31/05/2017

DIA MUNDIAL SEM TABACO

Fotografia de Lucas Zoltowski

Quase 20 mil pessoas vão morrer hoje devido ao consumo de tabaco. 
(estimativa da Organização Mundial de Saúde)

29/05/2017

JFK



Nasceu há precisamente 100 anos em Brookline, Massachusetts. John Fitzgerald Kennedy foi o 35º presidente norte-americano. De ascendência irlandesa e católico devoto, casou com Jacqueline Bouvier, e chegou ao poder aos 44 anos. Morreu dois anos depois, aos 46, a 22 de novembro de 1963. 
A morte trágica e prematura ajudou à construção do mito. No entanto, no seu curto mandato, viveram-se momentos históricos marcantes como a crise dos mísseis de Cuba, a construção do Muro de Berlim, a guerra do Vietname, a consolidação do Movimento dos Direitos Civis nos EUA e a chegada do homem à lua.
A revista TIME publicou um vídeo excelente onde, em 90 segundos, recordamos a vida de JFK.

27/05/2017

NOVA PARCERIA DA RBE



Devido à importância da divulgação da leitura, do livro e seus autores, foi estabelecida, no passado dia 26 de abril, uma parceria entre a Rede de Bibliotecas Escolares e a plataforma escritores.online.
Esta junção de sinergias visa a divulgação conjunta de notícias, reportagens, entrevistas, vídeos e eventos relacionados com os livros, a leitura, os escritores e as bibliotecas escolares.
Blogue RBE

26/05/2017

EU VI O FUTURO



A opinião de David Pontes no JN de hoje. Termina assim:
Numa semana em que o terror voltou a atacar de forma brutal e cruel foi tão bom ver que o futuro está aí vivo, alegre e capaz de erguer as bandeiras certas nos momentos necessários.
A ler aqui.

23/05/2017

PERSONALIDADE +

Eduardo Lourenço faz hoje 94 anos.
Um dos maiores pensadores do nosso tempo. Surpreende pela lucidez e forma única de pensar Portugal. Também tem um diário – uma espécie de «diário cultural», como o filósofo lhe chama.



O que eu sou como ser mortal (o que todos somos), está contido na melancolia absoluta do allegretto da "Sétima Sinfonia". Mas o que desejaria ser, o que não tenho coragem de ser, só se revela nesta "Suite em Si Menor", de Bach. Diante desta torrente luminosa devia depor a minha velha pele, esta pele de que só a música me despe num instante, deixando-me nu e redimido, mas que no instante seguinte afogo em trevas. Delas só um Deus me poderia libertar. Digo Deus sabendo bem que esse absoluto que me atrevo a invocar é ainda o supremo álibi. É de mim, das ardentes seduções do meu profundo ser, que não quero ou de que não sou capaz de abdicar. Queria ir por um caminho de rosas para aquele sítio onde sei que me foi fixado encontro. E ninguém lá chega nunca sem antes morrer para si mesmo. 
in Tempo da Música, Música do Tempo, Eduardo Lourenço
Org. de Barbara Aniello


22/05/2017

DIÁRIOS

Frida Kahlo registava no seu diário as ideias e esboços das suas obras.
Fotografia: Banco do México


O diário, novamente. Agora, a propósito de um artigo de James Pennebaker, especialista em psicologia social da universidade do Texas, publicado ontem no jornal The Guardian. O autor sublinha  a importância de manter um diário: ajuda a estruturar ideias, a desabafar, reforça o sistema imunitário e, em particular, parece que previne ou ajuda a ultrapassar a depressão. Podem ler o artigo aqui e consultar os exemplos de diários que temos na BE aqui.
Páginas de um dos famosos diários de Virginia Woolf

Winston Churchill e o seu inseparável diário, 1951.
Fotografia: Alfred Eisenstaedt/Time & Life Pictures/Getty Images


Querido diário: Ernest Hemingway, Quénia, 1952.
Fotografia: Coleção Earl Theisen /Getty Images


Os diários e cadernos de Marie Curie continuam radioativos e estão guardados em caixas revestidos a chumbo. Para os consultar é necessário usar equipamento de proteção e   
 assinar um termo de responsabilidade.
Fotografia Wellcome Trust

Diário de viagens de Albert Einstein, 1930 a 1931.
Fotografia: Universidade Hebraica de Jerusalém
Bruce Lee andava sempre com um bloco que servia de diário.


21/05/2017

REZA DA MANHÃ DE MAIO

Senhor, dai-me a inocência dos animais
Para que eu possa beber nesta manhã
A harmonia e a força das coisas naturais.

