23/12/2013

FRASEANDO




  

    Toda a educação consta destes dois elementos distintos: instrumentos e ideias. A educação portuguesa ministra, ainda que imperfeitos alguns instrumentos, mas de nenhum modo suscita no homem a actividade mental.
    Aprende-se tudo, menos a discorrer, a descobrir, a pensar, a sentir, a sentir conscientemente, analisando, criticando, dominando a sensação. Tem-se uma educação por via da qual se pode chegar a ser um bacharel, um deputado, um escritor, um empregado público, talvez mesmo um sábio, mas nunca um homem.
Farpas, Eça de Queirós e Ramalho Ortigão

18/12/2013

NOVIDADES




Todos os anos, por esta altura, a BE costuma receber prendas para depois poder distribuir por todos, não como

 

mas como empréstimo.



  um livro para ser lido, relido, todo de seguida, aqui e ali, de trás para a frente, de frente para trás, pensado, mastigado e interiorizado.

 
 
Rentes de Carvalho e mais uma história fascinante de tráfico de diamantes, as prisões pós-25 de Abril, os vícios e virtudes de uma alta sociedade e o extremo a que se pode levar a lealdade.










A Idade Média como só Umberto Eco sabe escrever. A saborear


  A figura mítica de Calouste Gulbenkian, contada por José Rodrigues dos Santos, na continuação de O homem de Constantinopla.
 
    



O romance ficcionado sobre Brites de Almeida e de como é preciso lutar pelo que acreditamos,
 

como esta extraordinária rapariga de 16 anos e a sua campanha pelo direito à Educação.




Do mesmo autor de As velas ardem até ao fim






e ainda:

  
agora com um romance
       

 


Para ao mais novos (e não só):

aqueles habitantes de uma aldeia que não se rende, que luta que não se deixa subjugar, que não se vende...

 sem Uderzo, nem Goscinny, não tão bom.


 Os contos da nossa infância e os novos contos de Mia Couto, Saramago, Júlio Isidro, ...

  
          
 
                        
 
                        
   


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17/12/2013

NATAL

 
 
 
 
 
 
Com os votos de um Natal muito doce e um Ano Novo fantástico
 
A Equipa da Biblioteca Escolar


09/12/2013

06/12/2013

NELSON MANDELA

IN MEMORIAM
1918-2013
          A educação é o grande motor do desenvolvimento pessoal. É através dela que a filha de um camponês se torna médica, que o filho de um mineiro pode chegar a chefe de mina, que um filho de trabalhadores rurais pode chegar a presidente de uma grande nação.

04/12/2013

MEMÓRIA(S)

 O Projecto Leituras é isso mesmo ... leitura. Leitura em diferentes suportes. Numa pesquisa, para outra actividade nossa, encontrei este excerto sobre o mobiliário de uma sala de aula, como nesta fotografia que está na exposição. De notar, que a fotografia de Salazar é bem maior do que a do Chefe do Estado. Em cima da mesa, dois objectos que não estão especificados no decreto...
 
 


.   … o Estado novo decidiu em 1935 determinar também o mobiliário e material mínimo com que a nova escola tinha de estar apetrechada (…) quarenta carteiras, uma cadeira e uma mesa para o professor, uma mesa para uso dos alunos, um armário para o material didáctico, um armário para as cartas geográficas e um cabide para os casacos dos alunos. Quanto ao material didáctico, todas as escolas tinham de possuir um quadro preto (…), uma balança com um conjunto de pesos e de medidas, uma colecção de sólidos geométricos, uma série de mapas de Portugal e do Império, um mapa-mundi, uma bandeira nacional e o retrato do Chefe do Estado (Dec. nº 25 305, de 9 de Maio de 1935) (…) O retrato do Chefe do Estado devia ficar pendurado na parede principal, tendo à sua esquerda um retrato de Salazar (…). Um ano depois, Carneiro Pacheco, (…)  “… em todas as escolas públicas do ensino primário infantil e elementar existisse, por detrás e acima da cadeira do professor, um crucifixo, como símbolo da educação cristã determinado pela Constituição”.

