01/04/2016

O BLOGUE

Ola Biblioteca !


  A  1 de abril de 2014, no início das comemorações dos 40 anos do 25 de Abril, começámos a escrever diariamente neste espaço
  Criado a 1 de setembro de 2010, o blogue propunha-se noticiar as atividades e as novidades da BE e solicitava o envio de notícias comentários e sugestões. Foi evoluindo, com os projetos Projecto Leituras, Ler+ mar  e Faz-se luz! as temáticas, etiquetas e o número de visitas aumentaram consideravelmente. Foi precisamente o aumento das visitas que nos fizeram aqui estar todos os dias, incluindo os períodos não letivos, o que não é fácil. É um trabalho moroso, em alguns dias desesperante pelos pequenos entraves das imagens e do texto, por vezes cansativo, mas que nos vai dando muito prazer.
  Gostávamos de ter maior colaboração, maior publicação de textos de alunos, mas nem sempre é fácil. Os professores também prometem uns textos, mas...
  Sabemos que não podemos competir com o facebook, mas não abdicamos de certos princípios e não temos de estar todos virados para a mesma maré. Ser do contra também é benéfico...
  Continuaremos, pois, também no blogue Faz-se luz!

30/03/2016

URZE




 Deus tinha criado a Escócia mas achava os montes muito despidos. Perguntou ao carvalho se queria povoá-los. O carvalho recusou por não ter espaço para as suas raízes. A madressilva e a rosa também o fizeram. Então, já desanimado, Deus viu uma pequena flor que não se importou de aceder ao Seu pedido.
 Como recompensa, Deus deu-lhe a força do carvalho, a doçura da madressilva e o perfume da rosa.

  Podia ter acontecido em Trás os Montes.

29/03/2016

A FELICIDADE DOS LIVROS

   


  Nestes dias talvez tenhamos mais algum tempo para ler. Sobre livros e leitura, a opinião de Pedro Mexia, no livro Lei seca.

  Ontem à noite, esvaziando caixotes, senti inesperadamente a felicidade dos livros. Uma felicidade que não se esgota em lê-los nem em tocar neles, mas exige ambas as dimensões, intelectual e táctil. Gosto de vê-los assim, arrumados ou desarrumados, o volume dos volumes em várias salas, parede acima, simétricos e exactos. Gosto de lhes encontrar o sítio, de ir folheando, tocando, lendo, perdido no impecável caos dos livros.

UMA CERTA TENDÊNCIA
   Trollope disse uma vewz que se orgulhava da sua biblioteca de cinco mil volumes, dos seus cavalos favoritos, dos bons vinhos que guardava na garrafeira e daquilo a que chamou «uma certa tendência para desaparecer».
   Eu não possuo estábulos nem licores requintados, mas gosto de ficar em casa no contentamento dos livros, e também já não dispenso «uma certa tendência para desaparecer», tanto metafórica como literal. Mas não é orgulho: é necessidade.    

28/03/2016

CENSURA

 Como aqui já foi referenciado, a censura não permitia que fossem transmitidas informações sobre a Guerra, sendo a correspondência dos militares previamente lida.



  Pela Lei nº 495 (28 de março 1916) os periódicos e outras publicações periódicas passam a estar submetidos à censura prévia, enquanto durar o estado de guerra. Os jornais passariam a ostentar, em espaço branco, as partes do texto cortadas pela censura. (Fundação Mário Soares)

27/03/2016

O CZAR, OS OVOS E FABERGÉ

 Peter Carl Fabergé (1846-1920) foi um dos mais reputados joalheiros de todos os tempos. 



  De entre todas as maravilhas que saíram da sua oficina, as encomendas dos czars destacam-se, principalmente os famosíssimos Ovos Imperiais, criados  entre 1885 e 1917, por encomenda de Alexandre III e Nicolau II, os mais famosos, como prendas para as czarinas e para as mães, na Páscoa. Sabe-se que já estavam a ser desenhados mais dois para 1918, mas a Revolução Russa pôs fim a esta "tradição".
 Dos 50 ovos produzidos, apenas se sabe o paradeiro de 43.  O primeiro ovo, Hen Egg, foi dado a Maria Fedorovna, em 1885.


  Neste pequeno vídeo podemos ver alguns dos ovos de Fabergé e o seu interior. 


   Se quiserem continuar a ver estas maravilhas, com o nome em inglês e fotografias dos que desapareceram, acedam aqui às imagens.