Apagai a máscara vazia e vã
De humanidade,
Apagai a vaidade,
Para que eu me perca e me dissolva
Na perfeição da manhã
E para que o vento me devolva
A parte de mim que vive
À beira dum jardim que só eu tive.

Sophia de Mello Breyner Andresen

19/05/2017

MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

O poeta nasceu no dia 19 de maio de 1890, em Lisboa, num edifício da rua dos Retroseiros, atual Rua da Conceição. Voltamos ao FIM, mas agora desta forma:



18/05/2017

DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS



O Dia Internacional dos Museus é esta quinta-feira assinalado com uma programação de 400 atividades em 84 espaços museológicos distribuídos por 46 concelhos do país, segundo a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC).
Dedicado este ano ao tema das memórias traumáticas e da reconciliação, o dia será celebrado com entradas gratuitas em museus, palácios e monumentos, e uma programação de visitas, palestras, exposições, concertos e encenações históricas. “Museus e histórias controversas: dizer o indizível em museus” é o tema proposto para a edição deste ano, apelando a “uma reflexão, naturalmente diferenciada e respondendo aos contextos nacionais, do papel dos museus nas comunidades e na sociedade em geral”, segundo uma nota de imprensa da DGPC.
Instituída pelo Conselho Internacional de Museus (ICOM), a data é celebrada por todo o país, em museus, monumentos e palácios, que participam com dezenas de atividades como visitas guiadas, ateliês, teatro, e lançamentos de livros, entre outras.
No contexto desta celebração decorrem inaugurações em três dos 15 museus tutelados pela DGPC: o Museu Nacional Soares dos Reis inaugurou na quarta-feira a exposição “Cidade Global”, o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) inaugura hoje a exposição “Madonna” e o Museu Nacional dos Coches (MNC) inaugura na sexta-feira, a sua museografia. (...)
in Observador
Podem consultar o programa de todas as atividades previstas para hoje e para a Noite Europeia dos Museus, no sábado, aqui

17/05/2017

NOVO RECURSO



A RBE estabeleceu uma parceria com a Casa das Ciências, portal que disponibiliza materiais digitais para professores. Como podemos ler no blogue da RBE, é um projeto da Fundação Calouste Gulbenkian com o objetivo último de melhorar as aprendizagens das áreas científicas. Pretende-se chegar aos professores pela oferta de uma série de recursos que podem usar livremente. Todos os materiais disponibilizados estão em português e são avaliados por um sistema de avaliação de pares.
Podem visitar aqui. Boas pesquisas.

16/05/2017

NO MÊS DEDICADO ÀS MÃES, UM POEMA À FILHA




Carta à Minha Filha


Lembras-te de dizer que a vida era uma fila?
Eras pequena e o cabelo mais claro,
mas os olhos iguais. Na metáfora dada
pela infância, perguntavas do espanto
da morte e do nascer, e de quem se seguia
e porque se seguia, ou da total ausência
de razão nessa cadeia em sonho de novelo.

Hoje, nesta noite tão quente rompendo-se
de junho, o teu cabelo claro mais escuro,
queria contar-te que a vida é também isso:
uma fila no espaço, uma fila no tempo
e que o teu tempo ao meu se seguirá.

Num estilo que gostava, esse de um homem
que um dia lembrou Goya numa carta a seus
filhos, queria dizer-te que a vida é também
isto: uma espingarda às vezes carregada
(como dizia uma mulher sozinha, mas grande
de jardim). Mostrar-te leite-creme, deixar-te
testamentos, falar-te de tigelas - é sempre
olhar-te amor. Mas é também desordenar-te à
vida, entrincheirar-te, e a mim, em fila descontínua
de mentiras, em carinho de verso.

E o que queria dizer-te é dos nexos da vida, 
de quem a habita para além do ar.
E que o respeito inteiro e infinito
não precisa de vir depois do amor.
Nem antes. Que as filas só são úteis
como formas de olhar, maneiras de ordenar
o nosso espanto, mas que é possível pontos
paralelos, espelhos e não janelas.

E que tudo está bem e é bom: fila ou
novelo, duas cabeças tais num corpo só,
ou um dragão sem fogo, ou unicórnio
ameaçando chamas muito vivas.
Como o cabelo claro que tinhas nessa altura
se transformou castanho, ainda claro,
e a metáfora feita pela infância
se revelou tão boa no poema. Se revela
tão útil para falar da vida, essa que,
sem tigelas, intactas ou partidas, continua
a ser boa, mesmo que em dissonância de novelo.

Não sei que te dirão num futuro mais perto,
se quem assim habita os espaços das vidas
tem olhos de gigante ou chifres monstruosos.
Porque te amo, queria-te um antídoto
igual a elixir, que te fizesse grande
de repente, voando, como fada, sobre a fila.
Mas por te amar, não posso fazer isso,
e nesta noite quente a rasgar junho,
quero dizer-te da fila e do novelo
e das formas de amar todas diversas,
mas feitas de pequenos sons de espanto,
se o justo e o humano aí se abraçam.