 
Educação e sociedade no Portugal de Salazar, Maria Filomena Mónica


03/12/2013

MEMÓRIA(S)


   O nosso passado, as nossas MEMÓRIA(S), muito mais ficou por expor, estiveram presentes em dois espaços:

 


 
    Algumas turmas puderam fazer visitas guiadas e, sem grande surpresa, descobrimos como muitos desses objectos são mesmo desconhecidos da nova geração:



 

02/12/2013

PROJECTO LEITURAS


   No mês de Dezembro, no Projecto Leituras, e em Ler+ mar. vamos falar de PRENDAS.  
   Na nossa memória estão os Natais da nossa infância e as desigualdades que então se verificavam de forma muito sentida. O texto que se segue disto nos dá testemunho:

   Sempre me impressionou que ela [a mãe] nem se lembrasse do dia dos nossos aniversários: não tínhamos qualquer iliusão acerca dos presentes, mas admitimos sempre que talvez merecêssemos um biscoito ou um sorriso dela. Nunca houve comemorações de coisa nenhuma. Prendas de Natal, muito menos ainda: as alfarrobas ou os rebuçados eram coisas incertas, vindas sem propósito e geralmente por mão estranha.
Gente feliz com lágrimas, João de Melo
     Este, de Ruben A. primo de Sophia de Mello Breyner Andresen, autobiográfico, apresenta-nos o mundo de Campo Alegre, bem em contraste com o anterior:
        

      Não conheci ninguém na família mais generoso do que a minha Mãe e a Tia Teodora. Para elas, dar era uma acto normal da vida, como respirar, movimentar-se, comer e beber. (....)
Estas idas colectivas à cidade enchiam-me de encanto. Primeiro parava em Cedofeita, onde ali, no Bazar dos Três Vinténs, os meus olhos e um pouco de dinheiro deixavam expandir-se os mil e um desejos de brinquedos de madeira, bolas, coisas acessíveis para se comprar a granel. Era aí que eu mercava os presentes para o Géninho e outros companheiros de jogos que durante as férias vinham à Quinta brincar comigo. O Bazar dos Três Vinténs

– que ainda hoje existe -popularizava os nossos desejos de compras, havia por lá de tudo que fosse para partir, para esconder, para «espilrar», era um misto de bazar de Natal e de Carnaval onde se encontravam por preço barato as coisas mais desarticuladas e coloridas que a indústria do Norte era capaz de produzir. É um bazar com uma espinha dorsal, tendo à direita e à esquerda montras contínuas de brinquedos, espécie de vitrines onde o debruçar quase parte os vidros que guardam cautelosamente os brinquedos, não vá alguém distrair-se no alcance... (...)


  Era ali que eu me requintava em brinquedos, sobretudo nos automóveis de corrida Bugatti que, com tanto êxito, haviam sido lançados no mercado daquele Natal. O dinheiro ia-se todo. As tias reparavam no que eu gostava mais, mandavam reservar, era surpresa, sem me dizerem abertamente a sua escolha. Eu olhava para aquele milagre de brinquedos, apetecia-me comprar a loja, levar a loja para a minha consoada, colocá-la mesmo ao lado da árvore de Natal do Campo Alegre, num dos recantos do átrio, e passear-me a olhar para os brinquedos. Fui sempre muito mais de ver e olhar para as minhas coisas, mecanos, jogos, etc., do que para os utilizar. Gostava tanto de ter coisas que fazendo-as funcionar me metiam medo, podiam-se estragar! Guardava os carros nas caixas, andava com eles debaixo do braço, limpava o pó, mas não lhes dava corda com medo de partir qualquer coisa, tinha medo do meu atabalhoado de mãos. Os meus brinquedos estavam sempre novos, eram brinquedos próprios para loja, sem rugas, pintadinhos de fábrica, avaros de uma costela judaica que não tenho. (...) Do Meccano confesso que nunca consegui fazer uma construção decente, aborrecia-me em absoluto ter de olhar para o programa e executar o que se mandava construir, talvez um guindaste ou uma estação de caminho-de- ferro. Gostava de ter coisas como factos, como fins nas suas próprias definições. Os brinquedos eram para mim motivo de estupendo entusiasmo, não precisavam, além disso, de serem utilizáveis. Para utilizar lá estavam as raquetes de ténis e pingue-pongue, as botas e bolas de futebol, os sticks de hóquei, os patins, as espingardas, etc.
RUBEN A., O mundo à minha procura

.(Estes livros podem ser requisitados na BE)