  Nós temos de ser muito mais modestos nos nossos votos de Boa Páscoa.

Postal alemão com movimento (coleção particular)

26/03/2016

O COELHO E OVOS



  Na Páscoa, cozer ovos, que irão ser dados à crianças, com ervas para dar uma cor diferente à casca é uma tradição secular, em Portugal. Não sabemos a sua origem, mas, certamente, não será muito diferente de outras de outros países. 
  Uma das lendas fala-nos de uma mulher pobre que coloriu ovos para dar aos filhos na Páscoa. Quando as crianças andavam à procura, passou um coelho,  o que levou as crianças a pensarem que os ovos tinham sido trazidos pelo coelho.
  A mais antiga referência conhecida a este costume é da autoria de Georg Franck von Franckenau, em De ovis paschalibus, de 1682.
  Claro que a publicidade e o comércio tomaram conta dos ovos de Páscoa, mas se quiserem ovos coloridos como os antigos, aqui estão algumas receitas: Sapo Lifestyle, Experiências com ovos, Nosmulheres,  A nossa vida.

25/03/2016

JESUS CHRIST SUPERSTAR

  Andrew Llloyd Webber e Tim Rice, em 1970,  editaram uma das mais famosas óperas rock de sempre. 

 Na Broadway, Jesus Christ Superstar estreia-se no ano seguinte e, pouco depois em Londres, onde se vai manter durante anos e anos. Norman Jewison vai realizar, dois anos depois, o filme com o mesmo nome que retrata a semana que Cristo viveu antes da Crucificação.
  A presentamos algumas passagens do filme - o encontro com Herodes, o Jardim das Oliveiras, A Última Ceia e Judas.








24/03/2016

A RAZÃO DE UMA DATA


   Este ano, comemora-se a Páscoa no dia 27 de março. Porquê neste dia? Por causa da lua cheia. A data da primeira lua cheia, a partir do equinócio da Primavera, vai determinar um conjunto de feriados religiosos.
  A Páscoa celebra-se, então, no primeiro domingo depois da já referida lua cheia. 47 dias antes, tem lugar o Carnaval.
  A Quaresma é o período de 40 dias que vai da Quarta-feira de Cinzas ao Domingo de Ramos.
  O Corpo de Deus, que volta a ser feriado, ocorre 60 dias depois da Páscoa, sempre numa quinta-feira, como se sabe.
 

23/03/2016

O SENHOR 5 POR CENTO

 A 23 de março de 1869, em Constantinopla, nascia o Homem a quem Portugal muito deve, que se tornou o seu maior benfeitor e mecenas de sempre, Calouste Gulbenkian.


 Aos 15 anos foi para Marselha para frequentar uma escola francesa. Em 1895 começou a atividade profissional ligada ao petróleo o que lhe permitiu angariar uma enorme fortuna. O gosto pela arte, em todas as suas formas, e a fortuna que possuía permitiram-lhe construir uma notável coleção de arte que mantinha na casa de Paria, na Avenida d' Iéna.
 No ano de 1942, Gulbenkian deixa a França e instala-se no mais luxuoso hotel de Lisboa, o Avis, onde reside até à sua morte, em 1955. Em Lisboa, conhece o advogado José Azeredo Perdigão que o ajudou a redigir o testamento e a criar a Fundação com o seu nome que irá herdar toda a coleção de arte e uma grande parte da sua fortuna.
  Graças à sua persistência, capacidade negocial (... )o resto do mundo conhecia-o simplesmente como "Senhor Cinco por cento", um dos homens mais ricos do mundo.
 
Fundação Calouste Gulbenkian

22/03/2016

ADÓNIS E A ANÉMONA

  Neste começo de Primavera, recordamos uma lenda sobre a origem da anémona.

 
     Segundo a Mitologia, o belo Adónis,  filho de Afrodite, foi entregue a Perséfone para o criar. Mais tarde, esta deusa recusou entregá-lo à mãe, pelo que Zeus teve de resolver a contenda, decretando que Adónis passaria um terço do ano com cada uma das deusas. Como gostava mais de Afrodite, passava dois terços com ela, o que levou ao mito do ciclo da vegetação. Quando estava com Perséfone, no mundo subterrâneo, era como as sementes que se desenvolvem debaixo da terra. Com Afrodite, vivia no reino da luz e da vegetação.
  Um dia, foi ferido mortalmente por um javali, sendo muito chorado pela mãe. De cada lágrima, nasceu uma rosa e, de cada gota de sangue, nasceu uma anémona.