A vida, minha filha, pode ser
de metáfora outra: uma língua de fogo;
uma camisa branca da cor do pesadelo.
Mas também esse bolbo que me deste,
e que agora floriu, passado um ano.
Porque houve terra, alguma água leve,
e uma varanda a libertar-lhe os passos.

Ana Luísa Amaral, in Imagias (Um pouco só de Goya: Carta a minha Filha)

12/05/2017

PARABÉNS

Manuel Alegre faz hoje 81 anos.



A Breve Passagem na Vida

Por vezes sentado sozinho na sala, apenas com o cão por companhia, pensava que, contrariamente ao que ele supunha, não eram precisas palavras para entendermos o essencial: que tudo é uma breve passagem e que não há outra eternidade senão a da solidão partilhada. 
Ou no amor, ou na camaradagem das grandes batalhas, ou no silêncio de uma sala entre um leitor e um cão. Talvez estivéssemos a ficar parecidos e até nos imitássemos um ao outro. 

Manuel Alegre, Cão como Nós.
A  BE empresta

11/05/2017

10/05/2017

IN MEMORIAM


Baptista-Bastos (BB)
1934-2017
Iniciou a sua carreia jornalística em “O Século”, mas foi so serviço do “Diário Popular” – onde trabalhou durante vinte e três anos (1965-1988) – que haveria de conquistar maior notoriedade, sobretudo em géneros como a entrevista e a reportagem.
Torna-se mais conhecido do grande público pelas entrevistas realizadas na SIC entre novembro de 1996 e janeiro de 1998. Nessas “Conversas Secretas”, fazia a todos os convidados a pergunta "onde é que estavas no 25 de Abril?" 

 Bastos, com obra publicada, escrevia primorosamente e não tolerava tiques de escrita, modismos ou prosas escritas à pressa. Muito menos cacofonias, erros de sintaxe ou de ortografia. Ainda não se sonhava com acordo ortográfico e já ele berrava a plenos pulmões: “Isto não é escrever por sons, senão samarra escrevia-se com c cedilhado”.
Seria impensável naquele tempo encontrar nas páginas do “Diário Popular” prosas cheias de “implementar”, “imperdível”, “emblemático”, “de acordo com” e demais barbaridades hoje tornadas corriqueiras, para não falar nos desmandos vindos de quem nem fala inglês nem português e nos mimoseia com “serviços de inteligência”, “oficiais do governo”, “adictos” ou “jovens mulheres”…

Rui Cardoso, também aqui

09/05/2017

DIA DA EUROPA

MATT CARDY/ 2016 GETTY IMAGES

Poema de Filipa Leal integrado no poema em cadeia Renshi.eu - um diálogo europeu em versos.

Apontas para o rosto sarcástico do sol de Inverno
E disparas. Há tantos meses que não chove – reparaste?
É o próprio céu a desistir de ti. E mesmo assim tu disparas, só sabes disparar.
Estás enganada, Europa. Envelheceste mal e perdeste a humildade.
Não é contra o sarcasmo que disparas, não é contra o Inverno,
Nem sequer contra o insólito, contra o desespero.
Tu disparas contra a luz.
Podes atirar-nos tudo à cara, Europa: bombas, palavras, relatórios de contas.
Podes até atirar-nos à cara um deputado, uma cimeira.
Mas os teus filhos não querem gravatas. Os teus filhos querem paz.
Os teus filhos não querem que lhes dês a sopa. Os teus filhos querem trabalhar.
Há tantos meses que não chove – reparaste?
A terra está seca. Nem abraçados à terra conseguimos dormir.
Enquanto te escrevo, tu continuas a fazer contas, Europa.
Quem deve. Quem empresta. Quem paga.
Mas os teus filhos têm fome, têm sono. Os teus filhos têm medo do escuro.
Os teus filhos precisam que lhes cantes uma canção, que os vás adormecer.
Eu acreditei em ti e tu roubaste-me o futuro e o dos meus irmãos.
Se estamos calados, Europa, é apenas porque, contrários ao teu gesto,
Nós não queremos disparar.


*Renshi.eu - é um poema em cadeia escrito por 28 poetas de 28 países europeus, que abordam de forma literária as questões do presente e futuro da Europa. Cada poeta começa a escrever a partir do último verso do poema anterior, dando origem a a uma obra gigantesca que espelha uma miríade de olhares e referências culturais. Este poema foi lido pela autora em português, na sessão de apresentação da obra conjunta, na Akademie der Künste de Berlim, em 2012.


