziu-nos na que é a primeira exposição sobre a banda realizada em Portugal, 46 anos depois de se terem separado.
  A turma foi a primeira a ser guiada nesta exposição - um acontecimento para contar aos netos...

  
  Durante mais de uma hora, fomos ouvindo história, factos, nomes, vendo discos raros, absorvendo tudo o que nos era dito, todo aquele entusiasmo que só o Victor consegue transmitir.
 

  A fotografia de todos, bem, quase todos, junto desta fotografia mítica da banda foi uma das recordações que trouxemos.


  E quem serão estes três da capa do  Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band?
 

 A foto final e um enorme agradecimento a Victor Coutinho.



  Ontem, aparecemos no Jornal das 8, na TVI...
  Uma exposição a não perder. 
  Todas as fotografias podem ser vistas aqui.

  A reportagem da Rádio Alto Minho

  

05/05/2016

MISERICÓRDIA


  Bem conhecida de todos os vianenses, a lindíssima Igreja da Misericórdia foi tema do último programa Visita Guiada, transmitido na RTP 2, na passada 2ª feira, tendo como convidado João Alpuim Botelho.
 Há cerca de um ano, já aqui tínhamos noticiado o prémio que tinha sido atribuído a este monumento, verdadeiro exemplar do «ouro sobre azul».
 Quem não teve a oportunidade de ver este excelente programa, pode fazê-lo através da ligação aqui apresentada.

04/05/2016

TULIPA




   Tempo de Primavera, tempo de flores, tempo de tulipas.
 Há séculos que esta flor se tornou uma fonte de rendimento, de algumas fortunas colossais. Mas, nem sempre assim foi. Em fevereiro de 1637 os preços, até aí inflacionados, caíram abruptamente, causando muitas perdas de fortunas e desacatos.
  A economia holandesa, hoje em dia, é alimentada pelo negócio dos bolbos e da exportação de flores.



   Alexandre Dumas, em 1853, publica o romance A tulipa negra sobre a mais desejada flor, tema de muitos concursos que visavam a sua criação. Finalmente, em 1937, é apresentada a Black Parrot, a tulipa mais escura que se conhece.


03/05/2016

REPESCAR

 Há livros que estão "na moda", mas que, depois, ficam emprateleirados quase indefinidamente. Aqui está um exemplo:

 Editado em 1962, da autoria do escritor neo-realista Alves Redol (1911-1969), foi livro de leitura obrigatória durante anos a fio. Mudaram-se os tempos, mudaram-se as vontades e Constantino continua a sonhar. Hoje, decidimos repescá-lo. 
  A BE empresta-o. Começa assim:

  Tem doze anos, mas não deitou muito corpo para a idade, Ainda está a tempo. Um homem cresce até ao fim da vida, se não em altura, pelo menos em obras e ambições. E nisso promete. (...)
  Cantigas não é apelido de família - é alcunha. E nas aldeias são estas que valem por muitas gerações. Também da parte do pai o apelido Cara-Linda, que já de si parece facécia, perdeu o uso quando passaram a tratá-lo por Cuco. Foi uma história de caça: não vem agora ao jeito contá-la, nem valerá a pena.
  O Constantino ficou assim Cantigas e Cuco. Será por isso que gosta tanto de pássaros?!... 

  Do mesmo autor, recomendamos, e emprestamos, também Avieiros, Gaibéus, A vida mágica da Sementinha, A flor vai ver o mar.

02/05/2016

O TEMPO

  A expressão o tempo voa é bem representativa da velocidade a que andamos. Basta lembrarmo-nos que ainda há pouco tempo comemorávamos o Novo Ano e já estamos quase a meio do ano. Como o gastámos? Com conta e tempo?
   A necessidade de medir o tempo não é de agora, mas a leitura de D. Fernando, de Rita Costa Gomes, (a BE empresta) levou-nos até ao relógio que D. Fernando mandou colocar, em 1377, na Sé de Lisboa, da autoria de João «Francês»


 Um pouco antes, 1370, Carlos V mandara colocar um relógio na Île de la Cité, único relógio de Paris durante muitos anos, que foi sendo restaurado, acrescentado, transformado e que, hoje em dia, apresenta este aspecto.


  Eduardo III de Inglaterra, em 1377, instala um relógio na torre do Castelo de Windsor, mas deste não há imagens. Da época deste rei, nenhum exemplar sobreviveu. O da Catedral de Salisbury talvez seja o mais parecido com os que foram colocados durante esse reinado.




01/05/2016

NESTE DIA

   De noite
  ouvi barulho
  na cozinha.

  Levantei-me.

  Fui ver.

  A mãe passava a ferro
  os calções que eu devia
  levar à escola.

  Sentada, mal podia
  com o ferro. Longe
  um galo nos dizia "o dia aí vai".

  Esfrego os olhos estremunhado.

  E a mãe:

  - O que é, filho? Cuidado
  não acordes o pai.


Mário Castrim