08/05/2017

COCA-COLA

A Coca-cola foi servida pela primeira vez numa pequena farmácia de Atlanta, há 131 anos, no dia 8 de maio de 1886, como referimos aqui. A receita secreta continua por descobrir.
O primeiro slogan da Coca-Cola em Portugal, "Primeiro estranha-se, depois entranha-se",  foi criado por Fernando Pessoa mais de 40 anos após o seu lançamento nos EUA. No entanto, por razões políticas, acabou por ficar apenas no papel.


A Tal… Chegou a Portugal dois anos depois do 25 de Abril, mas já era bem conhecida dos portugueses que a bebiam em Espanha, onde era vendida desde os anos 1950. Paradoxalmente, em Angola e Moçambique não havia qualquer entrave ao seu consumo.

1977
1978






07/05/2017

MÃE


Mãe!
Vem ouvir a minha cabeça a contar histórias ricas que ainda não viajei.
Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta cor de sangue, sangue! verdadeiro, encarnado!
Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de viagens!
Quando voltar é para subir os degraus da tua casa, um por um. Eu vou aprender de cor os degraus da nossa casa. Depois venho sentar-me a teu lado. Tu a coseres e eu a contar-te as minhas viagens, aquelas que eu viajei, tão parecidas com as que não viajei, escritas ambas com as mesmas palavras.
Mãe! ata as tuas mãos às minhas e dá um nó-cego muito apertado! Eu quero ser qualquer coisa da nossa casa. Como a mesa. Eu também quero ter um feitio, um feitio que sirva exactamente para a nossa casa, como a mesa.
Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!
Quando passas a tua mão pela minha cabeça é tudo tão verdade!

Almada Negreiros, in A Invenção do Dia Claro


mil estrelas no colo
mãe, eu sei que ainda guardas mil estrelas no colo. 
eu, tantas vezes, ainda acredito que mil estrelas são 
todas as estrelas que existem. 

José Luís Peixoto, in A Casa, a Escuridão

06/05/2017

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA II

A Inês e os restantes alunos selecionados para a 2ª fase do CNL - 3º ciclo

Podem ver mais fotografias aqui.

04/05/2017

CONCURSO NACIONAL DE LEITURA - 2ª FASE



No dia 2 de maio, teve lugar a 2ª fase do Concurso Nacional de Leitura, em Ponte da Barca. Parabéns à aluna Inês Morais Fernandes, do 9º A, que tão bem representou a nossa escola. A prova incidiu sobre as obras de leitura obrigatória "A Vida de Pi", de Yann Martel e "Escrito na Parede", de Ana Saldanha.

Podem ver a reportagem aqui.

03/05/2017

DIA INTERNACIONAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA

O artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos Humanos é bem claro:
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.

No mês passado, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) lançou um alerta para a liberdade de imprensa no mundo que nunca esteve tão ameaçada como agora

No relatório divulgado pela RSF, a situação é considerada muito grave ou difícil em 72 dos 180 países, entre eles China, Rússia e Índia, bem como quase todas as nações do Médio Oriente, da Ásia central, América central e África do Norte.
Portugal surge em 18º lugar no Ranking da Liberdade de Imprensa 2017, registando-se uma subida de cinco posições face ao ano passado.


“Media at the gate!”
The New Yorker

02/05/2017

O TAMANHO DO TELEMÓVEL


Se roubarem os livros a um miúdo, ninguém vem à escola. Se lhe roubarem o telemóvel, aparece logo o pai ou a mãe." O comentário é de uma professora do 2.º Ciclo. De miúdos com 10, 11, 12 anos, habituada a discutir cada vez mais o assunto com os encarregados de educação. Muitos admitem que para os filhos o telefone é um vício, a companhia com quem conseguem passar o dia fechados no quarto. Mas intervir ou tirá-lo está fora de questão. Que adolescente sobrevive, hoje, sem um telemóvel?
(...)
O que nem todos os pais percebem é que os filhos não estão mais seguros por estarem fechados no quarto. Podem, pelo contrário, estar mais expostos a um mundo paralelo e virtual com desafios perigosos. Um telemóvel pode ser uma arma. Tanto mais perigosa por parecer inofensiva. Como pais, compete-nos retirá-lo do centro dos dias e reduzi-lo ao papel de ator secundário.
Inês Cardoso, JN de 1 de maio

Podem ler o artigo completo aqui.

01/05/2017

BEM-VINDO, MAIO

Madredeus cantam Zeca Afonso:


MAIO, MADURO MAIO

Maio maduro maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou
Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul

Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa maio de amores
Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar

Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará
Qu'importa a fúria do mar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça vamos lutar

Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor
Anda ver, maio nasceu, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu